quinta-feira, 28 de maio de 2009

Os cristãos face ao pluralismo religioso

Frequentemente ouvimos falar de violências que em muitas regiões do mundo são provocadas por fiéis de diversas religiões. Em outras regiões, seguidores de religiões diferentes conseguem conviver em paz.
Os Evangelhos testemunham a abertura de Jesus e dos apóstolos ao diálogo e ao reconhecimento da fé de pessoas que não pertenciam ao povo judeu. As Igrejas se comprometeram a dialogar pela unidade dos cristãos. Durante os últimos anos, o diálogo se tornou importante também para os fiéis de outras religiões, em particular para o judaísmo e o islamismo. Trata-se de conhecer a fé em Deus de pessoas que têm outra história e outra orientação religiosa. Trata-se de contribuir para a promoção da paz por meio do respeito mútuo e de boas relações que ajudem a superar os conflitos.

Senhor Deus, obrigado pela sabedoria que nos transmitem tuas Escrituras. Dá-nos a coragem de abrir nosso coração e nosso espírito ao próximo, seja ele irmão cristão ou de outra religião. Concede-nos a graça de superar as barreiras da indiferença, dos preconceitos, do ódio e do medo. Reforça nossa visão do último dia, quando os cristãos unidos na palma da tua mão com todos os remidos da família humana entrarão na festa da vida eterna. Amém.

(adaptado do subsídio produzido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Os cristãos face às discriminações e aos preconceitos sociais

Deus não admite discriminação entre as pessoas criadas à imagem dele. Mas o pecado entrou no coração dos humanos e criamos diferenças e seleções. Discriminamos pela etnia, pela condição econômica, pela identidade sexual, por ser simplesmente homem ou mulher. Também o fato de pertencer a uma ou a outra religião gera exclusão. Tudo isso é fonte de conflitos e grandes sofrimentos.
Jesus se mostrou particularmente solidário com todas as pessoas excluídas. Não deixou de denunciar todo tipo de discriminação. O desprezo ao próximo não deve ter lugar no coração dos discípulos de Jesus. A unidade cristã está a serviço da recuperação da unidade da família humana. A nossa missão comum é trabalhar para superar todo tipo de discriminação, vivendo com alegria a unidade na diversidade. Essa é também a esperança que nos sustenta: porque todos somos um em Cristo Jesus.

Senhor, abre nossos olhos para que possamos discernir todas as discriminações e exclusões que provocam feridas em nossa sociedade. Ajuda-nos a reconhecer os preconceitos que se instalaram em nós. Que aprendamos a superar todo desprezo e gostar da alegria de viver juntos na unidade. Amém!

(adaptado do subsídio produzido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Os cristãos face à guerra e à violência

A unidade das Igrejas cristãs em Deus as habilita a serem testemunhas e operadoras de paz no mundo. A guerra e a violência de todo tipo são os maiores obstáculos para a unidade que Deus doa a toda a humanidade. Quem porá fim à espiral de violência em nosso país e em outros lugares do mundo?
Nós, cristãos e cristãs, também somos tentados a reagir à violência segundo a lógica humana da vingança e do uso da força. Jesus mostra aos discípulos e a toda a humanidade que o círculo da violência se interrompe quando renunciamos a toda violência. O amor de Cristo na cruz nos desafia a superar a violência, a vingança, o uso da força bruta e a guerra com que os humanos costumam resolver seus conflitos.
Bem-aventuradas as pessoas que promovem a paz, porque serão unidas na palma da mão de Deus, como seus filhos e filhas. Essa esperança, baseada na última vitória de Cristo na cruz sobre a violência, nos leva a perseverar na busca da unidade cristã e na corajosa superação de toda forma de guerra e violência.

Ó Senhor, Deus da vida, que cuidas de toda criação, dá-nos a paz! Que a nossa segurança não venha de armas, mas do respeito. Que a nossa força não seja a violência, mas o amor. Que a nossa riqueza não seja o dinheiro, mas a partilha. Que o nosso caminho não seja a ambição, mas a justiça. Que a nossa vitória não seja a vingança, mas o perdão. Desarmados e confiantes, queremos defender a dignidade de toda criação, partilhando hoje e sempre o pão da solidariedade e da paz. Por Jesus Cristo, teu filho divino, nosso irmão, que, feito vítima da nossa violência, ainda do alto da cruz, deu a todos o teu perdão. Amém.

(adaptado do subsídio produzido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos: "Unidos na palma de Tua mão" (Ez 37, 17)

Nesta semana, cristãos de diversas igrejas de todo Brasil se unem para rezar pela unidade. Iluminados pelas palavras do profeta Ezequiel, os cristãos lembram que a divisão não faz parte dos planos de Deus. O profeta lutou pela união do povo de Israel, que tinha se dividido em duas partes: Israel e Judá. Assim como eles receberam a promessa que Deus fará dos dois pedaços um só, nós também temos a promessa de que nas mãos de Deus podemos ser tornados uma coisa só, conforme diz o texto bíblico: “Que todos sejam um em Tuas mãos” (Ez 37,17).
As divisões que afligem as comunidades cristãs estão em contradição com a graça de Deus que reconciliou o mundo consigo em Cristo. Além disso, essas divisões prejudicam a causa do anúncio do Evangelho da reconciliação e enfraquecem o testemunho dos discípulos de Cristo no mundo.
Viver em comunhão é uma conversão cotidiana. Junto com o diálogo, o testemunho comum e a missão, a oração pela unidade é um ato da nossa vida pelo qual o Espírito Santo manifesta ao mundo a nossa reconciliação e nos mantém unidos na palma da mão do Pai.

Deus compassivo, tu nos amas e nos perdoas em Cristo, tu quiseste reconciliar todo gênero humano em teu amor redentor. Olha com bondade todos aqueles que trabalham e oram pela unidade das comunidades cristãs divididas. Dá-nos sermos irmãos e irmãs em teu amor. Que possamos ser um na palma de tua mão. Amém.

(adaptado do subsídio produzido pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil - CONIC)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Como se constrói um grupo de jovens?

Um grupo se constrói através da constância da presença de seus elementos na rotina e de suas atividades.
Um grupo se constrói no espaço heterogêneo das diferenças entre cada participante: da timidez de um, do afobamento do outro; da serenidade de um, da explosão do outro; do pânico de um, da sensatez do outro; da seriedade desconfiada de um, da ousadia do risco do outro; da mudez de um, da tagarelice de outro; do riso fechado de um, da gargalhada debochada do outro; dos olhos miúdos de um, dos olhos esbugalhados do outro.
Um grupo se constrói construindo vínculo com a autoridade e entre iguais. Um grupo se constrói na cumplicidade do riso, da raiva, do choro, do medo, do ódio, da felicidade e do prazer.
Vida de grupo dá muito trabalho e muito prazer porque eu não construo nada sozinho, tropeço a cada instante com os limites do outro e os meus próprios, na construção da vida, do conhecimento, da nossa história. Assim o caminho será feito e todos(as) poderão cantar: "por isso vem, entra na roda com a gente, também você é muito importante, vem!"

(texto adaptado de Vanildes Gonçalves dos Santos e Lourival Rodrigues da Silva, artigo publicado no Jornal Mundo Jovem, ed. 294, março/1999, disponível aqui )

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Descubra o amor

Pegue um sorriso e doe-o a quem jamais o teve.
Pegue um raio de sol e faça-o voar lá onde reina a noite.
Descubra uma fonte e faça banhar-se quem vive no lodo.
Pegue uma lágrima e ponha-a no rosto de quem jamais chorou.
Pegue a coragem e ponha-a no ânimo de quem não sabe lutar.
Descubra a vida e narre-a a quem não sabe entendê-la.
Pegue a esperança e viva na sua luz.
Pegue a bondade e doe-a a quem não sabe doar.
Descubra o amor e faça-o conhecer ao mundo.

(Mahatma Gandhi; texto publicado no livro Mensagens para o ano todo - Vol. 2, disponível aqui )

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Para que serve um grupo de jovens?

Quando convidávamos as pessoas para fazer parte do nosso grupo de jovens, sempre ouvíamos algumas perguntas do tipo: "Para que isso? Grupo de jovens serve para quê?" Tivemos então que buscar novamente as respostas:
- Serve para fazer várias coisas legais e que nos preenchem como jovens e como pessoas humanas.
- É um lugar jóia para fazer novas amizades, contar coisas da vida, partilhar os desejos e sonhos, encontrar amores, poder ajudar as pessoas necessitadas, animar a comunidade, dando um rosto jovem e alegre a ela.
- Viver em grupo é muito bom. É algo natural, faz parte da gente.
- Grupo geralmente é um espaço que nos ajuda na descoberta das outras pessoas e da gente mesmo.
- Grupo é lugar de exercitar a fala, a opinião, o silêncio, defender pontos de vista.
- Portanto, lugar de descobrir, de ter objetivos mútuos, de respeitar as diferenças, construir a identidade.

(texto adaptado de Vanildes Gonçalves dos Santos e Lourival Rodrigues da Silva, artigo publicado no Jornal Mundo Jovem, ed. 294, março/1999, disponível aqui )

terça-feira, 19 de maio de 2009

Magnificat

Deus, como és imenso!
A criança que cresce em meu seio extraordinariamente é a que salvará a todos. Então, estou cheia de Deus!
Escolheu justamente a mim, eu, que não contava para nada.
Assim, habitarei o futuro e viverei na felicidade eterna. É realmente um Deus poderoso, o meu Senhor.
Porque realizou algo imenso e impossível dentro de mim: Deus, tu és santo!
Aos que fazem o que lhe agrada ele olha com amor e ternura: Deus, como és bondoso!
Ele é maior que qualquer um. Pega planos e projetos das pessoas importantes e manda tudo para o espaço.
Reis, presidentes, generais, arranca-os de seus postos e os destrona.
Está ao lado dos humildes e dos pobres: Deus, és rei!
Aos famintos e a quem sente sua falta, alimenta e distribui dons em profusão.
Aos ricos e aos que não precisam de nada, despede de mãos vazias: Deus, és justo!
Sempre manteve as promessas que fez a todos os que viveram antes de nós.
Agora, é ele quem nos ajuda. Não nos abandona e não cessa de amar-nos: Deus, és fiel!

(texto de Giuliana Martirani, do livro A civilização da ternura, ed. Paulinas, disponível aqui )

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Por que participar de um grupo de jovens?

“Eu não sou você. Você não é eu. Mas somos um grupo, enquanto somos capazes de, diferenciadamente, eu ser eu, vivendo com você e você ser você, vivendo comigo.”
O que é grupo de jovens cristãos? Relembrando a nossa experiência, a primeira idéia era de um lugar com muitos jovens animados, acolhedores, que falava do evangelho e animava as missas e a comunidade (gincanas, mutirões, festas, festivais, teatros).
Foi isso que vimos e que nos deixou curiosos e desejosos de fazer parte. Mas quando entramos, descobrimos que tinha algo "a mais"! Era exigente, tinha tarefas, brigas, muita reza, treinamentos, estudo.
Tempos depois fomos sentindo que sabíamos e aprendíamos coisas que não se falava na escola ou na família e isso era bom. Descobrimos então que era também lugar de crescimento.

(texto adaptado de Vanildes Gonçalves dos Santos e Lourival Rodrigues da Silva, artigo publicado no Jornal Mundo Jovem, ed. 294, março/1999, disponível aqui )

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Eu sou aquela mulher

Eu sou aquela mulher
a quem o tempo muito ensinou.
Ensinou a amar a vida
e não desistir da luta,
recomeçar na derrota
renunciar a palavras
e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos
e ser otimista.

Creio na força imanente
que vai gerando a família humana,
numa corrente luminosa
de fraternidade universal.

Creio na solidariedade humana,
na superação dos erros
e angústias do presente.
Aprendi que mais vale lutar
do que recolher tudo fácil.
Antes acreditar do que duvidar.

