O que tem mais cabimento,
Deslizar de canoa
Pelo rio borbulhento
Ou ficar preso
No congestionamento?
O que é menos boboca,
Morar numa oca
Comendo paçoca
Ou viver rabugento
Num apartamento?
Qual é a melhor cena,
Crescer numa aldeia
Enfeitado de penas
Ou numa cidade
Cheia de antenas?
O que é mais civilizado,
Deitar numa rede
E ficar sossegado
Ou correr contra o tempo
Sempre apressado?
O que é mais coerente,
Viver no presente
Sempre contente
Ou viver no escuro
Planejando o futuro?
O que é menos primata,
Andar pelado
No meio da mata
Ou se apertar
Com um nó de gravata?
O que dá mais arrepio,
Tomar banho de rio
Mesmo no frio
Ou uma assombração
Chamada poluição?
O que é mais descolado,
Um cocar emplumado
E o corpo pintado
Ou ser um cara pálida
Com ar desbotado?
O que é mais sensato,
Correr pelo mato
Sem usar sapato
Ou ter chulé
E criar calo no pé?
Responda agora pra valer:
Melhor parecer
Com os alienígenas
Ou aprender
Com os povos indígenas?
(texto de Cláudio Fragata, disponível aqui )
segunda-feira, 19 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Semana da Cidadania: a juventude e o mundo do trabalho
Dados e informações de artigos e pesquisas sobre Juventude e Trabalho tornam possível observar que a questão do trabalho tem se apresentado como uma das grandes preocupações dos jovens. “Ser jovem, hoje, é ser afetado pelo narcotráfico, pela indústria bélica, pela maneira como funciona o mundo do trabalho.” (Regina Novaes) O trabalho é central para o ser humano, desde que seja concebido como força criadora, transformadora, como capacidade de realização pessoal, como tarefa de continuidade do projeto de Deus, de libertação individual e coletiva e não somente como forma de garantir as condições “necessárias para a sobrevivência”. O desafio para a juventude é estar presente de forma intensa na construção de um novo projeto de sociedade, de um projeto de vida que almeje o trabalho como produtor de sentidos. Não há solução individual, apenas coletiva. Por isso, somos convocados a trabalhar de forma coletiva e solidária, a olhar para a realidade de forma crítica. Somos chamados a denunciar o trabalho como forma de violência, de morte, de exploração, de desumanização; e a anunciar o trabalho que gera vida, realização, emancipação; que é criativo, solidário, fonte de desenvolvimento social e não apenas econômico. Somos convocados acima de tudo a sonhar, não o sonho dos que esperam, mas o sonho dos que trabalham e ajudam a construir um outro mundo, que já sabemos que é possível.
(texto adaptado do livreto “Semana da Cidadania 2010 – Trabalho para a vida, não para a morte”, disponível aqui )
(texto adaptado do livreto “Semana da Cidadania 2010 – Trabalho para a vida, não para a morte”, disponível aqui )
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Semana da Cidadania: a juventude quer viver!
Na Semana da Cidadania 2010, queremos refletir sobre o trabalho como uma oportunidade de se organizar, de sonhar junto, de cuidar dos que trabalham com a gente. A dignidade humana também se realiza através do trabalho, do encontro com pessoas diferentes, do aprendizado e do crescimento coletivo, dos sonhos e da organização das lutas em favor da vida. No Evangelho de Mateus, Jesus lança o convite: “Ide vós também para a minha vinha” (Mt 20,7). É desejo do Pai que a construção do Reino também passe pelo trabalho humano - e ninguém deve ficar de fora. Nesse capítulo do Evangelho de Mateus, Jesus apresenta uma nova visão do trabalho: ele deve garantir a dignidade de todos/as e não ser instrumento que gera desigualdades. Diante dessa visão mais ampla e revolucionária é urgente superar toda forma de exploração, violência e exclusão, e pensar o trabalho como a experimentação do novo na busca de outro mundo possível, onde se gera não qualquer vida, mas uma vida plena e abundante. Até porque não podemos nos esquecer: A JUVENTUDE QUER VIVER!
(texto adaptado do livreto “Semana da Cidadania 2010 – Trabalho para a vida, não para a morte”, disponível aqui )
(texto adaptado do livreto “Semana da Cidadania 2010 – Trabalho para a vida, não para a morte”, disponível aqui )
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Semana da Cidadania 2010
Realizada sempre entre 14 e 21 de abril, a Semana da Cidadania é elaborada pelas Pastorais da Juventude da Igreja Católica no Brasil. A Semana da Cidadania em 2010 terá como tema “Trabalho para a vida, não para a morte” e como lema “Juventude, suando e sonhando, em marcha contra a violência”. A Semana da Cidadania abordará a realidade do trabalho. Trabalhar, além de ser uma necessidade é, principalmente para a juventude, realização e crescimento. O trabalho não é apenas suor. É também sonho. Em meio ao suor e a dor do peso do trabalho está também a oportunidade de sonhar, de transformar as relações, de ser mais humano e mais feliz.
O trabalho é central para a vida humana. Por isso, é preciso denunciar quando ele se torna injusto e desumano à medida que o capital e o lucro assumem maior importância do que a vida. É preciso anunciar a possibilidade de organizarmos novas formas de trabalho, mais criativas, solidárias, fraternas e justas.
(texto adaptado do livreto “Semana da Cidadania 2010 – Trabalho para a vida, não para a morte”, disponível aqui )
O trabalho é central para a vida humana. Por isso, é preciso denunciar quando ele se torna injusto e desumano à medida que o capital e o lucro assumem maior importância do que a vida. É preciso anunciar a possibilidade de organizarmos novas formas de trabalho, mais criativas, solidárias, fraternas e justas.
(texto adaptado do livreto “Semana da Cidadania 2010 – Trabalho para a vida, não para a morte”, disponível aqui )
terça-feira, 13 de abril de 2010
Um sistema econômico para todas as pessoas (CFE 14)
Uma economia baseada no individualismo e na acumulação de bens materiais afasta-se radicalmente do projeto de Deus, expresso em toda a Bíblia. Deus quer o bem de todos – não se poderia esperar outra coisa de alguém que é Pai, que cria todas as coisas por amor. Uma economia que ignore esse fundamento religioso não estaria só negando o sentimento religioso de nosso povo. Seria também inaceitável até para as pessoas de boa vontade, que não percebem que nenhuma denominação religiosa, mas que se percebem como membros de uma grande e única família humana, que entendem que não há alternativa: ou vivemos solidariamente como irmãos ou seremos todos infelizes num mundo trágico.
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
segunda-feira, 12 de abril de 2010
A árvore dos problemas
Um fazendeiro contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu do seu carro furou e ele deixou de ganhar uma hora de trabalho. A sua serra elétrica quebrou, ele cortou o dedo, e finalmente, no final do dia, o seu carro não funcionou. O fazendeiro ofereceu ao carpinteiro uma carona para casa e, durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família. Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou por que ele havia tocado na planta antes de entrar em casa.
- Ah – respondeu o carpinteiro – esta é a minha árvore dos problemas. Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa e os pego no dia seguinte. E você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior...
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família. Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou por que ele havia tocado na planta antes de entrar em casa.
- Ah – respondeu o carpinteiro – esta é a minha árvore dos problemas. Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa e os pego no dia seguinte. E você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior...
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Páscoa: a retomada de um novo dia
Páscoa: a cada manhã, um novo sol contornando as linhas do horizonte e iluminando vidas, numa apresentação diária, em que se abrem olhares para a retomada de um novo dia.
A páscoa revela-se nessa pulsação nova que cada ser vive e que reage para uma nova redenção de luz. Dessa forma transparente e numa manifestação que vivifica, a páscoa está representada na alegria daquele que recebe amor e carinho em qualquer circunstância.
A páscoa está inscrita na calma daquele que, na mansidão de sentimentos, conquista a felicidade. Ela amplia-se no sorriso daquele que, na busca de paz, encontra pelo caminho pessoas justas e fraternas Páscoa: a retomada de um novo dia e compartilham entre si a força do amor e da caridade.
A páscoa se descobre no olhar daquele que enxerga além das aparências e, através da luz, ilumina a cegueira das trevas. Ela se refaz continuamente no íntimo de quem perdoa e de quem pede perdão: é restituída na graça de renascer.
A páscoa se faz no ressurgir das flores que cada um tem dentro de si, da novidade que a essência humana transmite através do olhar, da palavra, dos dons, da fé, da esperança e de toda sabedoria e todo amor transmissível e poderoso para uma vida nova!
(texto de Zelinda Scalfoni Rodrigues, disponível aqui )
A páscoa revela-se nessa pulsação nova que cada ser vive e que reage para uma nova redenção de luz. Dessa forma transparente e numa manifestação que vivifica, a páscoa está representada na alegria daquele que recebe amor e carinho em qualquer circunstância.
A páscoa está inscrita na calma daquele que, na mansidão de sentimentos, conquista a felicidade. Ela amplia-se no sorriso daquele que, na busca de paz, encontra pelo caminho pessoas justas e fraternas Páscoa: a retomada de um novo dia e compartilham entre si a força do amor e da caridade.
A páscoa se descobre no olhar daquele que enxerga além das aparências e, através da luz, ilumina a cegueira das trevas. Ela se refaz continuamente no íntimo de quem perdoa e de quem pede perdão: é restituída na graça de renascer.
A páscoa se faz no ressurgir das flores que cada um tem dentro de si, da novidade que a essência humana transmite através do olhar, da palavra, dos dons, da fé, da esperança e de toda sabedoria e todo amor transmissível e poderoso para uma vida nova!
(texto de Zelinda Scalfoni Rodrigues, disponível aqui )
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Cada um encontra o que carrega dentro de si
Conta uma lenda popular do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e aproximou-se de um velho e perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoa vive neste lugar?
- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? – perguntou por sua vez o ancião.
- Oh, um grupo de egoístas e malvados. – replicou o rapaz. Estou satisfeito de haver saído de lá.
- A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui – replicou o velho.
No mesmo dia, outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoa vive neste lugar?
- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? – perguntou o ancião.
- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
- O mesmo encontrará por aqui. – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
- Cada um carrega no seu coração o meio em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares onde passou, não encontrará outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter o controle absoluto.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
- Que tipo de pessoa vive neste lugar?
- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? – perguntou por sua vez o ancião.
- Oh, um grupo de egoístas e malvados. – replicou o rapaz. Estou satisfeito de haver saído de lá.
- A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui – replicou o velho.
No mesmo dia, outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoa vive neste lugar?
- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? – perguntou o ancião.
- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
- O mesmo encontrará por aqui. – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
- Cada um carrega no seu coração o meio em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares onde passou, não encontrará outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter o controle absoluto.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Dia Mundial da Saúde 2010: "Urbanização e Saúde"
A Organização Mundial da Saúde (OMS) celebra todos os anos, em 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde. A cada ano um tema diferente é escolhido para que seja cenário de debates, buscando promover a sensibilização entre os países. Em 2010 o tema será urbanização e saúde, com o lema “Mil cidades, mil vidas”, que põe em evidência os efeitos que as cidades (a urbanização) tem na saúde e na qualidade de vida humanas. A campanha propõe iniciativas para que as cidades se transformem em lugares mais saudáveis.
Os objetivos mundiais da campanha são:
- Mil cidades: abrir os espaços públicos para a saúde, para realizar atividades nos parques, campanhas de limpeza ou ainda fechar parte das ruas ao trânsito de veículos motorizados.
- Mil vidas: reunir mil relatos de promotores da saúde urbana que, por suas iniciativas, tenham promovido um impacto considerável na saúde de suas cidades.
A Região da América Latina e do Caribe é a mais urbanizada do mundo, com mais de três quartos de seus habitantes (433 milhões) concentrados nas cidades. É também a região com as maiores desigualdades do mundo, com mais de 190 milhões de pessoas em situação de pobreza, que vivem em locais com problemas relacionados à urbanização rápida e não planejada.
A OMS lançou uma campanha que está sendo difundida em todo mundo, e inclui a realização de vários eventos e concursos mundiais com o objetivo de incentivar as autoridades federais, estaduais e municipais a desenvolverem ações efetivas para melhorar a saúde e a qualidade de vida de seus cidadãos.
(adaptado de textos da Organização Mundial da Saúde, disponíveis aqui e aqui )
Os objetivos mundiais da campanha são:
- Mil cidades: abrir os espaços públicos para a saúde, para realizar atividades nos parques, campanhas de limpeza ou ainda fechar parte das ruas ao trânsito de veículos motorizados.
- Mil vidas: reunir mil relatos de promotores da saúde urbana que, por suas iniciativas, tenham promovido um impacto considerável na saúde de suas cidades.
A Região da América Latina e do Caribe é a mais urbanizada do mundo, com mais de três quartos de seus habitantes (433 milhões) concentrados nas cidades. É também a região com as maiores desigualdades do mundo, com mais de 190 milhões de pessoas em situação de pobreza, que vivem em locais com problemas relacionados à urbanização rápida e não planejada.
A OMS lançou uma campanha que está sendo difundida em todo mundo, e inclui a realização de vários eventos e concursos mundiais com o objetivo de incentivar as autoridades federais, estaduais e municipais a desenvolverem ações efetivas para melhorar a saúde e a qualidade de vida de seus cidadãos.
(adaptado de textos da Organização Mundial da Saúde, disponíveis aqui e aqui )
terça-feira, 6 de abril de 2010
Recomeçar
Muitas crianças não sabem
o significado do ovo de páscoa,
não foram agraciadas com esta doutrina,
mas muitos adultos têm consciência
de seu grandioso significado:
o ressurgir da vida!
Grandes homens e mulheres,
ricos e pobres,
também cometem erros,
mas ao reconhecê-los se tornam nobres,
recomeçando suas vidas.
Líderes acreditavam
que com a morte de Jesus
suas doutrinas perigosas
de amar a todo mundo seriam esquecidas.
O amor já tinha sido semeado
no interior de cada cristão.
Dia a dia foi alimentado
e se intensifica com a ressurreição.
O amor no tempo ficou perpetuado.
Para cada ovo ofertado
seja multiplicado o verdadeiro sentido.
Que se abram os corações para receber
o que de valor lhes é ofertado:
o renascimento!
(texto de Neuza Nissen, disponível aqui )
o significado do ovo de páscoa,
não foram agraciadas com esta doutrina,
mas muitos adultos têm consciência
de seu grandioso significado:
o ressurgir da vida!
Grandes homens e mulheres,
ricos e pobres,
também cometem erros,
mas ao reconhecê-los se tornam nobres,
recomeçando suas vidas.
Líderes acreditavam
que com a morte de Jesus
suas doutrinas perigosas
de amar a todo mundo seriam esquecidas.
O amor já tinha sido semeado
no interior de cada cristão.
Dia a dia foi alimentado
e se intensifica com a ressurreição.
O amor no tempo ficou perpetuado.
Para cada ovo ofertado
seja multiplicado o verdadeiro sentido.
Que se abram os corações para receber
o que de valor lhes é ofertado:
o renascimento!
(texto de Neuza Nissen, disponível aqui )
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Páscoa, dom de Deus
Páscoa, dom de Deus feito pessoa,
dado como herança a um povo,
em tempo novo e de nascer de novo.
Ah, muito sacrifício, muita luta
e as mudanças são lentas!
Há muitos discursos e discussões
e poucas são as decisões e realizações.
Mas caminhar é preciso
para alcançarmos a tão sonhada paz.
Vamos viver o novo,
vivendo este ensinamento
na alegria de repartir e compartilhar
nesta passagem de tempo em tempo
em que damos novo sentido à Páscoa.
Páscoa, partilha sem medida e sem mágoa
do povo alegre e cheio de esperança;
o Reino de Deus é de quem tem virtude de criança.
Venham todos à mesa da boa vontade,
saiam das trincheiras escuras da inimizade,
a passagem está aberta rumo à libertação
e demos a vida no meio de tantas mortes,
pois somos partes integrais desta criação.
(texto de Agane Fibra Tello, disponível aqui )
dado como herança a um povo,
em tempo novo e de nascer de novo.
Ah, muito sacrifício, muita luta
e as mudanças são lentas!
Há muitos discursos e discussões
e poucas são as decisões e realizações.
Mas caminhar é preciso
para alcançarmos a tão sonhada paz.
Vamos viver o novo,
vivendo este ensinamento
na alegria de repartir e compartilhar
nesta passagem de tempo em tempo
em que damos novo sentido à Páscoa.
Páscoa, partilha sem medida e sem mágoa
do povo alegre e cheio de esperança;
o Reino de Deus é de quem tem virtude de criança.
Venham todos à mesa da boa vontade,
saiam das trincheiras escuras da inimizade,
a passagem está aberta rumo à libertação
e demos a vida no meio de tantas mortes,
pois somos partes integrais desta criação.
(texto de Agane Fibra Tello, disponível aqui )
segunda-feira, 29 de março de 2010
O valor que temos
Conta-se que o dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:
- Senhor Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Poderia redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda".
Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.
- Nem pensei mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio que o senhor escreveu é que percebi a maravilha que tinha.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
- Senhor Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Poderia redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda".
Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.
- Nem pensei mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio que o senhor escreveu é que percebi a maravilha que tinha.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
sexta-feira, 26 de março de 2010
As Igrejas Cristãs: Igreja Sírian Ortodoxa (CFE 13)
A Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia é uma das Igrejas Orientais e tem suas raízes na comunidade de Antioquia, fundada sobre o alicerce dos apóstolos. “Foi em Antioquia que pela primeira vez os discípulos foram designados com o nome de cristãos” (At 11, 26). A Igreja Sírian Ortodoxa confessa a fé formulada pelo Concílio de Niceia, do ano 325 d.C. Comumente conhecido como “Credo de Niceia”, conserva a verdadeira doutrina sobre Jesus Cristo, apesar das diferenças na interpretação dessa doutrina que surgiram sucessivamente. Está presente no Brasil desde 1950, através dos imigrantes orientais.
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
Rezemos por nossos irmãos ortodoxos, para que se mantenham fiéis às raízes do cristianismo e estejam dispostos ao diálogo com as outras igrejas cristãs, para a proclamação do Evangelho de Jesus Cristo a todos os povos.
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
Rezemos por nossos irmãos ortodoxos, para que se mantenham fiéis às raízes do cristianismo e estejam dispostos ao diálogo com as outras igrejas cristãs, para a proclamação do Evangelho de Jesus Cristo a todos os povos.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Outro modo de produzir e de pensar (CFE 12)
A ideia e a prática dominantes de desenvolvimento estão relacionadas à economia de mercado, de modelo capitalista. No entanto, esse não é o único modelo. No Brasil, a maior parte dos alimentos são cultivados por pequenos produtores, embora eles sejam prejudicados pelo agronegócio. Muitos pequenos produtores já perceberam que não conseguirão lugar entre os grandes e, mudando o rumo, avançam em direção à agroecologia. No mundo urbano, já existem redes de economia solidária, que produzem bens e serviços. Existem também empresas assumidas pelos trabalhadores, sob a forma de cooperativa. Essas iniciativas ligam-se a outras que lutam pelo direito de todos por políticas públicas que garantam direitos e qualidade de vida para todas as pessoas.
O desenvolvimento almejado por esses grupos é diferente do modelo capitalista. Suas frentes de luta tem em comum a recuperação da autonomia local; a participação igualitária de todos; a cooperação; a valorização do trabalho como realização humana; o cuidado com a Terra, considerada mãe e não objeto a ser dominado. O centro de tudo é a vida.
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
O desenvolvimento almejado por esses grupos é diferente do modelo capitalista. Suas frentes de luta tem em comum a recuperação da autonomia local; a participação igualitária de todos; a cooperação; a valorização do trabalho como realização humana; o cuidado com a Terra, considerada mãe e não objeto a ser dominado. O centro de tudo é a vida.
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
quarta-feira, 24 de março de 2010
Realidade difícil de mudar (CFE 11)
Na última década, um bom número de brasileiros saiu do estado definido convencionalmente como “pobreza”. Mas o Brasil confirma hoje a realidade de enorme desigualdade na distribuição de renda e elevados níveis de pobreza. Segundo o Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), em 2007 existiam no Brasil 10,7 milhões de indigentes (ou seja, famintos) e 46,3 milhões de pobres (ou seja, sem acesso às necessidades básicas: alimentação, habitação, vestuário, higiene, saúde, educação, transporte, lazer, entre outras). A população brasileira que vive em estado classificado tecnicamente como “extrema pobreza” continuará a ser indigente. Pessoas nascidas economicamente indigentes correm o risco de assim continuar. Tais pessoas não conseguem, de modo geral, quebrar esse círculo vicioso, a não ser que a sociedade se organize de outro modo, colocando o ser humano acima dos interesses do mercado.
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
terça-feira, 23 de março de 2010
As Igrejas Cristãs: Igreja Presbiteriana (CFE 10)
A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil faz parte da Família Reformada do Protestantismo histórico e é uma das igrejas cristãs presbiterianas. Sua doutrina se baseia nas Escrituras Sagradas. A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil foi fundada em 1978 e tem quatro características que definem sua identidade: as relações ecumênicas, o compromisso social, o pluralismo teológico e a democracia eclesiástica. Por essa razão, seu relacionamento com outras denominações e instituições religiosas é pautado pelo no respeito e na aceitação mútua. As maiores concentrações de suas igrejas estão nos estados do Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, onde fica sua sede nacional.
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
Rezemos por nossos irmãos presbiterianos, para que estejam sempre atentos aos ensinamentos de Cristo e fiéis a seus princípios de compromisso social e relações com as outras igrejas cristãs.
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
Rezemos por nossos irmãos presbiterianos, para que estejam sempre atentos aos ensinamentos de Cristo e fiéis a seus princípios de compromisso social e relações com as outras igrejas cristãs.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Cenoura, ovo ou café?
Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido, um outro surgia. Seu pai, um "chef”, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver. Na primeira, ele colocou cenouras; na segunda colocou ovos; e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma outra tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma terceira tigela. Virando-se para ela, perguntou:
- Querida, o que você está vendo?
- Cenouras, ovos e café - ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso. Ela perguntou humildemente:
- O que isto significa, pai?
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade - água fervendo - mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis. Sua casca fina protegia o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rígido. O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.
- Qual deles é você? - ele perguntou a sua filha. - Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um punhado de pó de café?
(autor desconhecido; adaptado de texto disponível aqui )
- Querida, o que você está vendo?
- Cenouras, ovos e café - ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso. Ela perguntou humildemente:
- O que isto significa, pai?
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade - água fervendo - mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis. Sua casca fina protegia o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rígido. O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.
- Qual deles é você? - ele perguntou a sua filha. - Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um punhado de pó de café?
(autor desconhecido; adaptado de texto disponível aqui )
sexta-feira, 19 de março de 2010
José, o servidor do Senhor
Hoje é o dia que a Igreja reserva à memória de São José, aquele que assumiu a missão de acompanhar e proteger sua esposa, Maria, e o Filho de Deus, Jesus, de quem era pai adotivo. Foi um homem justo e fiel que Deus pôs como guarda de sua casa. “José, o servidor do Senhor” é o padroeiro universal da Igreja, protetor de todas as famílias e modelo dos operários. O papa Bento XVI ressalta o exemplo de São José para todos os que colocam suas vidas a serviço de Deus: “José é sempre atento à voz do Senhor, que guia os acontecimentos da história. Ele está sempre pronto em seguir suas indicações, sempre fiel, generoso e despreendido de si no serviço. Ele é mestre eficaz de oração e de trabalho na vida humilde de Nazaré. Quanto mais progredimos no caminho de consagração de nossa vida a Deus, tanto mais experimentamos a riqueza de frutos espirituais de olhar para São José e invocar o seu auxílio em nosso cotidiano.”
(adaptado de trechos do livreto “Novena de São José”, do Instituto das Filhas de São José)
Que todos nós, olhando para a vida de São José – uma vida humilde, laboriosa, confiante, própria de quem está continuamente na presença de Deus – possamos entender que essa é a vida dos verdadeiros seguidores de Cristo.
(adaptado de trechos do livreto “Novena de São José”, do Instituto das Filhas de São José)
Que todos nós, olhando para a vida de São José – uma vida humilde, laboriosa, confiante, própria de quem está continuamente na presença de Deus – possamos entender que essa é a vida dos verdadeiros seguidores de Cristo.
quinta-feira, 18 de março de 2010
José e o trabalho como expressão de amor
José não se esquecia que tanto ele como os demais membros da Sagrada Família eram pessoas humanas e, portanto, necessitavam do pão de cada dia. Para conseguir esse sustento diário e ter o necessário para as despesas familiares, era imprescindível o trabalho do chefe da família. Maria também colaborava com seus afazeres de dona de casa: usava um pequeno instrumento de tecelagem, preparava e consertava roupas, além dos demais trabalhos domésticos. José se apoiou no ofício que conhecia, o de carpinteiro. Na época, o carpinteiro era o artífice da madeira, do ferro e da pedra. Era o homem mais solicitado para os diversos trabalhos da aldeia, seja firmando as vigas de uma casa, seja fabricando móveis para as residências. Preparava também os ferrolhos (as fechaduras) para as casas da vila; medidas para colocar o azeite; arcas para guardar o pão; silos de pedra ou caixas feitas de barro amassado com palha, para guardar cereais; arados e debulhadoras para o campo; ferramentas de ferro para cortar cevada e trigo; banquinhos e mesas. Com tudo isso, São José fez do trabalho uma verdadeira expressão de amor a Maria e a Jesus.
(texto adaptado de trecho do livro “O operário padrão”, de padre Antonio Carvalho)
Que a exemplo de São José possamos fazer de nosso trabalho, de nossas tarefas diárias, uma expressão de amor às pessoas que convivem conosco.
(texto adaptado de trecho do livro “O operário padrão”, de padre Antonio Carvalho)
Que a exemplo de São José possamos fazer de nosso trabalho, de nossas tarefas diárias, uma expressão de amor às pessoas que convivem conosco.
quarta-feira, 17 de março de 2010
José, o homem do silêncio
O silêncio de São José é permeado de contemplação do mistério de Deus, em atitude de total disponibilidade à vontade divina. Em síntese, o silêncio de São José não manifesta um vazio interior mas, ao contrário, a plenitude da fé que ele traz no coração e que orienta todos os seus pensamentos e todas as suas ações. Um silêncio graças ao qual José, em uníssono como Maria, conserva a Palavra de Deus, conhecida através das Sagradas Escrituras, comparando-a continuamente com os acontecimentos da vida de Jesus; um silêncio impregnado de oração constante, de benção do Senhor, de adoração de sua santa vontade e de confiança sem reservas na sua providência.
(trecho da Exortação Apostólica “Redemptoris Custos” – “O Guarda do Redentor”, do papa João Paulo II, citada pelo papa Bento XVI)
Que o exemplo de São José nos ajude em nossa caminhada, nos momentos em que devemos silenciar e confiar na Providência Divina.
(trecho da Exortação Apostólica “Redemptoris Custos” – “O Guarda do Redentor”, do papa João Paulo II, citada pelo papa Bento XVI)
Que o exemplo de São José nos ajude em nossa caminhada, nos momentos em que devemos silenciar e confiar na Providência Divina.
terça-feira, 16 de março de 2010
José, o guardião da Família de Nazaré
A Sagrada Família de Nazaré é apontada como fundamento exemplar do valor comunitário e nela José é o modelo de servidor e guardião da família. José assumiu em relação a Maria os deveres de esposo e lhe proporcionou amor, sustento, proteção, consolo. Em relação a Jesus, assumiu todos os deveres de um pai: providenciou para ele alimento, segurança, educação humana, cívica e religiosa. Foi José o responsável pelos inúmeros cuidados necessários à humanidade de Jesus, especialmente em sua infância. Com o trabalho de suas mãos, José sempre procurou fornecer o necessário à vida de Jesus e de Maria.
(adaptado de trechos do livro “Como São José foi grande diante de Deus...” e do livreto “Novena de São José”, do Instituto das Filhas de São José)
Peçamos a Deus que, a exemplo da Sagrada Família, nossas famílias possam ser verdadeiros lares para as crianças e jovens, e que São José proteja principalmente aquelas famílias que passam por situações difíceis.
(adaptado de trechos do livro “Como São José foi grande diante de Deus...” e do livreto “Novena de São José”, do Instituto das Filhas de São José)
Peçamos a Deus que, a exemplo da Sagrada Família, nossas famílias possam ser verdadeiros lares para as crianças e jovens, e que São José proteja principalmente aquelas famílias que passam por situações difíceis.
segunda-feira, 15 de março de 2010
As Igrejas Cristãs: Igreja Anglicana (CFE 09)
A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil também faz parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC). É uma igreja que vem desde os tempos dos apóstolos e é herdeira dos primeiros cristãos presentes nas Ilhas Britânicas antes do século III. Em 1534, durante o reinado de Henrique VIII, a Igreja da Inglaterra (Anglicana) se separou da Igreja Católica Romana. A Comunhão Anglicana mantém sua base no Quadrilátero de Lambeth: Escrituras, Sacramentos, Credos e Episcopado Histórico. A base teológica sustenta-se nas Escrituras – Tradição e Razão. A presença anglicana no Brasil iniciou-se em 1810, com a chegada de cidadãos britânicos e depois de japoneses e missionários norte-americanos.