(Cora Coralina; texto disponível aqui )

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Nossa Senhora dos Cuidados Humanos

Mãe, me alegro tanto
ver o globo em tuas mãos!
Mas é globo muito pequeno
e temo que dentro dele
nossas grandes angústias
sofram muita redução.

Olho de novo e descubro:
o globo pequeno
tem justamente a virtude
de reduzir ao tamanho exato
os dramas que nos parecem imensos
e no entanto cabem e sobram
na concha de tuas mãos.

(Dom Helder Câmara; texto disponível aqui )

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Benditos sejam

Benditos sejam os idealistas,
...os mensageiros da esperança,
...os baluartes da justiça,
...os guerreiros da paz,
...os guardiões da liberdade,
...os construtores da democracia,
...os artífices de sonhos,
...os edificadores de ideais,
...os arautos da verdade,
...os caçadores da perfeição,
...os escudeiros da renovação,
...os andarilhos da fé,
...os companheiros do diálogo,
...os irmãos da coragem,
...os amigos da perseverança,
...os mestres da paciência,
...os cultivadores da humildade,
...os pregadores da sabedoria,
...os amantes do infinito,
...os pioneiros dos novos tempos.
Benditos os que acreditam, os que transformam todo momento em motivo de esperança, os que fazem de todo trabalho um instrumento para melhorar o mundo e a vida de cada um de nós.
(autor desconhecido)

terça-feira, 12 de maio de 2009

A aranha e a fé

Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato. No desespero, elevou uma prece a Deus da seguinte maneira:
- Deus Todo Poderoso, fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem.
Nesse momento, escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia. Viu também que, na entrada da trilha, apareceu uma minúscula aranha que começou a tecer uma teia. O homem se pôs a fazer outra oração, cada vez mais angustiado:
- Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha. Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar.
Então, ele abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia. Os malfeitores estavam quase entrando na trilha na qual ele se encontrava. Não havia mais nada a fazer, apenas esperar a morte.
Quando passaram em frente da trilha, o homem escutou:
- Vamos entrar nesta trilha! – disse um dos malfeitores.
- Não, não está vendo que tem até teia de aranha!? Ninguém deve ter entrado por aqui. Vamos continuar procurando nas próximas trilhas.
(autor desconhecido; colaboração da aluna Ana Flávia, do Grupo de Pastoral)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

É possível clonar uma mãe?

Mãe é mais que uma pessoa, é uma existência beneficiadora.
Mãe é alguém capaz de libertar-se de si mesma, de abrir mão de suas posses, de sair do centro das cenas da vida somente para dar lugar ao filho,
Mãe, um exemplo pessoal de renúncia, pois sabe isso de experiência própria.
Mãe, um ser “inclonável”!
Pois tudo que a clonagem consegue é reproduzir suas faces e seus gestos de mulher, sua maneira genérica de existir.
Mãe não é “copiativa”, pois não se clona amor. Não se clona altruísmo, renúncia. Não se clona esperança, alegria. Não se clonam valores éticos e espirituais que fazem do homem um ser capaz de conhecer a verdade, amar a Deus e buscar a vida eterna.
(autor desconhecido)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Obrigado, Senhor!

Obrigado, Senhor,
pela mãe que você me deu,
por todas as mães do mundo.
Pelas mães brancas, de pele alvinha,
pelas pardas, morenas ou bem pretinhas,
pelas ricas e pelas pobrezinhas.
Pelas mães-titias, pelas mães-vovós,
pelas madrastas-mães, pelas professoras-mães.
Pela mãe que embala no colo o filho que não é seu
pela saudade querida da mãe que já partiu.
Pelo amor latente em todas as mulheres,
que desperta ao sentir desabrochar em si uma nova vida.
Pelo amor, maravilhoso amor, que une mães e filhos,
eu lhe agradeço, Senhor!

(autor desconhecido; texto disponível aqui )

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Violência não se vence com violência (CF 2009 / 17)

A visão corrente, de busca da paz por meio das armas, a chamada paz negativa, é insuficiente para a conquista da segurança pública. A corrida armamentista nunca garantiu segurança ao mundo, mas sempre agravou os temores de uma catástrofe generalizada. A mentalidade simplista de aumentar o poder de fogo dos sistemas repressivos do crime só tem conseguido que o alcance dos conflitos e o número de vítimas inocentes aumente cada vez mais. O número de pessoas vítimas de balas perdidas ilustra bem essa triste realidade.
A superação da insegurança passa necessariamente pelo estabelecimento de novos fundamentos para as relações entre as pessoas. Essas novas relações necessitam de mediações para que possam se sustentar e criar meios de ação eficazes para a superação dos problemas relacionados com a segurança pública.
O Evangelho é a proposta para a formação da consciência das pessoas em vista desses novos relacionamentos. A lógica do amor é o único instrumento eficaz diante das ações violentas. Esta lógica deve ser a base do raciocínio que leva à superação dos conflitos e da violência. Sem ela, a rede de insegurança, de destruição e de morte continuará sendo alimentada.

(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2009: “A paz é fruto da justiça”)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Oração de São Francisco (CF 2009 / 16)

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio que eu leve o amor.
Onde houver ofensa que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia que eu leve a união.
Onde houver dúvida que eu leve a fé.
Onde houver erro que eu leve a verdade.
Onde houver desespero que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza que eu leve a alegria.
Onde houver trevas que eu leve a luz.

Ó, Mestre, fazei que eu procure mais
Consolar que ser consolado,
Compreender que ser compreendido,
Amar que ser amado,
Pois é dando que se recebe,
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

(São Francisco de Assis; letra e música de Padre Irala, sj)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Deus age ao nosso lado, não em nosso lugar (CF 2009 / 15)

Uma das maiores dificuldades para a realização do projeto amoroso e fraterno de Deus é a desilusão das pessoas diante de sofrimentos e dificuldades. É a descrença na possibilidade de superação dos gigantescos problemas que geram conflitos, violência e insegurança. Essa dificuldade deve ser iluminada pela palavra de Jesus, que disse: “coragem, eu venci o mundo” (Jo 16, 35). “A esperança não decepciona” (Rm 5,5) mas, ao contrário, torna-se força que gera superação dessas dificuldades do tempo presente.
Deus é o parceiro solidário do homem na luta contra o sofrimento, a dor e a morte, e está sempre ao lado daquele que se empenha para construir um mundo melhor para si e para os demais.
No entanto, a certeza de que Deus luta ao lado de todos os que agem de boa vontade não deve afastar as pessoas das responsabilidades do tempo presente. Deus age ao nosso lado, não em nosso lugar.

(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2009: “A paz é fruto da justiça”)

Por que a devoção a Maria?

Se perguntarmos a qualquer pessoa porque a devoção a Maria, ela responderá, sem pestanejar: “Maria Santíssima é minha mãe, minha madrinha, minha mestra, minha diretora e meu tudo, depois de Jesus”.
Essa devoção simples, mas profunda, demonstra como Deus sempre escolheu o que é mais fraco e pobre para confundir os poderosos. Maria sempre se incluiu no conjunto dos humildes, reconhecendo os grandes dons recebidos por pura bondade divina, pelo bem da humanidade: “Minha alma engrandece o Senhor”. Tendo recebido do próprio Jesus o encargo de ser mãe dos filhos da Igreja, ela o cumpre sempre com a maior generosidade.
(padre Roque Vicente Beraldi sacerdote, missionário claretiano; texto disponível aqui )

A Bíblia nos conta que Maria, após ter recebido do anjo a notícia que seria a mãe de Jesus, foi visitar sua prima Isabel, que também estava grávida. Ao encontrar Isabel e ser reconhecida como a mãe do Filho de Deus, Maria entoa um cântico chamado de “Magnificat”. Nesse cântico, Maria chama os cristãos a se sentirem inseridos na história da salvação e proclama que Deus realizou uma mudança nas falsas situações humanas.
No campo religioso, Deus transforma os planos dos soberbos que se crêem auto-suficientes, para colocarem-se contra Deus e oprimirem os homens.
No campo político, Deus muda radicalmente os valores humanos: abate os poderosos e exalta os humildes; ele não quer aqueles que são servidos, mas aqueles que servem os povos.
No campo social, Deus confunde a divisão em classes, fundada sobre as riquezas e outros meios de poder: farta de bens os necessitados e despede os ricos de mãos vazias, para assim instaurar uma verdadeira fraternidade.
(texto adaptado do livro Os jovens rezam, São Paulo: Editora Salesiana, 1999)

Maria contradiz o desespero do mundo. Ela permaneceu fiel ao pé da Cruz. Ela é o símbolo mais completo da nossa verdadeira esperança: ela é cheia de Graça, obra total de Deus. Feliz quem entende que “todas as gerações hão de chamá-la bem-aventurada” (Lc 1, 48).
(Cardeal Dom Eugenio de Araújo Sales, Arcebispo Emérito da Arquidiocese do Rio de Janeiro)

É bom lembrarmos que a nossa devoção a Maria deve fundamentar-se principalmente na imitação de suas virtudes e no seguimento de Cristo. Se imitarmos Maria em sua fidelidade, no seu amor a Deus e aos irmãos, com toda a certeza ela nos conduzirá pelos caminhos de seu filho Jesus.
(Folheto "Deus Connosco", de 08.12.1994, Portugal, disponível aqui)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

As Filhas de São José no Brasil

As Filhas de São José chegaram ao Brasil em 1927. A primeira sede das irmãs foi na cidade de Santa Rita do Passa Quatro, no estado de São Paulo, onde foi criada uma instituição educativa, com o apoio da Igreja local. A ação evangelizadora das irmãs pioneiras, vindas da Itália, motiva a adesão das primeiras vocacionadas brasileiras, ampliando a prática educativa do Instituto no Brasil.
A exemplo de José, convidado a assumir o cuidado e a educação do menino Jesus, no mistério de sua encarnação no meio de nós, as irmãs respondem ao chamado de educar, procurando proporcionar aos educandos os meios para desenvolver as dimensões físicas, motoras, psicológicas, sociais, espirituais e morais. As Irmãs e os colaboradores leigos que comungam este mesmo ideal da missão educativa, espalham as sementes de um homem novo, comprometido com a ética e o viver solidário. Os frutos dessas sementes afloram pelo Brasil, em várias localidades, em que se situam as Unidades escolares, as Unidades de Assistência social e de Ação pastoral.