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
Rezemos por nossos irmãos anglicanos, para que sejam sempre fiéis aos ensinamentos do Evangelho de Jesus Cristo e, juntos com os irmãos de outras igrejas cristãs, participem da construção do Reino de Deus.
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
Rezemos por nossos irmãos anglicanos, para que sejam sempre fiéis aos ensinamentos do Evangelho de Jesus Cristo e, juntos com os irmãos de outras igrejas cristãs, participem da construção do Reino de Deus.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Planeta Terra, casa de todos (CFE 08)
O planeta Terra não passa de um grão de areia na imensidão do universo. Mas é um grão de areia habitado, o único planeta conhecido onde a vida viceja exuberante. A mulher e o homem são chamados a habitar essa grande casa, a manter viva a sinfonia da criação, a cuidar, respeitar e conviver com a variedade e pluralidade das formas de vida. O ser humano foi colocado neste planeta como em um jardim do qual deve cuidar. Pela ganância, multidões adoecem e sobrevivem na indigência. A grande melodia do universo vem sendo sistematicamente rompida. Aprofundam-se a cada ano os sinais de devastação. A humanidade, com seu ritmo de devastação, está consumindo mais do que o planeta pode oferecer. Isso significa que demos início a um processo de autodestruição. O desafio agora é refazer a melodia universal. O respeito para com a criação é respeito ao Criador. Cuidar do planeta não é um slogan, mas um dever da nossa fé e um dever para com a vida.
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
quinta-feira, 11 de março de 2010
Economia a serviço da vida ou vidas à disposição da economia? (CFE 07)
Recebemos os bens para a vida e não a vida para a riqueza. Foi o próprio Jesus quem lembrou: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.” (Mt 4, 4). Como seguidores de Jesus Cristo e integrantes da vida social, somos chamados a construir uma justiça econômica maior diante da pobreza e das grandes desigualdades sociais.
Qual deveria ser o princípio fundamental da vida econômica? Para qualquer modelo econômico, o sistema deveria criar reais condições de segurança e oportunidades de desenvolvimento da vida de todas as pessoas, desde os mais pobres e vulneráveis. A sociedade, incluindo os governos, tem a obrigação moral de garantir oportunidades iguais, satisfazer as necessidades básicas das pessoas e buscar a justiça na vida econômica.
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
Qual deveria ser o princípio fundamental da vida econômica? Para qualquer modelo econômico, o sistema deveria criar reais condições de segurança e oportunidades de desenvolvimento da vida de todas as pessoas, desde os mais pobres e vulneráveis. A sociedade, incluindo os governos, tem a obrigação moral de garantir oportunidades iguais, satisfazer as necessidades básicas das pessoas e buscar a justiça na vida econômica.
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
quarta-feira, 10 de março de 2010
Neste novo dia
Neste novo dia, prometa a si mesmo:
Ser tão forte que nada perturbe a paz de sua mente.
Falar de felicidade, saúde e prosperidade a cada pessoa que conhecer.
Fazer sentir aos seus amigos que há algo de valor neles.
Ver o lado brilhante de cada coisa e conseguir otimismo por meio dele.
Pensar somente o melhor, trabalhar somente pelo melhor e esperar somente o melhor.
Ser tão entusiasta pelo êxito dos demais como por seu próprio.
Esquecer os erros do passado e insistir para conseguir grandes realizações no futuro.
Exigir um aspecto atraente em todo o tempo e presentear a cada pessoa conhecida com um sorriso.
Dar tanto a seu melhoramento pessoal que não sobre tempo para criticar os outros.
Ser demasiado grande para preocupar-se, demasiado nobre para irar-se e demasiado feliz para permitir a presença de problemas que perturbem sua fé.
(texto de Cristian D. Larsen, disponível aqui )
Ser tão forte que nada perturbe a paz de sua mente.
Falar de felicidade, saúde e prosperidade a cada pessoa que conhecer.
Fazer sentir aos seus amigos que há algo de valor neles.
Ver o lado brilhante de cada coisa e conseguir otimismo por meio dele.
Pensar somente o melhor, trabalhar somente pelo melhor e esperar somente o melhor.
Ser tão entusiasta pelo êxito dos demais como por seu próprio.
Esquecer os erros do passado e insistir para conseguir grandes realizações no futuro.
Exigir um aspecto atraente em todo o tempo e presentear a cada pessoa conhecida com um sorriso.
Dar tanto a seu melhoramento pessoal que não sobre tempo para criticar os outros.
Ser demasiado grande para preocupar-se, demasiado nobre para irar-se e demasiado feliz para permitir a presença de problemas que perturbem sua fé.
(texto de Cristian D. Larsen, disponível aqui )
terça-feira, 9 de março de 2010
Em busca do bem comum (CFE 06)
Bem comum é o conjunto de condições sociais que permitem e favorecem às pessoas o desenvolvimento integral da personalidade. O papa Pio XII dizia que a riqueza de uma nação não se mede por critérios quantitativos, mas pelo bem-estar de seu povo. O bem comum refere-se à existência dos bens necessários ao desenvolvimento da pessoa e à possibilidade real de todas as pessoas terem acesso a tais bens. Isso requer um empenho social e o desenvolvimento de grupos e das pessoas individualmente, implicando a existência de paz, estabilidade e a segurança de uma ordem justa. O bem comum envolve todos os membros da sociedade, ninguém estando isento de cooperar, participar e desenvolver, de acordo com suas próprias possibilidades.
Para se estender a conciliação entre o bem comum e o bem particular, é indispensável o exercício de duas virtudes: a caridade e a justiça. A primeira ensina a vencer o egoísmo e incute a consciência de sociedade, que une todas as pessoas. A segunda estabelece o reconhecimento e o respeito aos direitos do “outro”, seja este o indivíduo, um grupo social ou a própria sociedade.
E você, em suas atitudes, procura construir o bem comum? Na família, busca o bem de todos os seus familiares? E na escola, preocupa-se com o bem estar de seus colegas?
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
Para se estender a conciliação entre o bem comum e o bem particular, é indispensável o exercício de duas virtudes: a caridade e a justiça. A primeira ensina a vencer o egoísmo e incute a consciência de sociedade, que une todas as pessoas. A segunda estabelece o reconhecimento e o respeito aos direitos do “outro”, seja este o indivíduo, um grupo social ou a própria sociedade.
E você, em suas atitudes, procura construir o bem comum? Na família, busca o bem de todos os seus familiares? E na escola, preocupa-se com o bem estar de seus colegas?
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
segunda-feira, 8 de março de 2010
As Igrejas Cristãs: Igreja Luterana (CFE 05)
Entre as igrejas que compõem o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), está a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Ela tem sua sede em Porto Alegre/RS e tem seu fundamento em Jesus Cristo e na fé apostólica. Na Reforma da Igreja iniciada por Martinho Lutero no século XVI, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana constituiu-se em comunidades separadas da Igreja Romana, afirmando com ênfase que o ser humano é salvo por graça e fé e não por obras meritórias. O luteranismo chegou no Brasil em 1824 com a imigração alemã e, embora tenha permanecido mais concentrado no Sul e no Sudeste do Brasil por mais de um século, hoje há comunidades luteranas espalhadas em todos os estados brasileiros
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
Rezemos por nossos irmãos luteranos, para que mantenham-se fiéis aos ensinamentos de Jesus Cristo e possam juntar-se aos irmãos de outras igrejas cristãs na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
Rezemos por nossos irmãos luteranos, para que mantenham-se fiéis aos ensinamentos de Jesus Cristo e possam juntar-se aos irmãos de outras igrejas cristãs na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Rosto de Deus
Se a estrela perguntasse ao céu: onde posso encontrar o amor, o céu responderia: contemple-se!
Se a flor perguntasse ao jardim: onde posso encontrar o amor, o jardim responderia: contemple-se!
Se a fonte perguntasse ao rio: onde posso encontrar o amor, o rio responderia: contemple-se!
E se, por fim, você perguntasse a Deus: onde posso encontrar o amor, Deus responderia: contemple-se!
Que você tenha sempre a inspiração de se contemplar, para ser a fisionomia do amor brotar dessa contemplação.
Sua contemplação vai mostrar que você é a maneira humana que Deus escolheu para nos revelar o seu rosto.
(texto de José Acácio Santana, disponível aqui )
Se a flor perguntasse ao jardim: onde posso encontrar o amor, o jardim responderia: contemple-se!
Se a fonte perguntasse ao rio: onde posso encontrar o amor, o rio responderia: contemple-se!
E se, por fim, você perguntasse a Deus: onde posso encontrar o amor, Deus responderia: contemple-se!
Que você tenha sempre a inspiração de se contemplar, para ser a fisionomia do amor brotar dessa contemplação.
Sua contemplação vai mostrar que você é a maneira humana que Deus escolheu para nos revelar o seu rosto.
(texto de José Acácio Santana, disponível aqui )
quinta-feira, 4 de março de 2010
Construindo pontes
Certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro. Durante anos percorreram uma estreita e comprida estrada que corria ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutarem um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam-no com prazer, pois se amavam. Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta. Ao abrí-la, notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro em sua mão, que lhe disse:
- Estou procurando por trabalho, talvez você tenha um pequeno serviço aqui e ali. Posso ajudá-lo?
- Sim! - disse o fazendeiro. - Claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É de meu vizinho, na realidade, meu irmão mais novo. Brigamos muito e não mais posso suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você me construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não mais precise vê-lo.
- Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro - Mostre-me onde estão o martelo e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.
Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu. O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra. O fazendeiro retornou e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca! Em seu lugar estava uma ponte que ligava um lado do riacho ao outro. O fazendeiro ficou enfurecido e exclamou:
- Você é muito insolente em construir esta ponte após tudo que lhe contei!!!
No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao erguer seus olhos para a ponte mais uma vez, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com seus braços abertos. Cada um dos irmãos permaneceu imóvel de seu lado do rio, quando, num só impulso, correram um na direção do outro, abraçando-se e chorando no meio da ponte. Emocionados, viram o carpinteiro arrumando suas ferramentas e partindo.
- Espere! - disse o mais velho - Fique conosco mais alguns dias, tenho muitos outros projetos para você.
O carpinteiro então lhe respondeu:
- Adoraria ficar. Mas, tenho muitas outras pontes para construir.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
- Estou procurando por trabalho, talvez você tenha um pequeno serviço aqui e ali. Posso ajudá-lo?
- Sim! - disse o fazendeiro. - Claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É de meu vizinho, na realidade, meu irmão mais novo. Brigamos muito e não mais posso suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você me construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não mais precise vê-lo.
- Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro - Mostre-me onde estão o martelo e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.
Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu. O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra. O fazendeiro retornou e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca! Em seu lugar estava uma ponte que ligava um lado do riacho ao outro. O fazendeiro ficou enfurecido e exclamou:
- Você é muito insolente em construir esta ponte após tudo que lhe contei!!!
No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao erguer seus olhos para a ponte mais uma vez, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com seus braços abertos. Cada um dos irmãos permaneceu imóvel de seu lado do rio, quando, num só impulso, correram um na direção do outro, abraçando-se e chorando no meio da ponte. Emocionados, viram o carpinteiro arrumando suas ferramentas e partindo.
- Espere! - disse o mais velho - Fique conosco mais alguns dias, tenho muitos outros projetos para você.
O carpinteiro então lhe respondeu:
- Adoraria ficar. Mas, tenho muitas outras pontes para construir.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
quarta-feira, 3 de março de 2010
Dormir enquanto os ventos sopram
Alguns anos atrás, um fazendeiro possuía terras ao longo do litoral. Ele constantemente anunciava estar precisando de empregados. A maioria de pessoas estava pouco disposta a trabalhar em fazendas ao longo do litoral. Temiam as horrorosas tempestades que varriam aquela região, fazendo estragos nas construções e nas plantações. Procurando por novos empregados, ele recebeu muitas recusas. Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se aproximou do fazendeiro, oferecendo-se para o trabalho.
- Você é um bom lavrador? - perguntou o fazendeiro.
- Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram. - respondeu o pequeno homem.
Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro estava satisfeito com o trabalho do homem. Então, uma noite, o vento uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou:
- Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas!
O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente:
- Não, senhor. Eu lhe falei: eu posso dormir enquanto os ventos sopram.
Enfurecido pela resposta, o fazendeiro estava tentado a despedí-lo imediatamente. Em vez disso, ele se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado, trataria depois. Mas, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros e todas as portas muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo foi amarrado. Nada poderia ser arrastado. O fazendeiro então entendeu o que seu empregado quis dizer. E retornou para sua cama para também dormir enquanto o vento soprava.
(autor desconhecido; texto da tradição sufi, disponível aqui )
- Você é um bom lavrador? - perguntou o fazendeiro.
- Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram. - respondeu o pequeno homem.
Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro estava satisfeito com o trabalho do homem. Então, uma noite, o vento uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou:
- Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas!
O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente:
- Não, senhor. Eu lhe falei: eu posso dormir enquanto os ventos sopram.
Enfurecido pela resposta, o fazendeiro estava tentado a despedí-lo imediatamente. Em vez disso, ele se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado, trataria depois. Mas, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros e todas as portas muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo foi amarrado. Nada poderia ser arrastado. O fazendeiro então entendeu o que seu empregado quis dizer. E retornou para sua cama para também dormir enquanto o vento soprava.