SEDE:
Casa São José (Província) – Santo André – São Paulo

UNIDADES ESCOLARES:

Escola São José de Vila Matilde – São Paulo/SP

Escola Nerina Adelfa Ugliengo (ENAU) e Assistência social São José – Ribeirão Pires/SP

Escola São José de Porto Feliz e Centro cultural Irmã Elisa Ambrosio – Porto Feliz/SP

Escola Sagrada Família – Salto/SP

Escola Sagrado Coração de Jesus – São Leopoldo/RS

UNIDADES DE ASSISTÊNCIA SOCIAL:
Lar Dom Luís Caburlloto – Santa Rita do Passa Quatro/SP
Recanto Juvenil Santa Rita – Santa Rita do Passa Quatro/SP
Centro Educacional Madre Paula G. Mayer – Salto/SP
Casa Comunitária Sagrada Família – São Paulo/SP

(fonte: site do Instituto das Filhas de São José)

Rezemos por todos nós e por nossas famílias, que também fazemos parte dessa “grande família”. Que Deus nos ajude a valorizar o trabalho realizado pelas irmãs e a perceber o valor da educação para a construção de um mundo melhor.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A chegada das irmãs à África

A Comunidade Maria de Nazaré, em Sirima, Quênia, iniciou-se em 2002 com três irmãs italianas. Atualmente a comunidade é composta por duas irmãs italianas e duas irmãs da Missão das Filipinas. A Missão está crescendo na zona da savana, na cadeia montanhosa da Abardera e do monte Kenya, a 10 quilômetros de Nyeri e 230 quilômetros de Nairobi, a capital do país. A população predominante é Kykuyu, com algumas pequenas comunidades Turkana. Dedicam-se à agricultura e ao pastoreio. A língua local mais difundida é o kykuyu.
As irmãs trabalham na catequese, na pastoral escolar e paroquial e na evangelização. Em 2005, foi inaugurado o ambulatório, que é muito procurado por pessoas de toda região. O povo vem em busca de remédios adquiridos graças às doações que chegam da Itália.
(fonte: site do Instituto das Filhas de São José na Itália)

Rezemos por todas as pessoas atendidas que colaboram com o trabalho das Filhas de São José. Que elas continuem a receber de Deus a recompensa pela doação generosa aos mais necessitados.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A missão nas Filipinas

A Missão nas Filipinas iniciou-se em 1992 com três religiosas italianas, com escola maternal e básica. Caracteriza-se pelo acolhimento das crianças mais pobres e das famílias que passam por dificuldades. Mais de 500 crianças freqüentam a escola que foi construída num ambiente acolhedor, amplo e luminoso, graças à solidariedade de tantos amigos da Itália. Muitas jovens já manifestam o desejo de conhecer o carisma de padre Luís Caburlotto. Já são numerosas jovens irmãs, noviças e postulantes que conferem alegria, vitalidade e testemunho à obra. Estão empenhadas com grande dedicação na catequese, na atividade educativa-escolar, nos ensinamentos da religião em três escolas públicas que atendem 3800 alunos, onde a pobreza e a falta de estrutura são dominantes. Muitos pobres são ajudados cotidianamente com alimentos, remédios e diversas assistências, graças à generosidade dos amigos italianos. (fonte: site do Instituto das Filhas de São José na Itália)

Rezemos pelas irmãs que dedicam suas vidas às famílias e às crianças nas Filipinas e no Quênia, para que continuem recebendo de Deus a coragem e a perseverança para continuar seu trabalho.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Instituto das Filhas de São José: 159 anos

Nesta semana, o Instituto das Filhas de São José completa 159 anos de existência. Para marcar a data, vamos conhecer um pouco mais da história dessa congregação religiosa, da qual faz parte a nossa escola.

A fundação do Instituto na Itália

O Instituto das Filhas de São José surgiu em 1850, pela iniciativa do padre Luís Caburlotto (1817-1897), um sacerdote que viveu em Veneza, na Itália. Padre Luís percebeu o quanto as crianças sofriam com a situação social de sua época e ouviu o apelo de Deus para socorrê-las, mediante a criação de uma instituição que pudesse educá-las.
Padre Luís compreendeu que educar é o caminho da evangelização e obra de caridade. Em função da escassez de recursos, limitou as instituições educativas em favor da juventude feminina, que considerou as mais expostas aos perigos morais. Para ele, se as meninas fossem educadas, seriam capazes de colaborar ativamente na reforma dos costumes da sociedade: “Se salvardes uma jovem, salvareis uma família inteira”.
Para iniciar a obra educativa, contou com a colaboração de Maria Vendramim (Madre Maria Josefa) e de outras jovens, que descobriram nesse serviço o caminho para realizar a própria vocação de consagração a Deus.
Da mesma vocação e da convergência de ideais, nasceu o Instituto das Filhas de São José, que no próprio nome expressa o seu projeto de consagração-missão: “como São José foi grande diante de Deus pelos cuidados que incansavelmente dedicou à humanidade de Jesus Cristo, especialmente na sua santa infância, assim, vocês serão muitas aceitas pela divina Majestade e merecerão uma grande coroa de méritos pelos cuidados que dedicarem às meninas, tão queridas ao Esposo celeste” (Constituições originais das Filhas de São José).
As Filhas de São José, atentas aos sinais dos tempos e às necessidades da Igreja e da sociedade, interpretam, hoje, o seu carisma em favor da juventude, também masculina, em diversos âmbitos da pastoral, em novas instituições educativas e de caridade.
Atualmente, as Irmãs reafirmam, com amor e dedicação, sua missão educativa com o compromisso da formação do homem novo, capaz de guiar-se pela ética cristã. Aquela semente lançada no coração de Veneza germinou, desenvolveu, deu frutos, espalhando-se em vários países.
Na Itália, existem hoje cerca de 200 irmãs, distribuídas em 20 comunidades. No Brasil, são 56 irmãs em 11 comunidades. Em 1992, foi fundada a missão nas Filipinas e, em 2002, no Quênia, onde atuam duas irmãs italianas e duas filipinas.
Nos quatro países onde estão presentes, as Irmãs Filhas de São José percebem o despertar de novas vocações para o serviço do Reino, segundo o carisma do Padre Luís Caburlotto.
(fonte: site do Instituto das Filhas de São José)

Rezemos por todas as irmãs Filhas de São José e por todas as pessoas que colaboraram com sua missão ao longo desses 159 anos.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Com arte e com ternura

Há coisas que eu nunca entendi e nunca vou entender na natureza, assim como há coisas dentro de mim que nunca entendi e nunca entenderei. O que eu sei é que o Deus que nos criou cuida de nós, como cuida daquela folha, colocando nela o orvalho que a alimenta e mata sua sede. Ele tem classe, arte e ternura. Os detalhes são impressionantes. Detalhes microscópicos e macroscópicos. Há detalhes no mar, no girar do planeta, nas estações e no tempo de cada vida. Há detalhes de cor e leveza. A flor que fotografei, cheia de mil pontinhos coloridos, vicejou apenas quatro dias. Duvido que alguém conseguiria fazer uma obra-de-arte como aquela.
Não sou botânico, nem sei explicar o ciclo das plantas, mas sei que elas têm seu tempo de vida. Um pequeníssimo detalhe determina se alguém pode se alimentar delas. Sei que elas morrem, mas ajudam a gerar novas vidas. Não entendo o mistério da semente que esconde dentro do seu ser pequenino grandes árvores, mas sei que há um projeto. Aquele que criou o DNA de tudo tinha, certamente, uma razão para fazer o que fez e do jeito que fez. Todas as manhãs, quando tenho chance, vejo as aranhas construindo suas teias, os pássaros cantando em busca do alimento, as folhas balançando e todo o processo de Criação seguindo seu curso. Olho para mim mesmo, para o lado e para o firmamento que é o céu da Terra e imagino como seria o Céu de Deus. Ao pensar nele, eu me pergunto: - Por que será que ele fez assim e não de outro jeito? O que será que ele quer?
Não me passa pela cabeça a idéia do acaso. Não pode ser acaso que a Terra gira com precisão de segundos, que muda de cinco a seis vezes de posição para receber a luz do sol em cima, em baixo, nos lados, frente e verso. Alguém queria que ela recebesse a luz do sol, de maneira a não nos torrar... Alguém queria a vida neste planeta do jeito que é. Fatalmente vem outra pergunta: - O que será que ele quer de mim? Por que me pôs aqui, agora, neste tempo, nesta era e nesta hora? Às vezes, eu não tenho respostas, mas não é por isso que deixarei de perguntar. Não nascemos por acaso. Alguém nos quis aqui.
(Pe. Zezinho, scj; texto disponível aqui)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O sábio

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho simples e cheio de livros. As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
– Onde estão seus móveis? – perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa, perguntou também:
– E onde estão os seus?
– Os meus?! – surpreendeu-se o turista – Mas eu estou aqui só de passagem!
– Eu também – concluiu o sábio.
(autor desconhecido; disponível aqui)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Oração da ternura

Senhor, louvado seja pela graça deste novo dia que o teu amor me convida a viver.
É mais uma jornada de vida a ser percorrida sob o teu olhar, em companhia daqueles que me deste por amigos e irmãos.
Não permitas Senhor, que eu caminhe só.
Que eu não me feche em um mundo limitado e egoísta, que eu não guarde ódio no coração.
Quero libertar o meu irmão ao perdoar-lhe, e sentir a alegria de ser perdoado.
Dá-me a graça de sustentar o desejo de paz, para que eu não alimente o desejo de vingança.
Quero muito viver o amor que não se cansa de ser bom.
Não permita ó meu Senhor, que eu me instale no meu comodismo.
Ajuda-me a ser um cristão solidário e fraterno, um homem de fé; não de uma fé morta em si mesma, mas uma fé viva participativa, que me impulsione no exercício das boas obras.
Inunda-me de tua luz, para que, na transparência de um jeito bem fraterno de viver, eu revele a todos a tua presença amiga e a tua ternura paterna.
Amém.
(autor desconhecido; disponível aqui)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A paz positiva (CF 2009 / 14)

A paz que Jesus traz não é uma fuga do desespero diante das dificuldades de nosso tempo, por maiores que elas sejam. Ao contrário, é uma paz concreta, que convoca todos para que sejam seus construtores na sua realidade social, política, econômica, cultural e religiosa. Negar a possibilidade da construção histórica da paz é negar-se a participar do projeto de Jesus.
A paz é uma tarefa permanente da comunidade humana. Uma paz autêntica implica luta, capacidade inventiva, conquista permanente. Deve ser construída, de modo que o cristão seja um artesão da paz. A paz é fruto do amor, da expressão da real fraternidade entre as pessoas. Onde a paz social não existe, onde há injustiças, desigualdades sociais, políticas, econômicas e culturais, rejeita-se o Senhor e seu dom da paz. Todos devem, portanto, colaborar na criação e na construção de uma ordem justa, sem a qual a paz é ilusória e não há segurança.
É urgente o esforço de todos na criação de uma mentalidade de paz, que vença os conflitos e supere o ódio e a vingança. É preciso agir com competência e clareza na mediação dos conflitos, com sabedoria e discernimento à luz de critérios evangélicos. A construção da paz é obra de todos nós, todos os dias.

(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2009: “A paz é fruto da justiça”)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O mistério pascal (CF 2009 / 13)

A obra da reconciliação realizada por Jesus tem como centro o mistério da cruz. O que realiza a reconciliação não é a cruz como mera expressão do sofrimento, da dor e da morte, mas como expressão maior do amor vivido por Jesus. O mistério da cruz revela o significado mais profundo do amor: nada para si, tudo para os outros. Sem a renúncia de si, a cruz não tem sentido e não leva a nada. Sem o amor, a cruz torna-se um momento de dor absurdo e sem conclusão.
Para ser discípulo de Jesus é necessário ter os mesmos sentimentos de Jesus, assumir os mesmos valores que ele assumiu e colocá-los em prática. O nosso critério maior de ação é o novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei” (Jo 15,12). A construção da paz e da sociedade segura somente será possível quando as pessoas viverem o mandamento do amor segundo o critério proposto por Jesus, que dá à palavra amor o seu mais profundo significado: o amor transformado em ação, em gesto concreto, esvaziamento de si, entrega, reconciliação, serviço, oblação, gratuidade. Em tudo isso, Jesus é o nosso modelo. E o mistério pascal é a maior expressão do amor dele por todos nós.

(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2009: “A paz é fruto da justiça”)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Cantiga da Paz

Vento de Deus te traz, bem-vinda sejas, pomba da paz!
Todas as línguas cantem teu santo nome.
Todos os povos viviam por ti concordes.
Todas as religiões te dêem abrigo.
Todos os corações sejam teu ninho.
Seja o nosso tempo de jubileu.
Fica, por fim, conosco, pomba de Deus!
Planta tua oliveira em nossa terra,
unge tantas feridas de tantas guerras,
sela as nossas vidas no teu amor,
ave-pascal nascida do peito aberto do Redentor!