(autor desconhecido; texto da tradição sufi, disponível aqui )
terça-feira, 2 de março de 2010
As Igrejas Cristãs: Igreja Católica Apostólica Romana (CFE 04)
Entre as igrejas que compõem o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), está a Igreja Católica. Ela é Apostólica, pois foi fundada por Jesus Cristo sobre o alicerce dos apóstolos. Por ter sua sede principal em Roma, onde pregaram o Evangelho e foram martirizados os apóstolos Pedro e Paulo, a Igreja é também designada como Romana. Presente em todo o mundo, a Igreja Católica é governada localmente por bispos, que constituem o colégio episcopal, presidido pelo Papa, bispo de Roma, sucessor do apóstolo Pedro. No Brasil, ela se faz presente desde 1500. Os católicos acolhem e orientam-se pela Palavra de Deus expressa na Bíblia, celebram os Sacramentos como sinais eficazes da Graça de Deus e professam a fé apostólica, conservada e transmitida através dos séculos pela Tradição e pelo Magistério Eclesiástico. Justificados por Cristo, os fiéis constituem a “comunhão dos santos” e, dentre estes, veneram, de modo especial, a Virgem Maria, mãe de Deus que se fez homem, e os santos que, de maneira exemplar e até heroicamente, viveram sua fé e deram testemunho do Senhor Jesus
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
Rezemos para que todos os fiéis católicos possam ir ao encontro de seus irmãos cristãos de outras igrejas, fazendo do que temos em comum motivo de união e perseverança em torno do Reino de Deus anunciado por Jesus Cristo.
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
Rezemos para que todos os fiéis católicos possam ir ao encontro de seus irmãos cristãos de outras igrejas, fazendo do que temos em comum motivo de união e perseverança em torno do Reino de Deus anunciado por Jesus Cristo.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Eumenismo (CFE 03)
O termo ecumenismo vem da palavra grega “oikumene” que significa “casa de todos”. Entre as igrejas cristãs, significa a busca de pontos em comum que possam aproximar as igrejas em torno da vivência do Evangelho de Jesus Cristo e da construção de seu Reino. As divisões contrariam a vontade de Cristo, são um escândalo para o mundo e prejudicam enormemente a pregação do Evangelho. A Igreja Católica aponta que os esforços de aproximação devem ser tanto dos fiéis como dos pastores. Para podermos avançar na unidade com as outras igrejas cristãs precisamos: eliminar do nosso cotidiano palavras, juízos e ações que não correspondem à condição dos outros cristãos; compreender o pensamento de cristãos de outras Igrejas e comunidades eclesiais dando os primeiros passos em direção a eles; reconhecer com satisfação e estima os valores verdadeiramente cristãos, que emanam do patrimônio comum e que se encontram nos irmãos cristãos de outras denominações; não esquecer que tudo o que a graça do Espírito Santo realiza nos irmãos cristãos, pode contribuir também para a nossa edificação. Além disso, destacam-se temas importantes para o exercício do ecumenismo e para a vida cristã: a conversão interior, a união na oração, a oração comum, a prática do diálogo e a formação ecumênica.
(adaptado de apresentação elaborada pela Arquidiocese de São Paulo)
(adaptado de apresentação elaborada pela Arquidiocese de São Paulo)
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
O Leão, o Urso e a Raposa
Um Leão e um Urso capturaram um cervo e disputavam sua posse em feroz luta. Após terem lutado e já muito feridos e fracos devido aos ferimentos, eles caíram no chão completamente exaustos. Uma Raposa, que estava nas redondezas e a tudo observava a uma distância segura, vendo ambos estirados no chão e o cervo abandonado entre eles, correu entre os dois e, agarrando a presa, desapareceu no meio do mato.
O Leão e o Urso vendo aquilo, mas incapazes de impedir, disseram:
- Ai de nós, que nos ferimos um ao outro apenas para garantir o jantar da Raposa!
(texto de Esopo, disponível aqui )
O Leão e o Urso vendo aquilo, mas incapazes de impedir, disseram:
- Ai de nós, que nos ferimos um ao outro apenas para garantir o jantar da Raposa!
(texto de Esopo, disponível aqui )
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
O que é o CONIC? (CFE 02)
O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) é uma associação fraterna de Igrejas que confessam o Senhor Jesus Cristo como Deus e Salvador, segundo as Escrituras e, por isso, procuram cumprir sua vocação comum para a glória de Deus Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, em cujo nome administram o Santo Batismo. Fundado em 1982, em Porto Alegre/RS, o CONIC tem hoje a sua sede em Brasília/DF. Seus objetivos envolvem a promoção das relações ecumênicas entre as Igrejas cristãs e o testemunho conjunto das Igrejas membros na defesa dos direitos humanos como exigência de fidelidade ao Evangelho. Em suas atividades, as Igrejas membros vivenciam concretamente a parceria, o diálogo, a valorização humana mútua, o crescimento da amizade fraterna; aprendem a se conhecer e vão se descobrindo como aliadas. Tudo isso se faz dentro do máximo respeito à identidade de cada Igreja: cada uma contribui para o diálogo sendo exatamente como é. A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, realizada anualmente entre os domingos de Ascensão e Pentecostes é uma de suas promoções importantes. Seis igrejas fazem parte do CONIC: Católica Apostólica Romana; Cristã Reformada; Episcopal Anglicana; Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Ortodoxa Sírian do Brasil; Presbiteriana Unida.
(texto disponível no site do CONIC)
(texto disponível no site do CONIC)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
O burro
No tempo em que não havia automóveis, na cocheira de um famoso palácio real, um burro de carga curtia imensa amargura, em vista das gozações dos companheiros. Um formoso cavalo árabe, ganhador de muitos prêmios, reparando o pêlo maltratado, as cicatrizes do lombo e a cara tristonha do burro, aproximou-se e disse, orgulhoso:
- Triste sina a que recebeste! Não invejas minha posição nas corridas? Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos reis!
- Imagina! - exclamou um potro de origem inglesa - Como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça?
O burro recebia os sarcasmos, resignadamente. Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto:
- Há dez anos, quando me ausentei de pastagem vizinha, vi este miserável sofrendo rudemente nas mãos do bruto amansador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia.
As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei entrou no recinto.
- Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade - informou o monarca ao chefe das cavalariças - um animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança.
- Que tal o cavalo árabe, Majestade? – perguntou o empregado.
- Não, não - falou o soberano - é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.
- Não quer o potro inglês?
- De modo algum. É muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.
- E o húngaro?
- Não, não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.
Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:
- Onde está meu burro de carga?
O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais. O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou enfeitá-lo com as armas resplandecentes de sua Casa e confiou-lhe o filho ainda criança, para longa viagem. E ficou tranqüilo, sabendo que poderia colocar toda a sua confiança naquele animal...
(autor desconhecido;adaptado de texto disponível aqui )
- Triste sina a que recebeste! Não invejas minha posição nas corridas? Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos reis!
- Imagina! - exclamou um potro de origem inglesa - Como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça?
O burro recebia os sarcasmos, resignadamente. Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto:
- Há dez anos, quando me ausentei de pastagem vizinha, vi este miserável sofrendo rudemente nas mãos do bruto amansador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia.
As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei entrou no recinto.
- Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade - informou o monarca ao chefe das cavalariças - um animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança.
- Que tal o cavalo árabe, Majestade? – perguntou o empregado.
- Não, não - falou o soberano - é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.
- Não quer o potro inglês?
- De modo algum. É muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.
- E o húngaro?
- Não, não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.
Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:
- Onde está meu burro de carga?
O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais. O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou enfeitá-lo com as armas resplandecentes de sua Casa e confiou-lhe o filho ainda criança, para longa viagem. E ficou tranqüilo, sabendo que poderia colocar toda a sua confiança naquele animal...
(autor desconhecido;adaptado de texto disponível aqui )
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Lição de fé
Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o pico mais alto de sua região. Mas queria a glória somente para ele e resolveu escalar sozinho, sem nenhum companheiro. Começou a subir a montanha e foi ficando cada vez mais tarde. Como ele não havia se preparado para acampar, resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo. Escureceu e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha. Não era possível enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens. Subindo por uma “parede" a apenas 100m do topo, ele escorregou e caiu. Caía a uma velocidade vertiginosa e somente conseguia ver manchas que passavam cada vez mais rápidas na escuridão. Sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade. Nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que já havia vivido em sua vida. De repente, ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade. Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura. Ficou pendurado, suspendo na completa escuridão. Naqueles momentos de silêncio, não havia nada a fazer a não ser gritar:
- Ó meu Deus, me ajude!
De repente uma voz grave e profunda vinda dos céus, respondeu: - O que você quer de mim, meu filho?
- Me salve meu Deus, por favor!!!
- Você realmente acredita que Eu possa te salvar?
- Eu tenho certeza, meu Deus.
- Então, corte a corda que te mantém pendurado.
Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda à corda e refletiu que se fizesse isso morreria... O grupo de resgate conta que encontrou um alpinista congelado, morto, agarrado com força com as duas mãos a uma corda... a somente meio metro do chão.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
- Ó meu Deus, me ajude!
De repente uma voz grave e profunda vinda dos céus, respondeu: - O que você quer de mim, meu filho?
- Me salve meu Deus, por favor!!!
- Você realmente acredita que Eu possa te salvar?
- Eu tenho certeza, meu Deus.
- Então, corte a corda que te mantém pendurado.
Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda à corda e refletiu que se fizesse isso morreria... O grupo de resgate conta que encontrou um alpinista congelado, morto, agarrado com força com as duas mãos a uma corda... a somente meio metro do chão.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 (CFE 01)
Neste ano, a Campanha da Fraternidade será realizada de forma ecumênica, reunindo as Igrejas que fazem parte do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Terá como tema “Economia e Vida” e como lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24). O principal objetivo é “colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura e da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum, em vista de uma sociedade sem exclusão”. É necessário conclamar a todos e a todas para construir uma nova sociedade, educar essa mesma sociedade afirmando que um novo modelo econômico é possível, e denunciar as distorções da realidade econômica existente, para que a economia esteja a serviço da vida.
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Quaresma
Desde o início do Cristianismo, a Quaresma marca para os cristãos um tempo de graça, oração, penitência e jejum, com o objetivo de chegar à conversão. A Quaresma nos oferece esse “tempo favorável” para deixar o pecado e voltar para Deus. E para isso fazemos penitência. O objetivo da penitência não é nos fazer sofrer ou nos privar de algo que nos agrada, mas ser um meio de purificação de nossa alma. Sabemos o que devemos fazer e como viver para agradar a Deus, mas somos fracos; a penitência é feita para nos dar forças espirituais na luta contra o pecado.
Além do Sacramento da Penitência, a Igreja nos oferece outras penitências que nos ajudam a buscar a santidade, sobretudo, as que Jesus recomendou no Sermão da Montanha: “o jejum, a caridade e a oração”. Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma, a Igreja quer nos ensinar como vencer as tentações de hoje. Vencemos o pecado praticando a virtude oposta a ele. Assim, para vencer o orgulho, devemos viver a humildade; para vencer a ganância devemos ser caridosos; para vencer a impureza, praticar a castidade; para vencer a gula, jejuar; para vencer a ira, aprender a perdoar; para vencer a inveja, ser bom; para vencer a preguiça, levantar-se e ajudar os outros. Essas são boas penitências para a Quaresma.
Então, cada um deve fazer na Quaresma um “programa” espiritual, procurando em sua vida cotidiana formas de fortalecer o espírito para que ele não fique sufocado e esmagado pelo corpo e pela matéria. A penitência não é um fim em si mesmo; é um meio de purificação e santificação; por isso deve ser feita com alegria.
(adaptado de texto de Felipe Aquino, disponível aqui )
Além do Sacramento da Penitência, a Igreja nos oferece outras penitências que nos ajudam a buscar a santidade, sobretudo, as que Jesus recomendou no Sermão da Montanha: “o jejum, a caridade e a oração”. Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma, a Igreja quer nos ensinar como vencer as tentações de hoje. Vencemos o pecado praticando a virtude oposta a ele. Assim, para vencer o orgulho, devemos viver a humildade; para vencer a ganância devemos ser caridosos; para vencer a impureza, praticar a castidade; para vencer a gula, jejuar; para vencer a ira, aprender a perdoar; para vencer a inveja, ser bom; para vencer a preguiça, levantar-se e ajudar os outros. Essas são boas penitências para a Quaresma.
Então, cada um deve fazer na Quaresma um “programa” espiritual, procurando em sua vida cotidiana formas de fortalecer o espírito para que ele não fique sufocado e esmagado pelo corpo e pela matéria. A penitência não é um fim em si mesmo; é um meio de purificação e santificação; por isso deve ser feita com alegria.
(adaptado de texto de Felipe Aquino, disponível aqui )
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Quarta-feira de Cinzas
Com a cerimônia de imposição das cinzas se inicia um período muito importante para todo cristão que quer se preparar para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus. Este tempo se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: "Convertei-vos". Este imperativo é proposto aos fiéis no rito da imposição das cinzas com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás", e nos convida a refletirmos sobre a fragilidade da vida humana, sujeita à morte, e a necessidade da conversão, de voltar-se para Deus.
Na Igreja primitiva, os cristãos jejuavam por quarenta dias para imitar o jejum de Cristo no deserto. Os penitentes eram salpicados de cinzas, vestidos com uma roupa especial e obrigados a manter-se afastados. Quando essas práticas caíram em desuso, o início da Quaresma passou a ser simbolizado pela imposição de cinzas: o cristão recebe uma cruz na fronte, com as cinzas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.
(adaptado de texto produzido pela Agência Católica de Informação - ACI Digital, disponível aqui )
Na Igreja primitiva, os cristãos jejuavam por quarenta dias para imitar o jejum de Cristo no deserto. Os penitentes eram salpicados de cinzas, vestidos com uma roupa especial e obrigados a manter-se afastados. Quando essas práticas caíram em desuso, o início da Quaresma passou a ser simbolizado pela imposição de cinzas: o cristão recebe uma cruz na fronte, com as cinzas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.
(adaptado de texto produzido pela Agência Católica de Informação - ACI Digital, disponível aqui )
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Asas para voar
Uma águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões. “Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?”, pensou ela.
O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. “E, se justamente agora, isto não funcionar?”, ela pensou. Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final: o empurrão. A águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia. O empurrão era o melhor presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor. Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram!
Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel de águia. São elas que nos empurram para o abismo. E quem sabe não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. “E, se justamente agora, isto não funcionar?”, ela pensou. Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final: o empurrão. A águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia. O empurrão era o melhor presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor. Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram!
Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel de águia. São elas que nos empurram para o abismo. E quem sabe não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Entendimento
Tales de Mileto, filósofo grego, o mais antigo dos Sete Sábios da Grécia (640 a 550 d.C.), durante parte de sua vida foi um bom comerciante. Após enriquecer, retirou-se dos negócios e pôde dedicar-se aos estudos, adquirindo muitos conhecimentos através de viagens. Aprendeu Geometria com sacerdotes egípcios, previu o primeiro eclipse solar no ano de 500 a.C. e determinou a duração do ano. Ainda em vida, foi considerado o pai da Astronomia, da Geometria e da Aritmética. Em certa ocasião, foi inquirido sobre 9 questões. Ei-las, seguidas da respostas de Tales:
1. QUAL A COISA MAIS VELHA DE TODAS AS COISAS? Deus, porque Ele sempre existiu.
2. QUAL A MAIS BELA DE TODAS AS COISAS? O Universo, porque é trabalho de Deus.
3. QUAL A MAIOR DE TODAS COISAS? O Espaço, porque ele contém o que foi criado.
4. QUAL A MAIS CONSTANTE DE TODAS AS COISAS? A Esperança, porque ela permanece nos homens mesmo depois de terem perdido tudo.
5. QUAL É A MELHOR DE TODAS AS COISAS? A Liberdade, porque sem ela não há nada de bom.
6. QUAL É A MAIS RÁPIDA DE TODAS AS COISAS? O Pensamento, porque em um segundo pode voar para o extremo do Universo.
7. QUAL É A MAIS FORTE DE TODAS AS COISAS? A Necessidade, porque ela faz os homens enfrentarem os perigos da vida.
8. QUAL É A MAIS FÁCIL DE TODAS AS COISAS? Dar conselhos.
9. QUAL A MAIS DIFÍCIL DE TODAS AS COISAS? Conhecer a si mesmo.
(autor desconhecido; disponível aqui )
1. QUAL A COISA MAIS VELHA DE TODAS AS COISAS? Deus, porque Ele sempre existiu.
2. QUAL A MAIS BELA DE TODAS AS COISAS? O Universo, porque é trabalho de Deus.
3. QUAL A MAIOR DE TODAS COISAS? O Espaço, porque ele contém o que foi criado.
4. QUAL A MAIS CONSTANTE DE TODAS AS COISAS? A Esperança, porque ela permanece nos homens mesmo depois de terem perdido tudo.
5. QUAL É A MELHOR DE TODAS AS COISAS? A Liberdade, porque sem ela não há nada de bom.
6. QUAL É A MAIS RÁPIDA DE TODAS AS COISAS? O Pensamento, porque em um segundo pode voar para o extremo do Universo.
7. QUAL É A MAIS FORTE DE TODAS AS COISAS? A Necessidade, porque ela faz os homens enfrentarem os perigos da vida.
8. QUAL É A MAIS FÁCIL DE TODAS AS COISAS? Dar conselhos.
9. QUAL A MAIS DIFÍCIL DE TODAS AS COISAS? Conhecer a si mesmo.
(autor desconhecido; disponível aqui )
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
A oração do alfabeto
Tarde da noite, um pobre lavrador viu-se sem o livro de orações, no caminho de volta do mercado. A roda da carroça tinha se soltado justo no meio da floresta e ele estava aflito porque o dia ia se acabar sem que tivesse feito suas orações. Por isso, fez esta oração: “Senhor, fiz uma coisa muito imprudente. Esta manhã, saí de casa sem meu livro de orações e não consigo dizer uma única oração sem ele. Por isso, recitarei cinco vezes o alfabeto, bem devagar e o Senhor, que conhece todas as orações, poderá juntar as letras para formar as orações que não consigo lembrar”. E o Senhor disse aos seus anjos: “De todas as orações que ouvi hoje, essa foi, sem dúvida, a melhor, porque veio de um coração simples e sincero”.
(texto de padre Anthony de Mello, sj; colaboração da Equipe de Pastoral da ENAU)
(texto de padre Anthony de Mello, sj; colaboração da Equipe de Pastoral da ENAU)
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A formiga e a pomba
Uma formiga foi à margem do rio para beber água e, sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar. Uma pomba que estava numa árvore sobre a água, arrancou uma folha e a deixou cair na correnteza. A formiga subiu na folha e flutuou em segurança até a margem. Pouco tempo depois, um caçador de pássaros, veio por baixo da árvore e se preparava para colocar varas com visgo perto da pomba que repousava nos galhos. A formiga, percebendo a intenção do homem, deu-lhe uma ferroada no pé. Ele repentinamente deixou cair sua armadilha e isso deu chance para que a pomba voasse para longe.
O grato de coração sempre encontrará oportunidades para mostrar sua gratidão.
(adaptado das fábulas de Esopo; texto disponível aqui )
O grato de coração sempre encontrará oportunidades para mostrar sua gratidão.
(adaptado das fábulas de Esopo; texto disponível aqui )
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O frio que vem de dentro
Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Cada um deveria colocar sua lenha na fogueira, a única maneira de sobreviverem. O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então, raciocinou consigo mesmo: “Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro”. E guardou-a, protegendo-a dos olhares dos demais. O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro, pensou: “eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso, nem pensar!” O terceiro homem era negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina. Seu pensamento era muito prático: “é bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem”. E guardou sua lenha com cuidado. O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Este pensou: “esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha.” O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil. O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido: “Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos gravetos”. Com esses pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira finalmente apagou. Quando os homens do socorro chegaram à caverna, encontraram seis cadáveres congelados, cada um segurando seu feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse: “o frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro”.
(autor desconhecido; colaboração da Equipe de Pastoral da ENAU)
(autor desconhecido; colaboração da Equipe de Pastoral da ENAU)
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Correndo juntos
Há alguns anos, nas Olimpíadas Especiais de Seattle, nos Estados Unidos, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para o início da corrida dos 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram, com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Todos correram muito, com exceção de um garoto que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então eles viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: "Pronto, agora vai sarar". E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Que no dia de hoje...
Que no dia de hoje, o trabalho gere fraternidade, a humildade serene o orgulho, as prepotências e agressões. O perdão apague as mágoas, os ressentimentos e cicatrizes. A paz envolva os corações em conflito. A riqueza espiritual seja maior que a pobreza material. A caridade aqueça o coração dos que não crêem e dos indiferentes. E a esperança ilumine nosso existir.
(texto retirado da Agenda da Felicidade, de padre Roque Schneider, SJ, Edições Loyola; colaboração da Equipe de Pastoral da ENAU)
(texto retirado da Agenda da Felicidade, de padre Roque Schneider, SJ, Edições Loyola; colaboração da Equipe de Pastoral da ENAU)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
A enchente
Em um ano de muitas tempestades, o nível do rio de uma pequena cidade subiu tanto que a água chegou a cobrir diversas casas. Nesse cenário, os bombeiros iam, de lancha, retirando pessoas das casas alagadas. Um rapaz estava em cima do telhado de uma das casas, observando a água subir cada vez mais. Ao ver a situação em que ele se encontrava, os bombeiros se aproximaram com a lancha e pediram-lhe que saltasse:
- Venha, rapaz, entre na lancha! A sua casa em breve vai ser levada pela correnteza! Venha logo! E o rapaz, que estava ajoelhado, orando, disse:
- Não, eu não vou. O Senhor vai me salvar... estou orando para isso!
Como havia muitas pessoas em perigo, os bombeiros foram resgatar outras vítimas. Então, um helicóptero, também do corpo de bombeiros, avistou o mesmo rapaz orando no telhado. Vendo que ele corria perigo, a equipe de resgate jogou a escada para que ele subisse e se livrasse do perigo. Mas, mais uma vez, o rapaz gritou:
- Não, eu não vou. O Senhor já vai me salvar...
Diante dessa resposta, esses bombeiros também foram resgatar outras vítimas, já que o rapaz continuava resistindo à ajuda. De repente, a enxurrada levou a casa e, junto, o rapaz que se encontrava no telhado; ele morreu. No céu, percebendo que estava morto, o rapaz pediu para falar com Deus. Levado à presença do Senhor, o rapaz perguntou-lhe, irritado:
- Senhor, me disseste que se eu tivesse uma fé do tamanho de um grão de mostarda eu poderia mover uma montanha... Minha fé era muito maior do que isso, Senhor, e me deixaste morrer! Mentiste para mim, Senhor!
E Deus lhe respondeu:
- Meu filho, eu é que estou aborrecido com você. Como é que pode?! Eu fiz a minha parte: mandei uma lancha, mandei até um helicóptero, mas você não fez a sua parte! Deveria ter aceitado a ajuda de um dos dois! Afinal, você queria o quê? Que eu tivesse descido lá pessoalmente para te salvar?
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
- Venha, rapaz, entre na lancha! A sua casa em breve vai ser levada pela correnteza! Venha logo! E o rapaz, que estava ajoelhado, orando, disse:
- Não, eu não vou. O Senhor vai me salvar... estou orando para isso!
Como havia muitas pessoas em perigo, os bombeiros foram resgatar outras vítimas. Então, um helicóptero, também do corpo de bombeiros, avistou o mesmo rapaz orando no telhado. Vendo que ele corria perigo, a equipe de resgate jogou a escada para que ele subisse e se livrasse do perigo. Mas, mais uma vez, o rapaz gritou:
- Não, eu não vou. O Senhor já vai me salvar...
Diante dessa resposta, esses bombeiros também foram resgatar outras vítimas, já que o rapaz continuava resistindo à ajuda. De repente, a enxurrada levou a casa e, junto, o rapaz que se encontrava no telhado; ele morreu. No céu, percebendo que estava morto, o rapaz pediu para falar com Deus. Levado à presença do Senhor, o rapaz perguntou-lhe, irritado:
- Senhor, me disseste que se eu tivesse uma fé do tamanho de um grão de mostarda eu poderia mover uma montanha... Minha fé era muito maior do que isso, Senhor, e me deixaste morrer! Mentiste para mim, Senhor!
E Deus lhe respondeu:
- Meu filho, eu é que estou aborrecido com você. Como é que pode?! Eu fiz a minha parte: mandei uma lancha, mandei até um helicóptero, mas você não fez a sua parte! Deveria ter aceitado a ajuda de um dos dois! Afinal, você queria o quê? Que eu tivesse descido lá pessoalmente para te salvar?
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O cão de caça e a lebre
Um cão de caça espantou uma lebre para fora de sua toca, mas depois de longa perseguição ele parou a caçada. Uma cabra, vendo-o parar, ridicularizou-o dizendo: “Aquele pequeno animal é melhor corredor que você”. O cão de caça respondeu: “Você não vê a diferença entre nós: eu estava correndo por um jantar, mas ela para salvar a vida”.
O motivo pelo qual realizamos uma tarefa é que vai determinar sua qualidade final.
(texto adaptado das fábulas de Esopo; colaboração da Equipe de Pastoral da Escola Nerina Adelfo Ugliengo – ENAU, de Ribeirão Pires/SP, que também faz parte do Instituto das Filhas de São José )
O motivo pelo qual realizamos uma tarefa é que vai determinar sua qualidade final.
(texto adaptado das fábulas de Esopo; colaboração da Equipe de Pastoral da Escola Nerina Adelfo Ugliengo – ENAU, de Ribeirão Pires/SP, que também faz parte do Instituto das Filhas de São José )
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Dá-nos a paz que se dá!
Quando te pedimos paz, devolve-nos o pedido, que é fácil pedir sem dar...
Ensina-nos a passar da tolerância ao amor; de sermos notas dispersas a sermos uma canção.
Quando entregamos as armas, ajuda-nos a entregar também, abertas, as almas, que a paz apenas sem guerra é pouca paz para nós.
Necessitamos da terra com casa, trabalho e pão, contigo no coração, com todos os povos, juntos, forjando o novo amanhã.
Dá-nos a paz que se faz!
Dá-nos a paz que se dá!
(texto de dom Pedro Casaldáliga, bispo católico, disponível aqui )
Ensina-nos a passar da tolerância ao amor; de sermos notas dispersas a sermos uma canção.
Quando entregamos as armas, ajuda-nos a entregar também, abertas, as almas, que a paz apenas sem guerra é pouca paz para nós.
Necessitamos da terra com casa, trabalho e pão, contigo no coração, com todos os povos, juntos, forjando o novo amanhã.
Dá-nos a paz que se faz!
Dá-nos a paz que se dá!
(texto de dom Pedro Casaldáliga, bispo católico, disponível aqui )
Recomeçar (2)
Hoje recomeçamos nossos momentos diários de reflexão. Todo dia, no início do período, vamos reservar um tempinho para pensar, refletir, rezar, pedir, agradecer. Sempre haverá um pequeno texto, especialmente selecionado para ajudar sua reflexão. Aproveite esse momento de contato com Deus. Você vai perceber que seu dia ficará mais alegre, mais cheio de paz.
(Serviço de Ação Pastoral)
(Serviço de Ação Pastoral)
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Recomeçar
Quando chega um novo ano, criamos expectativas, esperanças e sonhos. Planejamos mil mudanças.
Imaginamos situações diferentes das que vivemos anteriormente e não gostamos. Sonhamos com tudo aquilo que ainda não conseguimos realizar.
No entanto, quando chega o final do ano e percebemos que tudo aquilo que idealizamos não se concretizou, ficamos frustrados. Então, ficamos esperando que a virada de mais um ano traga as tão sonhadas mudanças.
Não percebemos que, para termos uma vida nova, não precisamos da chegada de mais um ano. As mudanças podem ocorrer a qualquer momento, pois não é o ano que faz as mudanças acontecerem, mas sim o nosso olhar e a nossa atitude perante a vida.
Desejamos a você um ano com muitas mudanças. Para que você sinta não apenas a chegada de um novo ano, mas sim de uma vida nova.
Desejamos que seu coração se encha de coragem para enfrentar a vida. Que você consiga aceitar que nem sempre as mudanças são ruins.
Desejamos que você consiga vencer seus medos, angústias e ansiedades e, possa entender que cada dia é uma nova conquista, é uma nova vitória.
Cada dia é nova oportunidade de recomeçar. Aproveite!
(texto utilizado na Celebração de Acolhida dos alunos; adaptado de texto disponível aqui )
Imaginamos situações diferentes das que vivemos anteriormente e não gostamos. Sonhamos com tudo aquilo que ainda não conseguimos realizar.
No entanto, quando chega o final do ano e percebemos que tudo aquilo que idealizamos não se concretizou, ficamos frustrados. Então, ficamos esperando que a virada de mais um ano traga as tão sonhadas mudanças.
Não percebemos que, para termos uma vida nova, não precisamos da chegada de mais um ano. As mudanças podem ocorrer a qualquer momento, pois não é o ano que faz as mudanças acontecerem, mas sim o nosso olhar e a nossa atitude perante a vida.
Desejamos a você um ano com muitas mudanças. Para que você sinta não apenas a chegada de um novo ano, mas sim de uma vida nova.