(Dom Pedro Casaldáliga, bispo católico)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Príncipe da Paz (CF 2009 / 12)

A vida de Jesus foi marcada pelo sofrimento, pela perseguição e, consequentemente, pela insegurança. Em diversas situações, foi tratado com desprezo e violência. Nasceu numa estrebaria por não encontrar lugar nas hospedarias. Seus pais precisaram fugir com ele para o Egito por causa da perseguição de Herodes. Quando começou sua vida pública, foi expulso da Sinagoga de Nazaré e seus concidadãos quiseram matá-lo. Muitas vezes tentaram prendê-lo, armando complôs para pegá-lo em contradição. Quando curou um homem num sábado, os fariseus decidiram matá-lo. Jesus foi traído, preso, julgado e executado em menos de 18 horas, o que era contra o Direito Romano e todas as tradições do povo de Israel. Foi acusado injustamente de diversos delitos e, quando respondia, era tratado com violência. Foi flagelado e coroado de espinhos, crucificado entre dois ladrões. Apesar de tudo isso, o Príncipe da Paz afirma do alto da cruz: “Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!”
Jesus é o Messias, o Príncipe da Paz enviado por Deus a todos para realizar a salvação da humanidade e a reconciliação de todos com o Pai. Essa reconciliação é a única possibilidade e a garantia de que é possível, de fato, conseguir a segurança, uma vez que supera toda separação e toda discórdia. Em Jesus descobrimos que segurança pública é, antes de tudo, mudança de critérios. É ser capaz de viver no dia a dia o princípio da reconciliação como caminho para a paz.

(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2009: “A paz é fruto da justiça”)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A verdadeira Páscoa

A Páscoa existe para nos lembrar deste espetáculo inigualável chamado ressurreição!
Ressurreição do sorriso...
Ressurreição da alegria de viver...
Ressurreição do amor...
Ressurreição da amizade...
Ressurreição da vontade de ser feliz.
Ressurreição dos sonhos, das lembranças e de uma verdade que está acima dos ovos de chocolate ou até dos coelhinhos: Cristo morreu, mas ressuscitou. E fez isso para nos ensinar a matar os nossos piores defeitos e ressuscitar as maiores virtudes sepultadas no íntimo de nossos corações.
Que esta seja a sua verdadeira Páscoa!
(autor desconhecido)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Santa Ceia e a Paixão de Cristo

A Quinta-feira Santa é o dia da Santa Ceia, da instituição da Eucaristia. O sacramento da Eucaristia é uma celebração em memória da morte sacrificial e da ressurreição de Jesus Cristo. Nela repete-se o que ocorreu na véspera da Páscoa entre Jesus e seus discípulos, de forma teatral e litúrgica, seguindo um roteiro deixado pelos evangelistas e pelos relatos de Paulo. Nas igrejas, o fiel recebe o pão e o vinho, revivendo o que Jesus Cristo fez na Santa Ceia.
Na Sexta-feira Santa se relembra a Paixão de Jesus Cristo, seu sofrimento e sua morte na cruz. Mesmo relembrando os acontecimentos da paixão de Cristo, é importante para o cristão lembrar que esses fatos levaram à Ressurreição de Cristo, isto é, que Ele venceu a morte e nos trouxe a vida plena. Isso será celebrado no Domingo da Ressurreição ou Domingo de Páscoa.

Lembrete: Procure participar das celebrações da Semana Santa em sua comunidade!

(adaptado de textos de MIRANDA, Evaristo Eduardo de. Guia de curiosidades católicas – causos, costumes, festanças e símbolos escondidos no seu calendário. Petrópolis: Vozes, 2007)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Prece para um mundo de paz (2) (CF 2009 / 11)

BONDADE: Que recaia sobre todos uma tempestade de bondade, de forma que fiquemos encharcados e nunca mais nos livremos dela. Desperte a bondade, principalmente naqueles que pensam que ainda têm inimigos. E que possam se reconciliar com os demais, mas principalmente consigo mesmos.

FORÇA: Que venha a nós a força que gera a vontade, que realiza, que permite perseverar, acreditar concretizar, preservar e que nos faz caminhar mesmo quando tudo à nossa volta parece destruído.

ESPERANÇA: Que ela se concretize na possibilidade da união dos povos! Que desapareçam as razões de conflitos entre os homens, como cor, credo, raça e convicções. Que a união se faça na diversidade, na multiplicidade. Que possamos perceber as diferenças como virtudes e variações de um só Criador.

BELEZA: Tudo ficaria sem sentido se não houvesse a beleza que harmoniza o caos. Faça as árvores renascerem do asfalto; cubra a paisagem com flores, com neve, com cores diversas. Na hora do crepúsculo, continue com o show das tintas: azul, róseo, lilás, laranja... Esse espetáculo é o melhor fortificante da Alma.

AMOR: Que os seres humanos voltem a usar o coração; que se permitam sentir, acreditar, sonhar, intuir, sorrir, sem o quê a vida não faz o menor sentido. Não só o amor a dois, mas o amor a todos, incondicionalmente. O amor que justifica a própria vida e não permite que enlouqueçamos diante do desconhecido e, ao contrário, transmutemos o medo em desafio, em esperança e em paz.

(Margareth Fiorini)

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Semana Santa

A semana anterior à Páscoa é chamada de Semana Santa. Ela começa no Domingo de Ramos, com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, e termina no Domingo de Páscoa ou Domingo da Ressurreição. Ela é chamada de Semana Santa porque nela os cristãos comemoram anualmente os sofrimentos, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Comemorar, nesse caso, não é festejar e sim “co-memorar”, ou seja, “lembrar juntos”.
Através dos diversos ritos e celebrações, os cristãos relembram o imenso amor de Deus por todos nós, entregando seu Filho à morte pela nossa salvação. A Ressurreição de Cristo significa a passagem da morte para a vida, e vida em abundância, um sinal de que o amor venceu.
A Semana Santa merece ser vivida em clima de oração pessoal, esforço de conversão e maior dedicação fraterna. Iniciemos esta Semana Santa recordando o grande amor de Deus por nós e pedindo que ele nos ajude a mudar nossas atitudes que não estão de acordo com seus ensinamentos.

Lembrete: Procure participar das celebrações da Semana Santa em sua comunidade!

(adaptado de textos de MIRANDA, Evaristo Eduardo de. Guia de curiosidades católicas – causos, costumes, festanças e símbolos escondidos no seu calendário. Petrópolis: Vozes, 2007)

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A novidade do Evangelho (CF 2009 / 10)

No Sermão da Montanha, Jesus nos mostra que devemos quebrar a rede de ódio e vingança que existe na sociedade, porque violência gera mais violência. Se quisermos viver a justiça do Reino, devemos pagar o mal com o bem; buscar não a vingança, mas a superação; descobrir que a justiça do Reino vai além da justiça comutativa dos homens. Não queremos negar a presença do mal em nosso meio, mas precisamos rever nossas atitudes diante desse mesmo mal, pois é o amor que faz a diferença. E é o amor em Cristo, fonte de reconciliação e de paz.
Diante dessa proposta de Jesus, os que querem ser seus discípulos devem assumir essa nova atitude. “Eu lhes garanto: se vocês não se converterem, e não se tornarem como crianças, vocês nunca entrarão no Reino do Céu. Quem se abaixa, e se torna como essa criança, esse é o maior no Reino do Céu. E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe” (Mt 18, 3-5). As ameaças à segurança e à paz são colocadas em situações paralelas e opostas: a fragilidade dos pequenos e a insensibilidade dos orgulhosos; os que provocam escândalos e a perdição das crianças; os justos e as ovelhas que se desgarraram, isto é, os pecadores.
Para cada uma dessas situações de risco, Jesus tem uma indicação precisa e imperativa:
1) Fazer-se criança;
2) Não desprezar nenhum dos pequenos;
3) Perdoar sempre.
Esta ordem de Jesus e sua poderosa justificativa indicam que Ele confia todos os esmagados pela insegurança (os pequeninos) à proteção dos que são seus discípulos e formam sua família. Todos os cristãos recebem dele a ordem expressa e incisiva de serem os anjos da sua segurança e da sua paz para os outros, para cada um de seus pequeninos.

E você? Aceita ser discípulo de Jesus?

(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2009: “A paz é fruto da justiça”)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A mesma cartilha

Senhor, envolve-me em tua luz, clareia meus caminhos, para que meus pés não tropecem e sigam seu destino! Dá-me tua bênção a cada dia!
Perdoa minhas faltas! Esquece o que fui ontem, para que eu possa melhorar a cada dia!
Segura minhas mãos, conduz a minha vida!
Faz com que nunca me esqueça de um amigo e que possa perdoar meus inimigos!

Ensina-me a estender as mãos ao próximo!
Humaniza-me e faças sentir-me pequena ante a dor dos necessitados!
Não permitas que meu coração se feche ao amor!

Quero meus olhos sorrindo ao ver crianças brincando!
Não quero ver velhos, mas idosos ocupando-se!
Quero ver jovens estudando sem drogas a seu lado!
Quero ver pais sentirem-se honrados com o suor do seu trabalho!
Quero ver mães amigas e companheiras dos filhos, ensinando-lhes os segredos e as alegrias da vida!
Quero ver irmãos abraçando-se todos os dias!

Mas o que mais quero ver um dia, Senhor,
É o mundo de mãos dadas, rezando a mesma cartilha!!!

(Iracema Zanetti)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O projeto amoroso de Deus (CF 2009 / 09)

Deus nos criou para o Shalom. A palavra hebraica Shalom é saudação que comunica uma paz completa, resumo de tudo de bom que Deus quer oferecer quando faz aliança com o povo. É um termo que aparece na Escritura 239 vezes. Abrange tudo: bem estar, felicidade, saúde, segurança, relações sociais equilibradas, harmonia consigo mesmo, com o próximo e com Deus. Não é só o contrário de violência e ódio, é a vida como ela deve ser.
A paz na Bíblia refere-se à aliança que Deus fez com a humanidade, expressa pelo mais conhecido símbolo da paz: a pomba com o ramo de oliveira no bico, símbolo da vida que renasce após o dilúvio. Não é qualquer aliança que Deus fez com o povo de Israel, mas uma aliança de paz e para a paz.
Por isso, com os salmos, o povo ora: “Escutarei o que diz o Senhor Deus, porque ele diz palavras de paz” (Salmo 85). “Aparta-te do mal e faze o bem. Busca a paz e vai atrás dela” (Salmo 34). Colocar a confiança em Deus significa descobrir que Ele nos criou por amor e para o amor.

(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2009: “A paz é fruto da justiça”)

terça-feira, 31 de março de 2009

Acende a tua luz

Acende a Luz do Amor na tua alma e espanta as trevas do egoísmo que pouco a pouco busca degenerar a humanidade.
Acende a Luz do Perdão e deixa que a da tua alma irradie doces ondas reconciliatórias, desarticulando planos hediondos de desestruturação daqueles que devem marchar unidos na construção do bem na Terra.
Acende a Luz da Caridade em teu Espírito, de forma a brilharem as estrelas da esperança na densa noite dos tempos.
Recorda sempre, principalmente nos momentos de testemunhos e lutas, de abrir-te à luz de Deus, que é o único combustível capaz de manter sempre acesa a luz da tua fé.
Segue, pois, confiante, na certeza de que Deus te guia.
Se acenderes a tua Luz Interior, verás que não segues a sós, nem tão pouco na escuridão.

(autor desconhecido)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Prece para um mundo de paz (1) (CF 2009 / 08)

SABEDORIA: Permita, Senhor, que os idosos assumam a direção do planeta Terra com sua experiência. Não apenas sejam respeitados pelo poder que exercem, mas principalmente pela sabedoria que transmitem aos mais jovens, recolocando as coisas nos devidos lugares.

JUSTIÇA: Que a justiça desça sobre todos indistintamente e que possamos nos tornar iguais na compaixão e na misericórdia! Permita uma terra sem fome, onde todos sejam tratados com dignidade. Que tenham trabalho e possam desfrutar os recursos naturais com respeito, em que mulheres, crianças e idosos sejam amparados em suas necessidades.

VERDADE: Tenho fé que um dia a verdade prevalecerá, como um raio de sol que ilumina para sempre as trevas. A verdade que ainda está além de nossa possibilidade de compreensão porque não soubemos transformar conhecimento em sabedoria. A verdade pura e cristalina que um dia nos permitirá abraçar a própria morte como irmã, como a continuidade da vida.

SIMPLICIDADE: Que todos recebam o dom da simplicidade e, com ele, a certeza de viverem mais leves, mais felizes. Senhor, ilumine o conhecimento científico com a sabedoria da simplicidade para que não haja ambiguidade e que cientistas passem a venerar a criação em vez de tentar exterminá-la.

(Margareth Fiorini)

sexta-feira, 27 de março de 2009

A bomba d'água

Contam que certo homem estava perdido no deserto, prestes a morrer de sede. Foi quando ele chegou a uma casinha velha - uma cabana desmoronando - sem janelas, sem teto, batida pelo tempo. O homem perambulou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol desértico.
Olhando ao redor, viu uma bomba a alguns metros de distância, bem velha e enferrujada. Ele se arrastou até ali, agarrou a manivela e começou a bombear sem parar. Nada aconteceu. Desapontado, caiu prostrado para trás e notou que ao lado da bomba havia uma garrafa. Olhou-a, limpou-a removendo a sujeira e o pó, e leu o seguinte recado: "Você precisa primeiro preparar a bomba com toda a água desta garrafa, meu amigo. PS.: Faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir."
O homem arrancou a rolha da garrafa e, de fato, lá estava a água. A garrafa estava quase cheia de água! De repente, ele se viu em um dilema: se bebesse aquela água poderia sobreviver, mas se despejasse toda a água na velha bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca, bem fria, lá do fundo do poço, toda a água que quisesse e poderia deixar a garrafa cheia para a próxima pessoa! Mas talvez isso não desse certo. Que deveria fazer? Despejar a água na velha bomba e esperar a água fresca e fria ou beber a água velha e salvar sua vida? Deveria perder toda a água que tinha na esperança daquelas instruções pouco confiáveis, escritas não se sabia quando?
Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou a manivela e começou a bombear, e a bomba começou a chiar. E nada aconteceu! E a bomba foi rangendo e chiando. Então surgiu um fiozinho de água, depois um pequeno fluxo e finalmente a água jorrou com abundância! A bomba velha e enferrujada fez jorrar muita, mas muita água fresca e cristalina. Ele encheu a garrafa e bebeu dela até se fartar. Encheu-a outra vez para o próximo que por ali poderia passar, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota ao bilhete preso nela: "Creia-me, funciona! Você precisa dar toda a água antes de poder obtê-la de volta!"
Saiba olhar adiante e compartilhar! Aquele homem poderia ter se fartado e se esquecido de que outras pessoas pudessem passar por ali precisando da água. Ele não se esqueceu de encher a garrafa e ainda por cima soube dar uma palavra de incentivo. Preocupe-se com quem está próximo de você. Cultive seus relacionamentos, dê o melhor de si!

(autor desconhecido)

quinta-feira, 26 de março de 2009

Justiça e privilégios (CF 2009 / 07)

A criminalidade espalha-se por nossa sociedade e manifesta-se de diferentes formas em todas as classes sociais. No entanto, o cidadão pobre é mais vulnerável às conseqüências da criminalidade.
Uma sociedade que supervaloriza o patrimônio acaba por se tornar uma sociedade de privilégios, garantidos em larga medida pelo poder aquisitivo. Embora as ciências jurídicas considerem que todos são iguais perante a lei, alguns, como os militares, os magistrados, os deputados, os senadores, o Presidente da República e os ministros de Estado, têm foro privilegiado – são julgados por um tribunal especial, diferente dos outros cidadãos. Embora em muitos casos isto seja necessário e legítimo, em outros torna-se um meio de burlar a justiça e garantir a impunidade.
Pessoas que cometeram crimes contra a ética, a economia e a gestão pública geralmente ficam impunes em nosso país. As que possuem curso superior, quando eventualmente presas, tem direito a “prisão especial”. Isso sem contar a imunidade parlamentar, garantida aos deputados e senadores e estendida a crimes que nada tenham a ver com a atividade parlamentar.
Quem não tem grande poder aquisitivo ou poder político, não goza de privilégios e fica à mercê de um poder judiciário desprovido de recursos essenciais que possibilitem o desempenho eficaz de suas atribuições.

E você? Acredita que é possível haver paz se algumas pessoas são tratadas com privilégios perante a lei?

(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2009: “A paz é fruto da justiça”)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Fila indiana

Para mim os homens caminham pela face da Terra em fila indiana – um atrás do outro –, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás. Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades. Na sacola de trás, guardamos os nossos defeitos.
Por isso durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente, nas costas do companheiro que está adiante, todos os defeitos que ele possui. E nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.

(Gilberto de Nucci)

terça-feira, 24 de março de 2009

Pobreza e violência (CF 2009 / 06)

Muitas pessoas se perguntam: será que a pobreza é a causa da violência? A ausência do Estado, a falta de perspectivas e de modelos a seguir torna muitas pessoas, sobretudo os jovens e adolescentes, muito vulneráveis diante das promessas de dinheiro fácil, de aventura e de proteção da parte dos corruptores. No entanto, os moradores das comunidades de periferia são acolhedores, honestos, trabalhadores, pessoas de paz e de bem, que sonham e lutam por um mundo mais justo e solidário. São, sim, vítimas da violência e da truculência de uma minoria criminosa, que se impõem à população, muitas vezes com a conivência de pessoas que deveriam zelar por sua segurança.
Associar pobreza e violência pode gerar grandes injustiças na avaliação das pessoas. O simples fato de morar em certas regiões já é suficiente para as pessoas serem estigmatizadas, como se fossem delinqüentes. Por outro lado, várias situações de violência gratuita tem sido divulgadas pela mídia, tendo como autores jovens de famílias abastadas. A violência pode ser uma reação de uma pessoa que não se sente acolhida pelo ambiente em que se encontra, seja por sua exclusão sistemática das condições mínimas para uma vida digna, seja por relações pessoais inadequadas e/ou violentas. Assim, pode haver pessoas violentas em qualquer lugar do tecido social.

(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2009: “A paz é fruto da justiça”)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Dia Mundial da Água (22 de março)

No último domingo, dia 22 de março, foi comemorado o Dia Mundial da Água, criado pela Assembléia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em 1993. E nada melhor do que a data para lembrar que o recurso deve ser economizado sempre, todos os dias do ano. Apesar de dois terços do Planeta Terra serem constituídos de água, apenas 0,03% deste total é potável, o que significa que, se não existir conscientização das pessoas, haverá uma grave crise em pouco tempo. Nas grandes cidades, o consumo diário per capita chega a 500 litros.

Como economizar

Na cozinha: deixar a louça de molho por alguns instantes, para ajudar a soltar um pouco a sujeira e molhar a bucha que ensaboará as peças. Abrir a torneira apenas para enxaguar as louças. Se usar a máquina de lavar louças, ligá-la apenas quando toda a capacidade estiver preenchida, a fim de evitar o desperdício de água e de energia elétrica. Para lavar as verduras, prefira uma bacia com água e use a água corrente apenas para "enxaguá-las".
Na área de serviço: deixar as roupas de molho antes da lavagem para retirar um pouco a sujeira e facilitar o trabalho. A água do molho pode ser usada para esfregar as peças. A abertura da torneira deve ser feita apenas no enxague. Se usar máquina de lavar roupas, ligar o aparelho apenas quando toda a capacidade estiver preenchida.
No quintal: quem gosta de plantas, deve preferir as espécies que necessitam de pouca água, como as bromélias, pinheiros e violetas. Evite molhá-las em excesso ou em momentos muito quentes do dia, o que fará com que a água seja absorvida sem chegar à raiz. Regar a base das plantas, e não as folhas. Aproveite a água da chuva para regar as plantas ou lavar a calçada, armazenando-a em recipientes fechados, para evitar que o mosquito da dengue faça a "festa" no local.
No banheiro: tome banhos curtos e feche a torneira enquanto se ensaboa, escova os dentes ou se barbeia. Os vazamentos e torneiras que pingam devem ser consertados rapidamente.

(adaptado de texto do UOL Economia, disponível aqui)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Oração Ecumênica pela Paz (CF 2009 / 05)

Senhor, queremos ouvir de novo a proclamação da esperança que anunciaste a teu povo através de Isaías: “O fruto da justiça será a paz: a prática da justiça resultará em tranqüilidade e segurança duradouras” (Is 32,17). Contamos contigo para promover essa paz que se consegue com a justiça. Queremos fazer isso com firmeza, discernimento, solidariedade. Ajuda os cristãos de tantos nomes diferentes a unir as mãos e corações na construção de um mundo melhor. Juntos, podemos dar um testemunho maior da força regeneradora do amor que aprendemos de teu Filho, Jesus. Que a Trindade santa nos anime e nos sustente no trabalho a favor da paz. Amém.

(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2009: "A paz é fruto da justiça")

quinta-feira, 19 de março de 2009

São José: Esposo de Maria e padroeiro da Igreja

Além do lado visível de artesão, esposo, pai, educador, São José possui um outro invisível, ligado ao Mistério que ganhou uma das expressões singulares no caminho de Maria, de Jesus e dele mesmo. São José é uma figura de sombra. Não deixou nenhuma palavra, apenas teve sonhos que, não sem dificuldades, acatou e seguiu. Não sabemos nem quando nasceu nem quando morreu. Apenas que, corajoso, levou para casa uma menina grávida e assumiu o menino impondo-lhe o nome Jesus. Depois enfrentou com a família a perseguição de um monarca sanguinolento, fugiu para o exílio e, na volta, se escondeu numa vilazinha ao norte, em Nazaré. Iniciou o filho nas tradições religiosas de seu povo e lhe transmitiu a profissão de artesão-carpinteiro. Dele se diz que era um homem justo. Depois sumiu sem deixar sinal.
Na Igreja, São José nunca foi tratado como personagem central. Mas o cristianismo não existe somente dentro das igrejas. Existe um poderoso cristianismo popular, cotidiano e anônimo do qual ninguém toma nota. Nele vive a grande maioria dos cristãos, nossos pais, avós e parentes que tomam a sério o evangelho e o seguimento de Jesus. São José por seu anonimato e silêncio se insere aí dentro. Mais que patrono da Igreja universal é o patrono da Igreja doméstica, dos irmãos e irmãs menores de Jesus. Ele é um representante da “gente boa”, da “gente humilde”, sepultados em seu dia-a-dia cinzento, ganhando a vida com muito trabalho e levando honradamente suas famílias pelos caminhos da honestidade. Orientam-se mais pelo sentimento profundo de Deus que por doutrinas teológicas sobre Deus. Para eles, como para José, Deus não é um problema, mas uma luz poderosa para os problemas.
Foi neste ambiente que Jesus cresceu. Sua relação com José a quem chamava de pai, deve ter sido tão íntima que serviu de base para sentir a Deus como “Paizinho querido” (Abba) e nos transmitir essa experiência libertadora. Isso já é suficiente para sermos eternamente gratos a ele.
(adaptado de texto de Leonardo Boff, teólogo, disponível aqui )

quarta-feira, 18 de março de 2009

São José: educador, pai e protetor

São José é tido na Bíblia como o “homem justo”. Ao assumir a paternidade do Filho de Deus, dedica-lhe todos os cuidados e todo amor. Ensina-o a trabalhar na sua oficina de carpinteiro, transmite a Jesus os verdadeiros valores que sempre guiaram o viver do seu povo e educa o Filho no mais singelo e puro amor a Deus Pai. São José é apresentado pela Igreja como modelo e protetor de todos os pais, porque na sua missão paternal ele cuidou de Jesus, acarinhou-o, acompanhou de perto as crises da sua adolescência, repreendeu as traquinagens e as teimosias próprias da idade. Transmitiu-lhe com o seu exemplo de homem de fé, que a maior alegria que se pode ter nesta vida é amar a Deus com um coração puro e respeitar o próximo com sincera caridade.