Desejamos que seu coração se encha de coragem para enfrentar a vida. Que você consiga aceitar que nem sempre as mudanças são ruins.
Desejamos que você consiga vencer seus medos, angústias e ansiedades e, possa entender que cada dia é uma nova conquista, é uma nova vitória.
Cada dia é nova oportunidade de recomeçar. Aproveite!
(texto utilizado na Celebração de Acolhida dos alunos; adaptado de texto disponível aqui )
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Volta às aulas
Estamos de volta!!
Depois de um tempo de descanso, estamos de volta às aulas. É hora de reencontrar os amigos, contar e ouvir histórias das férias. Também é momento de conhecer gente nova: novos colegas, novos professores.
Se muitas coisas estão do mesmo jeito, muitas outras podem ser diferentes. Você pode fazer tudo que fez no ano passado, mas pode fazer de um jeito diferente!
Por isso, aproveite o momento e reflita sobre tudo o que fez (ou deixou de fazer) no ano passado. Pense no que pode fazer melhor, no que não fez e pode fazer, e no que não foi bom e que você pode evitar.
É tempo de recomeçar! Aproveite.
Depois de um tempo de descanso, estamos de volta às aulas. É hora de reencontrar os amigos, contar e ouvir histórias das férias. Também é momento de conhecer gente nova: novos colegas, novos professores.
Se muitas coisas estão do mesmo jeito, muitas outras podem ser diferentes. Você pode fazer tudo que fez no ano passado, mas pode fazer de um jeito diferente!
Por isso, aproveite o momento e reflita sobre tudo o que fez (ou deixou de fazer) no ano passado. Pense no que pode fazer melhor, no que não fez e pode fazer, e no que não foi bom e que você pode evitar.
É tempo de recomeçar! Aproveite.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Férias!!
Chegaram as tão aguardadas férias! Alguns já podem aproveitá-las desde já. Outros precisarão de um pouquinho mais de estudo e esforço. Mas, de qualquer maneira, estamos nos aproximando do Natal e do final de mais um ano. Aproveite esse período para descansar, brincar, viajar, curtir a família e os amigos. Mas não deixe de pensar no ano que você viveu, nas coisas boas e não tão boas que você passou. As coisas boas você pode fazer de novo, no próximo ano. Com as coisas não tão boas, você pode aprender como não passar mais por elas.
O Nascimento de Jesus significa exatamente isso: uma nova possibilidade, um novo nascimento. Deus quer se fazer presente em nossas vidas, mas depende de nossa acolhida.
Você quer que Jesus esteja presente em sua vida, que ajude você a ser mais feliz em 2010?
O que você pode fazer?
Boas férias para todos nós!!
O Nascimento de Jesus significa exatamente isso: uma nova possibilidade, um novo nascimento. Deus quer se fazer presente em nossas vidas, mas depende de nossa acolhida.
Você quer que Jesus esteja presente em sua vida, que ajude você a ser mais feliz em 2010?
O que você pode fazer?
Boas férias para todos nós!!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Advento: Deus se faz presente em nossas vidas (Advento 04)
Com o nascimento de Jesus, Deus se fez homem e se fez presente definitivamente na vida humana. Deus caminha conosco! Mas a presença de Deus em nossa realidade depende de cada um de nós. Devemos ser “sal da terra” e “luz do mundo”. Muitas vezes ficamos adormecidos, achando que a vinda de Deus se dará por uma força mágica e nos esquecemos que precisamos ser sinal da presença de Deus para nossos irmãos.
Oração – Senhor, desperta-nos do nosso sono e ajuda-nos para que a nossa presença na sociedade seja um sinal de que vens ao nosso encontro. Sabemos que isso só se torna possível quando a justiça, a liberdade e a paz são marcas de nossa relação com nossos irmãos. Faze-nos, cada vez mais, sinais de tua presença para os outros. Amém!
(adaptado do texto ”A Coroa do Advento”, disponível aqui )
Oração – Senhor, desperta-nos do nosso sono e ajuda-nos para que a nossa presença na sociedade seja um sinal de que vens ao nosso encontro. Sabemos que isso só se torna possível quando a justiça, a liberdade e a paz são marcas de nossa relação com nossos irmãos. Faze-nos, cada vez mais, sinais de tua presença para os outros. Amém!
(adaptado do texto ”A Coroa do Advento”, disponível aqui )
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Advento: tempo de esperança (Advento 03)
Todos nós temos sonhos. Queremos ser felizes, estar com nossos amigos, com nossa família. Queremos viver em paz, num mundo sem violência, em que todas as pessoas possam ser felizes também. Muitas vezes, algumas situações atrapalham esses sonhos e parece que nada vai dar certo. O tempo do Advento é um tempo de alimentarmos nossa esperança, de reavivarmos nossos sonhos. A vinda de Jesus é o cumprimento da promessa de Deus de que teremos lugar em seu Reino de justiça, amor e paz.
Pense num sonho que você tem, em algo que você gostaria muito que se realizasse. Peça a Jesus que dê a você ânimo e coragem para realizar o seu sonho.
Oração – Deus nosso Pai, o caminho do Advento que percorremos encheu-se hoje de sonhos e de projetos belos, desses que nos dão ânimo para avançar, mesmo quando estamos cansados. No teu Reino haverá justiça e paz. Senhor, que possamos ver que esses sonhos se aproximam da nossa realidade. Que os valores do teu Reino iluminem as nossas vidas. Amém!
(adaptado do texto ”A Coroa do Advento”, disponível aqui )
Pense num sonho que você tem, em algo que você gostaria muito que se realizasse. Peça a Jesus que dê a você ânimo e coragem para realizar o seu sonho.
Oração – Deus nosso Pai, o caminho do Advento que percorremos encheu-se hoje de sonhos e de projetos belos, desses que nos dão ânimo para avançar, mesmo quando estamos cansados. No teu Reino haverá justiça e paz. Senhor, que possamos ver que esses sonhos se aproximam da nossa realidade. Que os valores do teu Reino iluminem as nossas vidas. Amém!
(adaptado do texto ”A Coroa do Advento”, disponível aqui )
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Advento: ir ao encontro com alegria (Advento 02)
Com a proximidade do Natal, a festa do nascimento de Jesus, precisamos nos preparar para a chegada do Cristo, o Salvador. Essa preparação não deve ser somente a decoração de nossas casas, a compra de presentes e a preparação da festa. Deve ser, acima de tudo, uma preparação interior de cada um. Não podemos ficar somente esperando a chegada de Jesus. Temos que ir ao seu encontro. Mas, como posso ir ao encontro do Menino Jesus neste Natal?
Pense em algo que você possa fazer em relação à sua família e assuma esse compromisso.
Oração – Deus nosso Pai, ao começar este Advento, queremos pedir a Tua luz para iluminar a nossa esperança. Queremos permanecer despertos e com coração aberto para perceber os sinais da Tua presença entre nós. Que não deixemos de ver nada que nos fala de Ti. Que não percamos nunca a sensibilidade para estar em sintonia contigo, onde quer que estejas. Queremos ir ao encontro dos outros com alegria. Amém!
(adaptado do texto ”A Coroa do Advento”, disponível aqui )
Pense em algo que você possa fazer em relação à sua família e assuma esse compromisso.
Oração – Deus nosso Pai, ao começar este Advento, queremos pedir a Tua luz para iluminar a nossa esperança. Queremos permanecer despertos e com coração aberto para perceber os sinais da Tua presença entre nós. Que não deixemos de ver nada que nos fala de Ti. Que não percamos nunca a sensibilidade para estar em sintonia contigo, onde quer que estejas. Queremos ir ao encontro dos outros com alegria. Amém!
(adaptado do texto ”A Coroa do Advento”, disponível aqui )
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Hoje ainda é Advento
O Advento é o tempo litúrgico que antecede o Natal. São quatro semanas nas quais somos convidados a esperar Jesus que vem, um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor. Até um tempo atrás, se associava o advento com o tempo da quaresma, tempo de jejum e penitência. Mas na verdade, o advento é um tempo de alegre esperança da chegada do Senhor. Jesus vem e isso é motivo de muita alegria. Na verdade, Jesus já veio e virá uma segunda vez. Esse é o ensinamento da Igreja. Mas nosso encontro com Jesus acontece todos os dias, na pessoa dos nossos irmãos e irmãs, de um modo especial os mais sofredores. Nosso encontro definitivo com Jesus se dará quando morrermos e participarmos com ele de sua glória. Por isso, como cristãos, somos convidados a viver num constante advento, antecipando esse encontro definitivo.
(adaptado de texto disponível aqui )
(adaptado de texto disponível aqui )
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Gracias a la vida (Dou graças à vida)
Dou graças à vida que tem me dado tanto
Me deu dois luzeiros, que quando os abro
Perfeitamente distingo o preto do branco
E no alto do céu seu fundo estrelado
Nas multidões o homem que eu amo.
Dou graças à vida que tem me dado tanto
Me deu o ouvido, que em toda sua amplidão
Grava noite e dia grilos e canários
Martelos, turbinas, latidos, chuvadas
E a voz tão terna do meu bem-amado.
Dou graças à vida que tem me dado tanto
Me deu o som e o abecedário
Com ele as palavras, que penso e declaro
Pai, amigo, irmão e luz iluminando
A rota da alma do que estou amando.
Dou graças à vida que tem me dado tanto
Me deu a marcha dos meus pés cansados
Com eles andei cidades e charcos
Praias e desertos, montanha e plano
E a casa tua, tua rua e teu pátio.
Dou graças à vida que tem me dado tanto
Me deu o coração, que agita seu ritmo
Quando vejo o fruto do cérebro humano
Quando vejo o bom tão longe do mau
Quando vejo a profundeza de teus olhos claros.
Dou graças à vida que tem me dado tanto
Me deu o sorriso e também o pranto
Assim eu distingo, dita de quebranto
Os dois materiais que formam meu canto
E o canto de vocês que é o mesmo canto
E o canto de todos que é meu próprio canto.
(letra de música de Violeta Parra, compositora chilena, traduzida por Márcia Viegas; tradução disponível aqui e letra original aqui )
Me deu dois luzeiros, que quando os abro
Perfeitamente distingo o preto do branco
E no alto do céu seu fundo estrelado
Nas multidões o homem que eu amo.
Dou graças à vida que tem me dado tanto
Me deu o ouvido, que em toda sua amplidão
Grava noite e dia grilos e canários
Martelos, turbinas, latidos, chuvadas
E a voz tão terna do meu bem-amado.
Dou graças à vida que tem me dado tanto
Me deu o som e o abecedário
Com ele as palavras, que penso e declaro
Pai, amigo, irmão e luz iluminando
A rota da alma do que estou amando.
Dou graças à vida que tem me dado tanto
Me deu a marcha dos meus pés cansados
Com eles andei cidades e charcos
Praias e desertos, montanha e plano
E a casa tua, tua rua e teu pátio.
Dou graças à vida que tem me dado tanto
Me deu o coração, que agita seu ritmo
Quando vejo o fruto do cérebro humano
Quando vejo o bom tão longe do mau
Quando vejo a profundeza de teus olhos claros.
Dou graças à vida que tem me dado tanto
Me deu o sorriso e também o pranto
Assim eu distingo, dita de quebranto
Os dois materiais que formam meu canto
E o canto de vocês que é o mesmo canto
E o canto de todos que é meu próprio canto.
(letra de música de Violeta Parra, compositora chilena, traduzida por Márcia Viegas; tradução disponível aqui e letra original aqui )
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Dia de Ação de Graças
Você sabe como começou a história do Dia de Ação de Graças? Em geral, pensamos que o Dia de Ação de Graças é um feriado exclusivamente dos Estados Unidos, mas na verdade existe uma grande tradição de celebrações na época da colheita. Gregos, romanos, chineses, judeus, egípcios e outros povos já celebravam o sucesso das colheitas com festas e banquetes, agradecendo aos deuses.
O Dia de Ação de Graças atual tem suas principais origens na história dos Estados Unidos. Em 1609, um grupo de puritanos que estava fugindo da perseguição religiosa na Inglaterra foi viver na Holanda e, em seguida, na América. Em setembro de 1620, um grupo de 110 puritanos, chamados de peregrinos, chegou ao Novo Mundo e se acomodou na cidade de Plymouth, hoje Massachusetts. O primeiro inverno dos peregrinos foi tão intenso que menos de cinqüenta pessoas conseguiram sobreviver. Em de março de 1621, dois índios abnakis – Samoset e Squanto – chegaram ao povoado e ajudaram os peregrinos a sobreviver: ensinaram como extrair seiva das árvores, como evitar plantas que eram venenosas e como plantar milho e outros alimentos. A colheita de outubro foi muito bem-sucedida, em grande parte graças à ajuda dos nativos norte-americanos. Os peregrinos tiveram comida suficiente para o inverno e tinham aprendido a sobreviver no Novo Mundo. O governador dos peregrinos, William Bradford, decidiu realizar um banquete de celebração e convidou os vizinhos nativos norte-americanos, que também trouxeram comida. A celebração durou três dias. O Dia de Ação de Graças não está ligado a uma religião específica e as pessoas podem celebrá-lo da maneira como quiserem. As únicas tradições essenciais são fazer uma refeição com amigos ou com a família e agradecer pelo que se tem.
(adaptado de texto disponível aqui )
O Dia de Ação de Graças atual tem suas principais origens na história dos Estados Unidos. Em 1609, um grupo de puritanos que estava fugindo da perseguição religiosa na Inglaterra foi viver na Holanda e, em seguida, na América. Em setembro de 1620, um grupo de 110 puritanos, chamados de peregrinos, chegou ao Novo Mundo e se acomodou na cidade de Plymouth, hoje Massachusetts. O primeiro inverno dos peregrinos foi tão intenso que menos de cinqüenta pessoas conseguiram sobreviver. Em de março de 1621, dois índios abnakis – Samoset e Squanto – chegaram ao povoado e ajudaram os peregrinos a sobreviver: ensinaram como extrair seiva das árvores, como evitar plantas que eram venenosas e como plantar milho e outros alimentos. A colheita de outubro foi muito bem-sucedida, em grande parte graças à ajuda dos nativos norte-americanos. Os peregrinos tiveram comida suficiente para o inverno e tinham aprendido a sobreviver no Novo Mundo. O governador dos peregrinos, William Bradford, decidiu realizar um banquete de celebração e convidou os vizinhos nativos norte-americanos, que também trouxeram comida. A celebração durou três dias. O Dia de Ação de Graças não está ligado a uma religião específica e as pessoas podem celebrá-lo da maneira como quiserem. As únicas tradições essenciais são fazer uma refeição com amigos ou com a família e agradecer pelo que se tem.