São José, vós fostes o pai adotivo de Jesus, soubestes amá-lo, respeitá-lo e educá-lo com amor e dedicação, como vosso próprio filho. Olhai todos os pais do mundo e especialmente de nossa comunidade, para que com amor e dedicação eduquem seus filhos na fé cristã e para a vida. Protegei todos os pais que trabalham arduamente no dia-a-dia para não faltar nada a seus filhos, que se dedicam de corpo e alma à sua família. Enfim, olhai por todos os pais para que assumam e vivam com alegria sua vocação paterna. Amém.

terça-feira, 17 de março de 2009

São José: a busca da paz no mundo jovem

Construir uma cultura de paz é o grande desafio de nosso tempo. É preciso mudar nosso cotidiano, de tal forma que nossas atitudes contribuam para uma sociedade mais segura para todos. Preocupados com isso, os integrantes da Unesco – órgão das Nações Unidas – criaram o “Manifesto 2000 por uma Cultura de Paz e Não-Violência”, que continua válido para os nossos dias. Cada um de nós, especialmente os jovens, temos o dever de assumir essas atitudes em nossas vidas:

Reconhecendo a parte de responsabilidade ante o futuro da humanidade, especialmente com as crianças de hoje e de amanhã, EU ME COMPROMETO - em minha vida cotidiana, na minha família, no meu trabalho, na minha comunidade, no meu país e na minha região a:

· RESPEITAR A VIDA. Respeitar a vida e a dignidade de cada pessoa, sem discriminar nem prejudicar;

· REJEITAR A VIOLÊNCIA. Praticar a não-violência ativa, repelindo a violência em todas as suas formas (física, social, psicológica, econômica e social), em particular ante os mais fracos e vulneráveis, como as crianças e os adolescentes;

· SER GENEROSO. Compartilhar meu tempo e meus recursos materiais, cultivando a generosidade, a fim de terminar com a exclusão, a injustiça e a opressão política e econômica;

· OUVIR PARA COMPREENDER. Defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural, privilegiando sempre a escuta e o diálogo, sem ceder ao fanatismo, nem à maledicência e ao rechaço ao próximo;

· PRESERVAR O PLANETA. Promover o consumo responsável e um modelo de desenvolvimento que tenha em conta a importância de todas as formas de vida e o equilíbrio dos recursos naturais do planeta;

· REDESCOBRIR A SOLIDARIEDADE. Contribuir para o desenvolvimento da minha comunidade, propiciando a plena participação das mulheres e o respeito dos princípios democráticos, com o fim de criar novas formas de solidariedade.

O Papa João Paulo II apresentou São José como exemplo de vida em busca da paz, na sua fé, na sua humildade e no seu trabalho cotidiano. E rezou:
“Que São José, patrono universal da Igreja, vele sobre toda a comunidade eclesial e, como homem de paz que era, obtenha para a humanidade inteira o dom da concórdia e da paz, sobretudo para os povos ameaçados”.

("Manifesto 200o por uma Cultura de Paz e Não-Violência" disponível aqui )

segunda-feira, 16 de março de 2009

São José: opção pela vida

Nesta semana comemoramos o patrono de nossa escola, São José. Para marcar a data, faremos um tríduo preparatório, relembrando aspectos da vida de José que podem servir como exemplo para que vivamos o compromisso com o Evangelho. No dia de hoje, o tema é “Opção pela vida”.
Num mundo marcado por situações de “morte”, queremos anunciar a “vida”. Como cristãos, acreditamos que “o amor é mais forte que a morte”. Mas também sabemos que somente acreditar nisso não basta: “a fé sem obras é morta”. Precisamos escolher a vida nas atitudes que tomamos em nosso cotidiano, nas situações concretas do nosso dia a dia.
São José mostrou sua opção pela vida com suas ações. Assumiu os riscos da paternidade terrena de Jesus e amou-o infinitamente. Em nenhum momento de sua vida desviou-se da direção que Deus Pai determinara. Deixou de lado seus medos e inseguranças ao assumir a gravidez de Maria. Arriscou-se numa viagem longa e perigosa com Maria prestes a dar a luz. Ficou noites acordado, vigiando e orando para que nada acontecesse a ela e ao Menino Jesus. Fugiu com eles para outro país, quando a vida de Jesus estava ameaçada. Ensinou Jesus a falar, a andar, a orar, a trabalhar com dignidade. Enfim, José foi santo ao ensinar Jesus a ser homem.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Oração da Paz em Caminhada (CF 2009 / 04)

Deus da paz verdadeira, que brota da justiça e floresce em irmandade: dá-nos a tua paz!
Livra-nos da paz inerte, que se omite.
Livra-nos da paz corrupta, que se vende.
Livra-nos da paz que foge, se refugiando no fatalismo ou até numa falsa espiritualidade.
Dá-nos a paz em caminhada,
a paz que luta pelo Reino,
a paz que partilha a vida do povo,
a paz pela qual tombaram nossos mártires,
a paz pela qual morreu e ressuscitou aquele que é a “nossa paz”,
Jesus Cristo, teu Filho, nosso Irmão.
Amém, Axé, Awere, Aleluia!

(Dom Pedro Casaldáliga, bispo católico)
(retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2009: “A paz é fruto da justiça”)

quinta-feira, 12 de março de 2009

A sobrevivência dos porcos-espinhos

Durante uma era glacial, muito remota, quando o globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil.
Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, a juntar-se mais e mais. Assim cada um podia sentir o calor do corpo do outro.
E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso. Porém – vida ingrata – os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte.
E, então, eles se afastaram, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se por não suportarem por mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito! Mas essa não foi a melhor solução: afastados, separados, logo começaram a morrer congelados.
Os que não morreram, voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava certa distância do outro; mínima, mas suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos.
Assim, aprendendo a amar, resistiram à longa era glacial. Sobreviveram!
(autor desconhecido)

quarta-feira, 11 de março de 2009

A felicidade virá

Eu preferirei sempre aqueles que sonham, embora se enganem;
aqueles que esperam, embora, às vezes, suas esperanças fracassem;
aqueles que apostam na utopia, embora, em seguida, fiquem no meio do caminho.
Aposto nos que confiam que o mundo pode e deve mudar;
naqueles que acreditam que a felicidade virá.
(José Luis Martín Descalzo)

terça-feira, 10 de março de 2009

Superar os conflitos (CF 2009 / 03)

O conflito é basicamente o confronto entre duas posições diferentes que buscam a conquista da hegemonia, da superioridade. Em si, o conflito não é bom nem mau. Ele pode ser sadio, quando, para melhorar a vida das pessoas, revela a necessidade de algo novo que supere contradições e visões reducionistas ou distorcidas da realidade. Todavia, ele pode ser nocivo quando, encarado de forma radical ou imatura, sem abertura para o diálogo, torna-se fonte de violência.
O conflito, por si só, não é nocivo. São as posturas e as atitudes que as pessoas tomam diante do conflito que podem ter conseqüências desastrosas para todos os que nele estão envolvidos e para a sociedade em geral, pois são elas que podem gerar violência e insegurança social.
Para prevenir conflitos violentos é absolutamente necessário que a paz comece a ser vivida, como valor profundo, no íntimo de cada pessoa, pois assim poderá estender-se às famílias e envolver toda a comunidade.

(adaptado do Texto-base da Campanha da Fraternidade 2009: “A paz é fruto da justiça”)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Oração pela mulher

Obrigado, Senhor, por teres criado no mundo a mulher e por tê-la enriquecido com preciosos dons: o carinho, a sensibilidade, a beleza, a ternura, a dedicação e o amor.
Deste ao homem a graça de encontrar na mulher uma amiga, irmã, companheira, esposa e mãe.
Nela se processa o mistério da vida, sendo capaz de gerar, de trazer à luz filhos e filhas.
Sem sua presença no mundo, o amor estaria fadado à extinção. E o mundo ficaria pobre e sem sentido.
Perdoa-nos, Senhor, por nem sempre sabermos reconhecer o verdadeiro valor da mulher, por muitas vezes a considerarmos objetos, sexo frágil e força de trabalho doméstico.
Que também a mulher reconheça seu valor, sua dignidade e sua missão no mundo.
Que ela não aceite ser instrumentalizada nem banalizada no seu corpo e nos seus sentimentos.
Que no corpo e na alma de cada mulher, possamos continuar encontrando os sinais de mãe que nela plantaste.
Amém.

(Frei Zeca)
Homem, cuida-te em não fazer chorar uma mulher, pois Deus conta suas lágrimas.
A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisoteada, nem da cabeça para ser superior; mas, sim, do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada.

(Talmude, livro da tradição judaica)

sexta-feira, 6 de março de 2009

O cavalinho

Certa tarde, o pai saiu para um passeio com as duas filhas, uma de oito e a outra de quatro anos. Em determinado momento da caminhada, a filha mais nova pediu ao pai que a carregasse, pois estava muito cansada para continuar andando.
O pai respondeu que também estava muito fatigado. Diante da resposta, a garotinha começou a choramingar e fazer “corpo mole”. Sem dizer uma só palavra, o pai cortou um pequeno galho de árvore e o entregou à menina dizendo:
— Olhe aqui um cavalinho para você montar, filha! Ele irá ajudá-la a seguir em frente.
A menina parou de chorar e pôs-se a cavalgar o galho verde tão rápido, que chegou em casa antes dos outros. Ficou tão encantada com seu cavalo de pau, que foi difícil fazê-la parar de galopar.
A irmã mais velha ficou intrigada com o que viu e perguntou ao pai como entender a atitude da irmã.
O pai sorriu e respondeu dizendo:
— Assim é a vida, minha filha. Às vezes a gente está física e mentalmente cansado, certo de que é impossível continuar. Mas encontramos então um “cavalinho” qualquer que nos dá ânimo outra vez. Esse cavalinho pode ser um bom livro, um amigo, uma canção, uma oração... Assim, quando você se sentir cansada ou desanimada, lembre-se de que sempre haverá um cavalinho para cada momento. E nunca se deixe levar pela preguiça ou pelo desânimo.

(autor desconhecido)

quinta-feira, 5 de março de 2009

A arte de ser feliz (CF2009 / 02)

Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um homem pobre com um balde e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros, e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos: que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

(Cecília Meireles)
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2009: “A paz é fruto da justiça”)

quarta-feira, 4 de março de 2009

O martelo do vizinho

Um homem queria pendurar um quadro. O prego ele já tinha, só faltava o martelo. O vizinho possuía um e o homem resolveu ir até lá pedi-lo emprestado. Mas, no caminho, pensou consigo mesmo:
- E se o vizinho não quiser me emprestar o martelo? Ontem ele me cumprimentou meio secamente. Talvez estivesse com pressa... Mas isso deve ser somente uma desculpa, ele deve ter alguma coisa contra mim. Mas por quê? Eu não fiz nada! Ele deve estar imaginando coisas... Se alguém quisesse emprestar alguma ferramenta minha eu emprestaria imediatamente. Por que ele não quer me emprestar o martelo? Como é que alguém pode recusar um simples favor desses a um semelhante? Gente dessa laia só complica a nossa vida. Na certa, ele imagina que eu dependo dele só porque ele tem um martelo. Mas, agora chega!!
E chegando ao apartamento do vizinho, tocou a campainha. O vizinho abriu a porta e, antes que pudesse dizer “Bom dia!”, o homem berrou:
- Pode ficar com seu martelo!! Eu não preciso de sua ajuda!!

(autor desconhecido)

terça-feira, 3 de março de 2009

A fábula da preguiça

Esta é uma história sobre quatro pessoas: “Todo Mundo”, “Alguém”, “Qualquer Um” e “Ninguém”.
Havia um grande trabalho a ser feito e Todo Mundo tinha certeza que Alguém o faria. Qualquer Um poderia tê-lo feito, mas Ninguém o fez. Alguém se zangou porque era um trabalho de Todo Mundo.
Todo Mundo pensou que Qualquer Um poderia fazê-lo, mas Ninguém imaginou que Todo Mundo deixasse de fazê-lo.
Ao final, Todo Mundo culpou Alguém quando Ninguém fez o que Qualquer Um poderia ter feito.

(autor desconhecido)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Construindo a cultura da paz (CF2009 / 01)

A Campanha da Fraternidade deste ano nos convida a voltar nossos olhos à Segurança Pública. Esse é um tema complexo porque há muitas situações que contribuem para a segurança ou a falta dela.
Nossa reflexão não pretende apenas lançar um olhar à realidade para apontar o crescimento da violência, da injustiça e de tantos problemas sociais. Quer, pelo contrário, contribuir para a promoção da cultura de paz na vida das pessoas, na família, na comunidade e na sociedade, a fim de que todos se empenhem efetivamente na construção da justiça social que promova a segurança pública.
Não vivemos numa sociedade que promove a paz! Vivemos a sociedade do medo. Temos medo da violência, de desemprego, de assalto, de morte, de crimes. Temos medo de outras pessoas, medo por nossos familiares e amigos. O dia-a-dia, especialmente nas grandes cidades, está assombrado por essa cultura do medo.
O que podemos fazer diante disso?
Qual o nosso papel como “construtores da paz”?

(adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2009: “A paz é fruto da justiça”)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A Quaresma

A Quaresma é um período de quarenta dias que antecede a Páscoa. É uma etapa de preparação para a celebração da Ressurreição de Jesus. Nesse período, a Igreja Católica convida seus fiéis à penitência e à meditação, através das práticas de jejum, abstinência, esmolas, caridade e oração.
O nome Quaresma vem da contração da palavra latina quadragésima, referente ao quarentésimo dia que encerrava esse período. O número quarenta tem um simbolismo próprio na tradição bíblica e, resumidamente, evoca um grande período de tempo. A duração de quarenta dias rememora os “quarenta anos” de peregrinação dos hebreus no deserto após sua saída do Egito e os “quarenta dias” de jejum passados no deserto por Jesus, entre seu batismo e o início de sua vida pública.
A prática da Quaresma vem dos primeiros séculos do cristianismo. No início, jejuava-se durante os dias que antecediam a Páscoa. Depois, a duração do jejum foi sendo ampliada, abrangendo toda a Quaresma. Atualmente, a Igreja católica recomenda aos seus fiéis não comer carne na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, ou de se abster de algo importante a que se está habituado, em sinal de penitência.
No entanto, a própria Igreja católica nos lembra que a verdadeira penitência quaresmal deve ser marcada pelo esforço de deixarmos para trás nosso “homem velho e pecador”, o egoísmo e o orgulho, bem como pelo corajoso empenho de seguir os passos de Jesus. Os outros sinais penitenciais – sacrifícios, privações – serão verdadeiros quando forem sinais desse esforço.
Essa é a verdadeira dimensão quaresmal de oração, jejum e esmola: união com Deus, união com Cristo redentor, união com os irmãos.
E você? Tem alguma coisa em sua vida, em suas atitudes, que está em desacordo com os mandamentos de Deus? O que você precisa mudar em sua vida para que se torne um verdadeiro discípulo de Jesus?

(adaptado de textos de MIRANDA, Evaristo Eduardo de. Guia de curiosidades católicas – causos, costumes, festanças e símbolos escondidos no seu calendário. Petrópolis: Vozes, 2007. e MADURGA, Joaquín. Celebrar a Salvação – iniciação à liturgia. São Paulo: Paulus, 1999.)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Quarta-feira de Cinzas

A Quarta-feira de Cinzas, primeiro dia da Quaresma, é marcada, na Igreja Católica, pelo rito de imposição das cinzas sobre a cabeça dos fiéis, como uma marca indicativa de um tempo de penitência e conversão. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Oriente Médio de jogar cinzas sobre a cabeça, como sinal de arrependimento perante Deus. As cinzas costumam ser obtidas pela queima dos ramos secos entregues nas paróquias e comunidades, que haviam sido abençoados e distribuídos no ano anterior, no Domingo de Ramos.
No momento da imposição de cinzas, o sacerdote pode pronunciar uma das seguintes frases bíblicas: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15) ou “Lembra-te que és pó e ao pó voltarás” (Gn 3,19). Através desse simbolismo, os cristãos católicos são convidados a reconhecer com humildade seu estado de mortalidade e a revisar sua vida perante os valores perenes do Reino de Deus.
Hoje, rezamos para que Deus nos ajude a reconhecer nossos erros e a conduzir nossas vidas de acordo com os ensinamentos de Jesus: o amor acima de tudo.

(adaptado de textos de MIRANDA, Evaristo Eduardo de. Guia de curiosidades católicas – causos, costumes, festanças e símbolos escondidos no seu calendário. Petrópolis: Vozes, 2007)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A folha amassada

Quando criança, por causa de meu caráter impulsivo, tinha raiva à menor provocação.
Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes me sentia envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.
Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas depois de uma explosão de raiva. Ele me entregou uma folha de papel lisa e me disse:
- Amasse-a!
Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.
- Agora, deixe-a como estava antes. Voltou a dizer-me.
Óbvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentasse, o papel continuava cheio de pregas.
O professor me disse, então:
- O coração das pessoas é como esse papel. A impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.
Assim, aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente. Quando sinto vontade de “estourar”, lembro daquele papel amassado. As marcas que deixamos nas pessoas com nossas explosões são muito difíceis de apagar.
(autor desconhecido)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Obrigado. amigo!

Pela amizade que você me devota,
por meus defeitos que você nem nota...
Por meus valores que você aumenta,
por minha fé que você alimenta...
Por esta paz que nós nos transmitimos,
por este pão de amor que repartimos...
Pelo silêncio que diz quase tudo,
por este olhar que me reprova mudo...
Pela pureza dos seus sentimentos,
pela presença em todos os momentos...
Por ser presente, mesmo quando ausente,
por ser feliz quando me vê contente...
Por esse olhar que diz "Amigo, vá em frente!"
Por ficar triste, quando estou tristonho,
por rir comigo quando estou risonho...
Por repreender-me, quando estou errado,
por meu segredo, sempre bem guardado...
Por seu segredo, que só eu conheço,
e por achar que apenas eu mereço...
Por me apontar pra DEUS a todo o instante,
por esse amor fraterno tão constante...
Por tudo isso e muito mais, eu digo:
"DEUS TE ABENÇOE, AMIGO!"
(autor desconhecido)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Ajuda-me

Senhor, ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes
e a não dizer mentiras para obter aplausos dos frágeis.
Se me dás fortuna, não me tires a razão.
Se me dás êxito, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me sempre a ver o outro lado da medalha,
E não me deixes acusar de traição os outros que não pensam como eu.
Ensina-me a querer as pessoas como a mim mesmo e a não julgar-me a mim e nem aos outros.
Não me deixes cair no orgulho, se triunfo, nem no desespero, se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede o triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se me tiras o êxito, deixa-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender alguém, dá-me brio para desculpar-me.
E se o outro me ofende, dá-me brio para perdoar.
Senhor, se eu me esqueço de ti, nunca te esqueças de mim!
(Mahatma Gandhi)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Duplo silêncio

Dois amigos cultivavam o mesmo campo de trigo, trabalhando arduamente a terra com amor e dedicação, numa luta estafante, às vezes inglória, à espera de um resultado compensador. Passam-se anos de pouco ou nenhum retorno. Até que um dia, chegou a grande colheita. Perfeita, abundante, magnífica, satisfazendo os dois agricultores que a repartiram igualmente, eufóricos. Cada um seguiu o seu rumo.
À noite, já no leito, cansado da brava lida daqueles últimos dias, um deles pensou:
- "Eu sou casado, tenho filhos fortes e bons, uma companheira fiel e cúmplice. Eles me ajudarão no fim da minha vida. O meu amigo é sozinho, não se casou, nunca terá um braço forte a apoiá-lo. Com certeza, vai precisar muito mais do dinheiro da colheita do que eu".
Levantou-se silencioso para não acordar ninguém, colocou metade dos sacos de trigo na carroça e saiu.
Ao mesmo tempo, em sua casa, o outro não conciliava o sono, questionando:
- "Para que preciso de tanto dinheiro se não tenho ninguém para sustentar, já estou idoso para ter filhos e não penso mais em me casar. As minhas necessidades são muito menores do que as do meu sócio, com uma família numerosa para manter".
Não teve dúvidas: pulou da cama, encheu a sua carroça com a metade do produto da boa terra e saiu pela madrugada fria, dirigindo-se à casa do outro. O entusiasmo era tanto que não dava para esperar o amanhecer.
Na estrada escura e nebulosa daquela noite de inverno, os dois amigos encontraram-se frente a frente. Olharam-se espantados. Mas não foram necessárias as palavras para que entendessem a mútua intenção.
(lenda judaica)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A rocha no caminho

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada. Naquele momento ele se escondeu e ficou observando se alguém tiraria a imensa rocha do caminho. Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas, mas nenhum deles sequer tentou remover a pedra dali.
De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali. Após muita força e suor, ele finalmente, com muito jeito, conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Ele voltou para pegar a sua carga de vegetais e notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra. Foi até ela e viu que a bolsa continha muitas moedas de ouro e um bilhete escrito pelo rei que dizia:
"Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição."
(autor desconhecido)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O mandarim e o alfaiate

Um dia um homem recebeu a notícia de que acabara de ser nomeado mandarim. Ficou tão eufórico que quase não se conteve:
- Serei um grande homem agora - disse a um amigo. - Preciso de roupas novas imediatamente, roupas que façam jus à minha nova posição na vida.
- Conheço o alfaiate perfeito para você - replicou o amigo. - É um velho sábio que sabe dar a cada cliente o corte perfeito. Vou lhe dar o endereço.
E o novo mandarim foi ao alfaiate, que cuidadosamente tirou suas medidas. Depois de guardar a fita métrica, o homem disse:
- Há mais uma informação que preciso ter. Há quanto tempo o senhor é mandarim?
- Ora, o que isso tem a ver com a medida do meu manto? - perguntou o cliente surpreso.
- Não posso fazê-lo sem obter esta informação senhor. É que um mandarim recém-nomeado fica tão deslumbrado com o cargo que mantém a cabeça altiva, ergue o nariz e estufa o peito. Assim sendo, tenho que fazer a parte da frente maior que a de trás. Anos mais tarde, quando está ocupado com o seu trabalho e os transtornos advindos da experiência o tornam sensato, ele olha adiante para ver o que vem em sua direção e o que precise ser feito a seguir. Aí então, eu costuro o manto de modo que a parte da frente e a de trás tenham o mesmo comprimento. E mais tarde, depois que o senhor está curvado pela idade e pelos anos de trabalho cansativo, sem mencionar a humildade adquirida através de uma vida de esforços, então faço o manto de modo que as costas fiquem mais longas que a frente. Portanto, tenho que saber se há quanto tempo o senhor está no cargo para que a roupa lhe assente apropriadamente.
O novo mandarim saiu da loja pensando menos no manto e mais no motivo que levara seu amigo a mandá-lo procurar exatamente aquele alfaiate.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Mandamentos da Harmonia

Você deve estar na maior harmonia em suas relações com as outras pessoas do mundo.
Você dever ser amistoso para com as pessoas com quem lida.
Você não deve ser hostil a nenhuma pessoa
Você não deve abrigar ódio em sua mente.
Você não deve tratar ninguém com desprezo.
Você não deve fazer mal a ninguém.
Você não deve enganar os outros.
Você não deve apropriar-se de coisas que pertencem às outras pessoas.
(Krishnananda, mestre hindu)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Quando julgamos

O que julgamos ser óbvio, quase nunca o é em verdade.
O que julgamos ser verdade, quase nunca o é em absoluto.
O que julgamos ser absoluto, quase nunca o é para sempre.
O que julgamos ser para sempre, quase nunca vai além do amanhã.
O que julgamos ser até amanhã, quase nunca chega até lá de fato.
Quando julgamos, quase sempre o fazemos com nossos sentimentos e sem ter o conhecimento de todo o contexto, nos falta compreender o que seja a transitoriedade da vida.
Por isso, na grande maioria das vezes, erramos.
(Sérgio Rossetto)

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Superação

É enfrentando as dificuldades que você fica forte.
É superando seus limites que você cresce.
É resolvendo problemas que você desenvolve a maturidade.
É desafiando o perigo que você descobre a coragem.
Arrisque e descobrirá como as pessoas crescem quando exigem mais de si próprias.