(adaptado de texto disponível aqui )
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Oração de Ação de Graças
Nós Te agradecemos
porque Tu és o Senhor, nosso Deus,
e o Deus de nossos pais.
Nós Te agradecemos por nossa vida
entregue em tuas mãos,
por nossas almas confiadas a Ti,
pelos prodígios que dia após dia operas em nós,
pelas coisas maravilhosas e pelas obras de bondade
que realizas em cada tempo, à tarde, de manhã e ao meio-dia.
(oração judaica, citada por padre José Ivo Follmann, coordenador do Programa “Gestando o Diálogo Inter-Religioso e o Ecumenismo”, da UNISINOS, disponível aqui )
porque Tu és o Senhor, nosso Deus,
e o Deus de nossos pais.
Nós Te agradecemos por nossa vida
entregue em tuas mãos,
por nossas almas confiadas a Ti,
pelos prodígios que dia após dia operas em nós,
pelas coisas maravilhosas e pelas obras de bondade
que realizas em cada tempo, à tarde, de manhã e ao meio-dia.
(oração judaica, citada por padre José Ivo Follmann, coordenador do Programa “Gestando o Diálogo Inter-Religioso e o Ecumenismo”, da UNISINOS, disponível aqui )
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Deus está me esculpindo
DEUS...
não me criou, está me criando
não me formou, está me formando
não me chamou, está me chamando
não me amou, está me amando
não me disse, está me dizendo
não me salvou, está me salvando.
EU...
não cheguei lá, estou indo
não virei santo, estou sendo santificado
não me converti, estou me convertendo
não me encontrei, estou me encontrando
não sei o suficiente, estou aprendendo.
DEUS...
não me responde tudo, ensina-me a pensar
não me leva sempre, manda-me caminhar
não faz tudo por mim, ensina-me a fazer
não me empurra, aponta a direção
não me mostra tudo, dá sinais
não pára o rio, ensina-me a atravessá-lo
não tira os obstáculos, ensina-me a superá-los.
EU...
não sou um nada, eu somo e multiplico
não sou coisa, sou pessoa
não sou número, sou indivíduo
não sou qualquer, sou alguém
não me sobreponho, ponho-me no meu lugar
não passo por cima, caminho ao lado
não me deixo pisar, mas também não piso.
É Deus primeiro, depois eu e os outros, lado a lado.
Se tiver que perder algumas vezes, entenderei.
Daqui do meu ângulo, o mundo tem um só EU.
Além do meu pequeno "eu" o mundo tem 6,5 bilhões de “outros”.
O que mais existe no mundo é o "outro".
Não posso querer que tudo passe pelo meu inacabado eu.
Por isso, tomarei cuidado com este pronome.
“Eu demais” quase sempre quer dizer “outros de menos”.
Certamente não sou e não serei pessoa nota 10. Não sou máximo.
Além disso, o PROCOM não costuma recomendar produtos falsos.
Sou obra imperfeita e inacabada.
O jeito é deixar que Deus termine o que começou em mim.
(texto de padre Zezinho, disponível aqui )
não me criou, está me criando
não me formou, está me formando
não me chamou, está me chamando
não me amou, está me amando
não me disse, está me dizendo
não me salvou, está me salvando.
EU...
não cheguei lá, estou indo
não virei santo, estou sendo santificado
não me converti, estou me convertendo
não me encontrei, estou me encontrando
não sei o suficiente, estou aprendendo.
DEUS...
não me responde tudo, ensina-me a pensar
não me leva sempre, manda-me caminhar
não faz tudo por mim, ensina-me a fazer
não me empurra, aponta a direção
não me mostra tudo, dá sinais
não pára o rio, ensina-me a atravessá-lo
não tira os obstáculos, ensina-me a superá-los.
EU...
não sou um nada, eu somo e multiplico
não sou coisa, sou pessoa
não sou número, sou indivíduo
não sou qualquer, sou alguém
não me sobreponho, ponho-me no meu lugar
não passo por cima, caminho ao lado
não me deixo pisar, mas também não piso.
É Deus primeiro, depois eu e os outros, lado a lado.
Se tiver que perder algumas vezes, entenderei.
Daqui do meu ângulo, o mundo tem um só EU.
Além do meu pequeno "eu" o mundo tem 6,5 bilhões de “outros”.
O que mais existe no mundo é o "outro".
Não posso querer que tudo passe pelo meu inacabado eu.
Por isso, tomarei cuidado com este pronome.
“Eu demais” quase sempre quer dizer “outros de menos”.
Certamente não sou e não serei pessoa nota 10. Não sou máximo.
Além disso, o PROCOM não costuma recomendar produtos falsos.
Sou obra imperfeita e inacabada.
O jeito é deixar que Deus termine o que começou em mim.
(texto de padre Zezinho, disponível aqui )
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Tanquinho de areia
Um menininho brincava no tanque de areia da praça naquela manhã de sábado. Tinha com ele sua caixa de carrinhos e caminhões, seu balde plástico e uma pá vermelha brilhante. No processo de criar estradas e túneis na areia macia, ele descobriu uma pedra grande no meio do tanque de areia. O menino cavou ao redor da pedra, conseguindo desalojar a sujeira. Com muito esforço, usando as mãos e os pés em todas as posições possíveis, ele conseguiu empurrar a pedra através do tanque de areia. Era um menino muito pequeno e a pedra, para ele, era enorme. Quando o menino alcançou a borda do tanque de areia, ele descobriu que mais difícil ainda ia ser passar a pedra sobre a pequena parede. Determinado, o menininho empurrou, empurrou e empurrou, mas a cada vez que ele achava ter feito algum progresso, a pedra virava e rolava de volta para o tanque. O menininho grunhiu, lutou, empurrou, mas sua única recompensa era ter a pedra rolando de volta, esmagando seus dedinhos rechonchudos. Finalmente rompeu em lágrimas de frustração.
Durante todo o tempo, seu pai o observava de sua janela, aguardando o desenvolvimento de todo o drama. No momento em que as lágrimas caíram, uma sombra grande caiu sobre o menino. Era seu pai. Suavemente mas com firmeza, ele disse:
- Filho, por que você não usou toda a força que você tinha disponível?
Derrotado, o menino respondeu:
- Mas eu usei, pai! Usei toda a força que eu tinha!
- Não, meu filho, corrigiu o pai bondosamente. - Você não usou toda a força que você tinha. Você não me pediu ajuda!
E o pai do menino se abaixou, pegou a pedra e a retirou do tanque de areia.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
Durante todo o tempo, seu pai o observava de sua janela, aguardando o desenvolvimento de todo o drama. No momento em que as lágrimas caíram, uma sombra grande caiu sobre o menino. Era seu pai. Suavemente mas com firmeza, ele disse:
- Filho, por que você não usou toda a força que você tinha disponível?
Derrotado, o menino respondeu:
- Mas eu usei, pai! Usei toda a força que eu tinha!
- Não, meu filho, corrigiu o pai bondosamente. - Você não usou toda a força que você tinha. Você não me pediu ajuda!
E o pai do menino se abaixou, pegou a pedra e a retirou do tanque de areia.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Coexistência
A Coexistência não é necessariamente aprender a viver junto, mas talvez aprender a viver lado a lado. Muitos de nós têm esperança de uma existência pacífica, mas infelizmente todos os dias ainda há violência e terrorismo contra pessoas inocentes em muitos cantos do mundo. As pessoas sensatas deveriam receber a mensagem de coexistência e levá-la em seus corações e mentes. A pobreza e a riqueza extremas existem lado a lado com uma grande disparidade. A hostilidade e a desconfiança crescem do outro lado das cercas que as pessoas constróem. Faríamos bem em aprender a apoiar ao invés de enfraquecer um ao outro e aprender a entender as diferenças entre nós e estimar e valorizar essas diferenças. O mundo em que nós vivemos hoje precisa de muita boa vontade e amor. A mensagem de tolerância e compreensão precisa ser ouvida em cada canto do mundo e em todos os locais possíveis. O que precisamos hoje em muitos lugares no mundo é mais consideração, carinho, humildade e amor. Não podemos continuar a educar as gerações futuras com base na diferença. Não podemos permitir que mal-entendidos triunfem sobre a percepção e compaixão dentro de nós. Temos que ter esperança e agir, cada um de nós e todos nós juntos. Se cada um, à sua maneira, pensasse sobre como pode contribuir, mesmo que de forma pequena, mas significativa, para a mensagem de que todas as pessoas são iguais e responsáveis pelas outras, haverá uma manhã em que acordaremos em um mundo melhor.
(adaptado de texto de Raphie Etgar, do projeto “Coexistence”, disponível aqui )
(adaptado de texto de Raphie Etgar, do projeto “Coexistence”, disponível aqui )
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Consciência da diferença
O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos nos trouxe um dos mais lúcidos ensinamentos. Segundo ele, “devemos lutar pela igualdade toda vez que a diferença nos inferioriza, mas também devemos lutar pela diferença toda vez que a igualdade nos descaracteriza”. No próximo dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, será um momento oportuno para refletirmos essa questão. É dia de honrarmos nossas raízes guerreiras, que nos ensinaram a resistir e a nos afirmar pela igualdade. Mas também é dia de honrarmos nossas raízes fraternas, que nos ensinaram a permitir e a lidar com a diversidade. É nesse sentido que a contribuição negra precisa se dizer forte, precisa se dizer completa, não só porque queremos ser iguais, mas porque também queremos o desigual, porque queremos acolher a diferença. A grandeza da existência humana é poder trabalhar com a pluralidade, é poder ter a grandeza de compreender nas diferenças o conjunto da igualdade humana. Por isso, esse dia é uma belíssima oportunidade para celebrarmos a diversidade como fundamento e valor da humanidade.
(adaptado de texto de Gilberto Passos Gil Moreira, músico e ex-ministro da Cultura, disponível aqui )
(adaptado de texto de Gilberto Passos Gil Moreira, músico e ex-ministro da Cultura, disponível aqui )
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Consciência Negra: é preciso aceitar que o preconceito existe
O preconceito diz respeito a idéias formuladas “a priori”, "antes de conhecer", sobre as qualidades físicas, morais e intelectuais de indivíduos, e que conferem a esses indivíduos uma situação de inferioridade. Pela sua subjetividade, o preconceito é mais difícil de ser combatido e mais demorado para ser desconstruído. Entretanto, qualquer que seja a motivação — raça, cor, origem, classe social — o preconceito constitui um fator determinante da qualidade das relações entre aquele que se considera “superior” e aquele que é considerado “inferior”. É nessas relações que o preconceito se revela, sob a forma de discriminação. Orientada pelo preconceito, a discriminação é a ação concreta, que vai desde a afirmação verbal da inferioridade — os xingamentos, os tratamentos pejorativos — até as situações de humilhação e as iniciativas no sentido de impedir ou dificultar a comprovação de que essa inferioridade é infundada. Assim, pela sua concretude e objetividade, a discriminação racial pode ser identificada e deve ser combatida, tanto em nome do respeito ao ser humano quanto pelos princípios democráticos que igualam negros e não-negros como cidadãos. Todavia, a realidade indica que o caminho para o equacionamento da questão racial no Brasil tem algo em comum com o tratamento para o alcoolismo: o primeiro passo para a superação é aceitar que o problema existe.
(adaptado de texto de Azuete Fogaça, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora e da Universidade Estácio de Sá do Rio de Janeiro, publicado no O Globo Online, em 22/04/2005, disponível aqui )
(adaptado de texto de Azuete Fogaça, professora da Universidade Federal de Juiz de Fora e da Universidade Estácio de Sá do Rio de Janeiro, publicado no O Globo Online, em 22/04/2005, disponível aqui )
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Prece da Herança
Senhor, sou um, entre milhões de seres humanos, e me apresento diante de ti. Venho falar-te de uma herança que recebi de ti. Venho dizer que me sinto pequeno diante do que me pedes e, às vezes, não me sinto capaz.
Mas quero dizer também que amo o que me propuseste. Compreendo que não devo ser florista, nem vendedor de sal, mas sim, jardineiro e sal. Preciso trabalhar, cada dia, para poder fazer a minha parte. Vejo que ninguém vai construir aquilo que eu devo construir. Percebo que sou uma parcela importante. Gostaria de ser um artista a trabalhar este mundo cheio de tantas coisas belas. Dá-me, Senhor, a consciência de que o mundo precisa de minhas mãos. Dá-me coragem para me preparar bem e assim poder levar adiante a herança gloriosa que me deixaste. Quero trabalhar como alguém significativo para o mundo. Ajuda-me a ser uma fonte de água viva e uma fonte de tua luz.
Amém!
(texto de padre Tiago Alberione, fundador da congregação dos padres Paulinos e das irmãs Paulinas, disponível aqui )
Mas quero dizer também que amo o que me propuseste. Compreendo que não devo ser florista, nem vendedor de sal, mas sim, jardineiro e sal. Preciso trabalhar, cada dia, para poder fazer a minha parte. Vejo que ninguém vai construir aquilo que eu devo construir. Percebo que sou uma parcela importante. Gostaria de ser um artista a trabalhar este mundo cheio de tantas coisas belas. Dá-me, Senhor, a consciência de que o mundo precisa de minhas mãos. Dá-me coragem para me preparar bem e assim poder levar adiante a herança gloriosa que me deixaste. Quero trabalhar como alguém significativo para o mundo. Ajuda-me a ser uma fonte de água viva e uma fonte de tua luz.
Amém!
(texto de padre Tiago Alberione, fundador da congregação dos padres Paulinos e das irmãs Paulinas, disponível aqui )
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
A Cidade dos Resmungos
Era uma vez um lugar chamado Cidade dos Resmungos, onde todos resmungavam, resmungavam, resmungavam. No verão, resmungavam que estava muito quente. No inverno, que estava muito frio. Quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair. Quando fazia sol, reclamavam que não tinham o que fazer. Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais queixavam-se dos filhos, os irmãos das irmãs. Todos tinham um problema, e todos reclamavam que alguém deveria fazer alguma coisa.
Um dia chegou à cidade um mascate carregando um enorme cesto às costas. Ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o cesto no chão e gritou:
- Ó cidadãos deste belo lugar! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas. As cordilheiras são cobertas de florestas espessas, e os vales banhados por rios profundos. Jamais vi um lugar abençoado por tantas conveniências e tamanha abundância. Por que tanta insatisfação? Aproximem-se, e eu lhes mostrarei o caminho para a felicidade.