(Roberto Shinyashiki)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Há sempre alguém

Há pessoas caladas que precisam de alguém para conversar.
Há pessoas tristes que precisam de alguém que as conforte.
Há pessoas tímidas que precisam de alguém que as ajude a vencer a timidez.
Há pessoas sozinhas que precisam de alguém para brincar.
Há pessoas com medo que precisam de alguém para lhes dar a mão.
Há pessoas fortes que precisam de alguém que as faça pensar na melhor maneira de usarem a sua força.
Há pessoas habilidosas que precisam de alguém para ajudá-las a descobrir a melhor maneira de usarem a sua habilidade.
Há pessoas que julgam que não sabem fazer nada e precisam de alguém que as ajude a descobrir o quanto sabem fazer.
Há pessoas apressadas que precisam de alguém para lhes mostrar tudo o que não têm tempo para ver.
Há pessoas impulsivas que precisam de alguém que as ajude a não magoar os outros.
Há pessoas que se sentem por fora e precisam de alguém que lhes mostre o caminho de entrada.
Há pessoas que dizem que não servem para nada e precisam de alguém que as ajude a descobrir como todas essas pessoas precisam de alguém.
Talvez de você...
(autor desconhecido)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Três coisas

De tudo, ficaram três coisas...
A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar...
Façamos...
Da interrupção, um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro!

(Fernando Sabino)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Um homem e uma lanterna

Aquele homem simples que nem sequer sabia falar, tinha uma luz naquela hora e naquele lugar. E você não tinha. Seu carro enguiçou e, se não fosse por ele, você teria que dormir na estrada perigosa. Mas ele veio todo humilde, falando errado, mas agindo certo, com sua luz salvadora. Levou você a quem podia consertar seu carro e devolver você ao caminho. Não fez nenhum discurso: só iluminou sua estrada. Você era o doutor e ele o iletrado e o inculto. Mas quem ficou sem luz foi você, não ele. Quem ficou nas trevas foi você, não ele.
Quem precisou foi você, não ele. A luz dele salvou você. Da próxima vez que achar que só você é um iluminado lembre-se daquele homem simples. Ele também, na hora certa e do jeito certo, iluminou você. A nosso modo todos temos as nossas trevas, e à modo deles, os outros têm as suas luzes. Por isso, dialogue e aprenda sempre. Você nunca sabe quando vai precisar da luz dos outros. Quem acha que já tem em casa todas as luzes de que precisa, não entendeu a vida. Nunca seremos iluminadores se não nos deixarmos iluminar.
(Pe. Zezinho, scj)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Os dez mandamentos da serenidade

Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este meu dia, sem querer resolver o problema de minha vida, todo de uma vez.
Só por hoje terei o máximo de cuidado com o modo de tratar os outros: serei delicado nas minhas maneiras, não criticarei ninguém, não pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém senão a mim mesmo.
Só por hoje me sentirei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz, não só no outro mundo, mas também neste.
Só por hoje me adaptarei às circunstâncias sem pretender que as circunstâncias se adaptem todas aos meus desejos.
Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, pois, assim como é preciso comer para sustentar o meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a minha alma.
Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.
Só por hoje farei uma coisa de que não gosto e, se for ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.
Só por hoje farei um programa bem completo de meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo o caso, vou fazê-lo. E evitarei dois males: a pressa e a indecisão.
Só por hoje serei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim, como se existisse somente eu no mundo, ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.
Só por hoje não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de crer na bondade.
(Papa João XXIII)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Ajuda-me

Ajuda-me, ó Deus, a ser um bom e verdadeiro amigo, a ser sempre leal e não faltar aos meus amigos.
A não falar deles pelas costas, de um modo que eu não falaria na sua presença.
A jamais trair sua confiança ou dizer coisas sobre as quais eu deva silenciar.
A sempre estar pronto para dividir o que tiver.
A ser tão verdadeiro com eles como gostaria que fossem comigo.
Peço isso pelo amor daquele que é o maior e o mais verdadeiro dos amigos: pelo amor de Jesus.
Amém.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Sinais de Deus

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que certa vez, o rico chefe de grande caravana chamou-o a sua presença e lhe perguntou:
- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?
O fiel de Deus respondeu:
- Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele.
- Como assim? - indagou o chefe, admirado.
O servo humilde explicou-se:
- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?
- Pela letra.
- Quando o senhor recebe uma jóia, como é que se informa quanto ao autor dela?
- Pela marca do ourives.
O empregado sorriu e acrescentou:
- Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabe se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?
- Pelos rastros - respondeu o chefe, surpreendido.
Então, o velho convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:
- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser dos homens!
Nesse momento, o caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também.

(autor desconhecido)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Recomeçando...

Depois das merecidas férias, estamos recomeçando mais um ano letivo. Novas turmas, novos colegas, novos professores, mas também colegas já conhecidos, professores queridos. É bom começar um ano novo, mas também é bom reencontrar velhos amigos.
Então, que seja assim: um reinício cheio de coisas novas e boas, mas acompanhado dos bons e velhos amigos.
A gente se encontra todo dia na Oração do Dia na sala de aula e aqui, quando você quiser relembrar as mensagens ou enviá-las a alguém.
Um bom ano de 2009 pra você!

Equipe do Serviço de Ação Pastoral
Escola Sagrada Família

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal!!


Que o Natal seja um renovar de esperança para todos!!

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Momento de agradecer

Chegando ao final do nosso ano letivo, hoje vamos dedicar a nossa oração para agradecer.
Vamos agradecer por tudo de bom que nos aconteceu neste ano, as novas amizades, as brincadeiras, tudo que aprendemos e vivemos.
Vamos agradecer também pelas coisas não tão boas. Com certeza elas nos ajudaram a crescer e a nos tornarmos um pouco melhores. É com as dificuldades e os obstáculos que aprendemos a construir nosso caminho.
Mas não podemos esquecer de agradecer a Deus, que nos possibilita a experiência riquíssima de estarmos vivos, convivendo com todas as pessoas que amamos e que são nossos companheiros de caminhada.
Obrigado, Senhor!

Inscrição

Havia, certa vez, um rei sábio e bom, que já se encontrava no fim de sua vida. Certo dia, pressentindo a chegada da morte, chamou seu único filho, que o sucederia no trono, tirou do dedo um anel e deu-o a ele dizendo:
- Meu filho, quando fores rei, leva sempre contigo este anel. Nele há uma inscrição. Quando estiveres vivendo situações extremas de glória ou de dor, tira-o e lê o que há nele.
O rei morreu e seu filho passou a reinar em seu lugar, sempre usando o anel que o pai lhe deixara. Passado algum tempo, surgiram conflitos com um reino vizinho, que acabaram culminando numa terrível guerra. O jovem rei, à frente do seu exército, partiu para enfrentar o inimigo. No auge da batalha, seus companheiros lutavam bravamente. Mortos, feridos, tristeza, dor... O rei lembra-se do anel, tira-o e lê a inscrição:
- ISTO TAMBÉM PASSARÁ.
E ele continua a luta. Perde batalhas, vence outras tantas, mas ao final sai vitorioso. Retorna, então, ao seu reino e, coberto de glória, entra em triunfo na cidade. O povo o aclama. Neste momento ele se lembra do seu velho e sábio pai. Tira o anel e lê:
- ISTO TAMBÉM PASSARÁ.

(texto escolhido para o dia 04/12/2008)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Tem que ser hoje

Se está bravo com alguém, e ninguém faz alguma coisa para consertar a situação... conserte você.
Talvez hoje, aquela pessoa ainda queira ser seu amigo, e se você não consertar isto logo, talvez amanhã seja muito tarde.
Se está apaixonado por alguém, mas a pessoa não sabe... diga a ela.
Talvez hoje, aquela pessoa também esteja apaixonado por você e se você não falar isto hoje, talvez amanhã seja muito tarde.
Se você ama alguém e acha que esse alguém lhe esqueceu... então diga a ele.
Talvez essa pessoa sempre o tenha amado e se você não lhe disser isso hoje, talvez amanhã seja muito tarde.
Se você precisa de um abraço de um amigo... você deve lhe pedir.
Talvez ele precise isto mais que você, e se você não lhe pedir hoje, amanhã pode ser muito tarde.
Se você realmente tem amigos, aos quais aprecia... conte isto a eles.
Talvez eles também o apreciem, e se eles partem ou vão embora, talvez amanhã seja muito tarde.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A força da caridade

Uma pessoa pode até conhecer e falar todos os tipos de línguas: as dos homens e a dos anjos, mas se não tiver caridade, não passará de um sino barulhento.
Pode fazer profecias, pode conhecer todos os mistérios e possuir toda a ciência; pode ter fé a ponto de mudar uma montanha de lugar, mas se não tiver a caridade, nada será!
Pode distribuir todos os seus bens com os famintos, ou até deixar seu corpo ser devorado pelo fogo, mas se não tiver caridade, nada disto adiantará.
A caridade é que vai medir a concretude de sua fé.
Pratique a caridade, seja solidário. Não podemos ficar indiferentes ao sofrimento de tantas pessoas.

(este texto é uma adaptação de um trecho da 2ª Carta de São Paulo aos Coríntios)

Biscoitos

Certo dia uma moça estava à espera de seu vôo na sala de embarque de um aeroporto. Como ela deveria esperar por muitas horas, resolveu comprar um livro para matar o tempo. Também comprou um pacote de biscoitos. Então ela achou uma poltrona numa parte reservada do aeroporto para que pudesse descansar e ler em paz. Ao lado dela se sentou um homem.
Ela abriu o pacote de biscoitos e pegou o primeiro biscoito. Para sua surpresa, o homem também pegou um. Ela se sentiu indignada, mas não disse nada. Ela pensou consigo mesma: “Mas que cara de pau. Se eu estivesse mais disposta, lhe daria um soco no olho para que ele nunca mais esquecesse”.
A cada biscoito que ela pegava, o homem também pegava um. Aquilo a deixava tão indignada que ela não conseguia reagir. Restava apenas um biscoito e ela pensou: “O que será que o "abusado" vai fazer agora?” Então o homem dividiu o biscoito ao meio, deixando a outra metade para ela. Aquilo a deixou irada e bufando de raiva.
Ela pegou o seu livro e as suas coisas e dirigiu-se ao embarque. Quando sentou confortavelmente em seu assento, encontrou seu pacote de biscoito intacto, dentro de sua bolsa. Ela sentiu muita vergonha, pois quem estava errada era ela. O homem dividiu os seus biscoitos sem se sentir indignado, enquanto ela tinha ficado muito transtornada. E já não havia mais tempo para pedir desculpas.

(texto escolhido para o dia 1º/12/08)