Ora, a camisa do mascate estava rasgada e puída. Havia remendos nas calças e buracos nos sapatos. As pessoas riram ao pensar que alguém como ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz. Mas enquanto riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e a esticou entre dois postes na praça da cidade.
Então, segurando o cesto diante de si, gritou:
- Povo desta cidade! Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste cesto. Trocarei seus problemas por felicidade!
A multidão se aglomerou ao seu redor. Ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos problemas. Todo homem, mulher e criança da vila rabiscou sua queixa num pedaço de papel e jogou no cesto.
Eles observaram o mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda. Quando ele terminou, havia problemas tremulando em cada polegada da corda, de um extremo a outro. Então ele disse:
- Agora cada um de vocês deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.
Todos correram para examinar os problemas. Procuraram, manusearam os pedaços de papel e ponderaram, cada qual tentando escolher o menor problema. Depois de algum tempo a corda estava vazia.
Eis que cada um segurava o mesmíssimo problema que havia colocado no cesto. Cada pessoa havia escolhido o seu próprio problema, julgando ser ele o menor da corda.
Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo. E sempre que alguém sentia o desejo de resmungar ou reclamar, pensava no mascate e na sua corda mágica.
(texto retirado de “O Livro das Virtudes II”, de William J.Bennett, disponível aqui )
Um dia chegou à cidade um mascate carregando um enorme cesto às costas. Ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o cesto no chão e gritou:
- Ó cidadãos deste belo lugar! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas. As cordilheiras são cobertas de florestas espessas, e os vales banhados por rios profundos. Jamais vi um lugar abençoado por tantas conveniências e tamanha abundância. Por que tanta insatisfação? Aproximem-se, e eu lhes mostrarei o caminho para a felicidade.
Ora, a camisa do mascate estava rasgada e puída. Havia remendos nas calças e buracos nos sapatos. As pessoas riram ao pensar que alguém como ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz. Mas enquanto riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e a esticou entre dois postes na praça da cidade.
Então, segurando o cesto diante de si, gritou:
- Povo desta cidade! Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste cesto. Trocarei seus problemas por felicidade!
A multidão se aglomerou ao seu redor. Ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos problemas. Todo homem, mulher e criança da vila rabiscou sua queixa num pedaço de papel e jogou no cesto.
Eles observaram o mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda. Quando ele terminou, havia problemas tremulando em cada polegada da corda, de um extremo a outro. Então ele disse:
- Agora cada um de vocês deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.
Todos correram para examinar os problemas. Procuraram, manusearam os pedaços de papel e ponderaram, cada qual tentando escolher o menor problema. Depois de algum tempo a corda estava vazia.
Eis que cada um segurava o mesmíssimo problema que havia colocado no cesto. Cada pessoa havia escolhido o seu próprio problema, julgando ser ele o menor da corda.
Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo. E sempre que alguém sentia o desejo de resmungar ou reclamar, pensava no mascate e na sua corda mágica.
(texto retirado de “O Livro das Virtudes II”, de William J.Bennett, disponível aqui )
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Muito além de uma porta
Se você encontrar uma porta a sua frente, poderá abri-la ou não. Se você abrir a porta, poderá ou não entrar em uma nova sala. Para entrar, você vai ter que vencer a dúvida, o titubeio ou o medo. Se você venceu, você deu um grande passo: nesta sala vive-se. Mas também tem um preço: são inúmeras as outras portas que você descobre. O grande segredo é saber quando e qual porta dever ser aberta. A vida não é rigorosa: ela propicia erros e acertos. Os erros podem ser transformados em acertos, quando, com eles, se aprende. Não existe a segurança do acerto eterno.
A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobrem-se outras tantas portas. A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas. Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece oportunas portas.
Mas a vida pode também ser dura e severa: se você não ultrapassar a porta, terá sempre essa mesma porta pela frente. É a repetição perante a criação. É a monotonia cromática perante o arco-íris. É a estagnação da vida.
Para a vida, as portas não são obstáculos mas diferentes passagens...
(texto de Içami Tiba, disponível aqui )
A vida é generosa: a cada sala em que se vive, descobrem-se outras tantas portas. A vida enriquece a quem se arrisca a abrir novas portas. Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece oportunas portas.
Mas a vida pode também ser dura e severa: se você não ultrapassar a porta, terá sempre essa mesma porta pela frente. É a repetição perante a criação. É a monotonia cromática perante o arco-íris. É a estagnação da vida.
Para a vida, as portas não são obstáculos mas diferentes passagens...
(texto de Içami Tiba, disponível aqui )
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
A camisa de um homem feliz
Um califa sofrendo de uma doença mortal, estava deitado sobre almofadas de seda. Os raquins, os médicos de seu país, reunidos ao seu redor, concordaram entre si em que apenas uma coisa poderia conceder cura e salvação ao califa: colocar sob sua cabeça a camisa de um homem feliz.
Mensageiros em grande número saíram buscando em toda cidade, toda vila e toda cabana por um homem feliz. Mas cada pessoa por eles interrogada nada expressava senão tristeza e preocupações. Finalmente após ter abandonado toda a esperança, os mensageiros encontram um pastor que ria e cantava enquanto observava seu rebanho.
- O senhor é feliz? – perguntaram os mensageiros.
- Não posso imaginar alguém mais feliz que eu – disse o pastor, rindo-se.
- Então, dê-nos tua camisa. O califa precisa dela para ser curado.
Mas, para a surpresa dos mensageiros, o pastor respondeu:
- Eu não tenho nenhuma camisa!
Essa notícia patética, de que o único homem feliz encontrado pelos mensageiros não possuía sequer uma camisa, deu o que pensar ao califa. Por três dias e três noites ele não permitiu que nenhuma pessoa se aproximasse dele. Finalmente, no quarto dia, fez com que suas almofadas de seda e suas pedras preciosas fossem distribuídas entre o povo. Daquele momento em diante, o califa ficou saudável e feliz outra vez.
(texto retirado do livro “O mercador e o papagaio”, de Nossrat Peseschkian, disponível aqui )
Mensageiros em grande número saíram buscando em toda cidade, toda vila e toda cabana por um homem feliz. Mas cada pessoa por eles interrogada nada expressava senão tristeza e preocupações. Finalmente após ter abandonado toda a esperança, os mensageiros encontram um pastor que ria e cantava enquanto observava seu rebanho.
- O senhor é feliz? – perguntaram os mensageiros.
- Não posso imaginar alguém mais feliz que eu – disse o pastor, rindo-se.
- Então, dê-nos tua camisa. O califa precisa dela para ser curado.
Mas, para a surpresa dos mensageiros, o pastor respondeu:
- Eu não tenho nenhuma camisa!
Essa notícia patética, de que o único homem feliz encontrado pelos mensageiros não possuía sequer uma camisa, deu o que pensar ao califa. Por três dias e três noites ele não permitiu que nenhuma pessoa se aproximasse dele. Finalmente, no quarto dia, fez com que suas almofadas de seda e suas pedras preciosas fossem distribuídas entre o povo. Daquele momento em diante, o califa ficou saudável e feliz outra vez.
(texto retirado do livro “O mercador e o papagaio”, de Nossrat Peseschkian, disponível aqui )
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Deus existe e ama
Deus existe, e se Ele existe, Ele ama. É inconcebível, vai contra a lógica, é totalmente inadmissível a idéia de que Deus possa odiar. Ele não seria Deus se odiasse. E se Ele amasse, ainda que só um pouco menos, também não seria Deus. Por isso, Deus existe e ama, porque amar para Deus é a mesma coisa que existir; existir, para Deus, é a mesma coisa que amar. Se Deus deixasse de amar Ele deixaria de existir. Um ser humano pode existir e não amar, mas Deus não pode. Quando digo que Deus ama, afirmo que Deus existe. Quando afirmo que Deus existe, afirmo que Ele ama, e não apenas que Ele tem amor; como São João, eu digo que muito mais do que ter amor, Deus é o próprio amor. Porque Deus ama, eu acredito piamente que Ele se importa com toda a sua criação e com cada ser que Ele criou. Minha crença em Deus tem que passar pela certeza de que Deus ama; no primeiro momento que eu negar que Deus ama, estarei negando Deus. Digo mais: a descoberta do amor de Deus é a verdadeira descoberta da existência de Deus. Alguém que afirmasse a existência de Deus, mas duvidasse do Seu amor, não estaria acreditando na existência de Deus. Para crer que Deus existe, eu preciso crer que Ele ama. Pode até acontecer de eu não amá-Lo direito, mas não posso negar que Ele me ama. Por isso, essas duas expressões devem sempre andar juntas quando falamos de Deus. Existe e ama! Não é possível uma sem a outra. Eu posso existir e não amar. Deus não pode.
(texto de padre Zezinho, disponível aqui )
(texto de padre Zezinho, disponível aqui )
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Prece ao Deus da Vida
Ó Deus da luzes, acende mais estrelas sobre a névoa que polui o nosso universo.
Ó Deus das águas, enche tuas ternas mãos nos mananciais dos nossos rios e irriga o jardim do teu planeta.
Ó Deus das plantas, cultiva as tuas árvores floridas nas clareiras abertas em nossas florestas.
Ó Deus das sementes, colhe as tuas searas nas nossas lavouras libertadas de venenos.
Ó Deus das criaturas, escolhe os teus animais inocentes do olhar das pessoas destruidoras.
Ó Deus das crianças, amacia mais o colo das mães para os teus bebês, que querem nascer.
Ó Deus dos adolescentes, amplia os sonhos de vida, com a tua presença.
Ó Deus dos jovens, caminha lado a lado com os que te querem por companheiro.
Ó Deus dos adultos, inspira projetos que construam, no nosso mundo, os teus sonhos.
Ó Deus dos anciãos, não esqueças que és eterno e eles vivem no tempo.
Ó Deus das famílias, onde guardaste a planta do paraíso terrestre? Procura-a. Nós a queremos para construir nossos lares.
Ó Deus das vozes e das harmonias, rege a paz nos gorjeios das tuas aves e nos cânticos dos nossos corais.
Ó Deus das artes, vem dançar e tocar em todos os nossos espaços sagrados.
Ó Deus das preces, faz o mundo inteiro ouvir a tua voz orante nos acalantos da natureza e nas rezas dos nossos templos.
Ó Deus dos amores, encobre todas as criaturas com o manto protetor de teu olhar.
(texto de Maria Inês Carniato, disponível aqui )
Ó Deus das águas, enche tuas ternas mãos nos mananciais dos nossos rios e irriga o jardim do teu planeta.
Ó Deus das plantas, cultiva as tuas árvores floridas nas clareiras abertas em nossas florestas.
Ó Deus das sementes, colhe as tuas searas nas nossas lavouras libertadas de venenos.
Ó Deus das criaturas, escolhe os teus animais inocentes do olhar das pessoas destruidoras.
Ó Deus das crianças, amacia mais o colo das mães para os teus bebês, que querem nascer.
Ó Deus dos adolescentes, amplia os sonhos de vida, com a tua presença.
Ó Deus dos jovens, caminha lado a lado com os que te querem por companheiro.
Ó Deus dos adultos, inspira projetos que construam, no nosso mundo, os teus sonhos.
Ó Deus dos anciãos, não esqueças que és eterno e eles vivem no tempo.
Ó Deus das famílias, onde guardaste a planta do paraíso terrestre? Procura-a. Nós a queremos para construir nossos lares.
Ó Deus das vozes e das harmonias, rege a paz nos gorjeios das tuas aves e nos cânticos dos nossos corais.
Ó Deus das artes, vem dançar e tocar em todos os nossos espaços sagrados.
Ó Deus das preces, faz o mundo inteiro ouvir a tua voz orante nos acalantos da natureza e nas rezas dos nossos templos.
Ó Deus dos amores, encobre todas as criaturas com o manto protetor de teu olhar.
(texto de Maria Inês Carniato, disponível aqui )
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Saber viver
Não sei...
Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós.
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes,
Basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais.
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
enquanto durar.
(texto de Cora Coralina, disponível aqui )
Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós.
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes,
Basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais.
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
enquanto durar.
(texto de Cora Coralina, disponível aqui )
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Deus nos convida a ser santos
Por que celebramos o Dia de Todos os Santos? Com esta pergunta tem início uma famosa homilia de São Bernardo para esse dia. É uma pergunta atual e também é atual a resposta: "Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles." O significado da solenidade é este: contemplando o exemplo luminoso dos santos, despertar em nós o grande desejo de ser como os santos: felizes por viver próximos de Deus, na sua luz, na grande família dos amigos de Deus. Ser santo significa viver na intimidade com Deus, viver na sua família. Esta é a vocação de todos nós. Mas como podemos ser santos, amigos de Deus? Para ser santo não é necessário realizar ações nem obras extraordinárias, nem possuir carismas excepcionais. É preciso ouvir Jesus e depois segui-lo sem desanimar diante das dificuldades. Quanto mais imitarmos Jesus e permanecermos unidos a Ele, tanto mais entraremos no mistério da santidade divina. A santidade exige um esforço constante, mas é possível para todos porque, mais do que uma obra do homem, é um dom de Deus. Na nossa vida, tudo é dom do seu amor. Descobrimos que somos amados por Ele de modo infinito e isso nos impulsiona a amar os irmãos. Neste dia de Todos os Santos, proclamamos que os santos são nossos amigos e modelos de vida. Rezemos a eles para que nos ajudem a imitá-los e comprometamo-nos a responder com generosidade à vocação divina.
(adaptado de homilia do papa Bento XVI, disponível aqui )
(adaptado de homilia do papa Bento XVI, disponível aqui )
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Dia de Finados (2 de novembro)
O culto aos mortos é muito antigo e esteve presente em quase todas as religiões, principalmente nas mais antigas. Inicialmente era ligado aos cultos agrários e de fertilidade. Os mais antigos acreditavam que, como as sementes, os mortos eram enterrados com vistas à ressurreição. Na Igreja Católica, o Dia de Finados surgiu como um vínculo suplementar entre vivos e mortos, destinado a todos. Já no século I, os cristãos visitavam os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. No século X, a Igreja Católica instituiu oficialmente o Dia de Finados. Com o passar do tempo, a comemoração ultrapassou seu aspecto exclusivamente religioso, para revelar uma feição emotiva: a saudade de quem perdeu entes queridos. As pessoas costumam celebrar os mortos levando flores aos túmulos e rezando por eles. Alguns preferem chamar a data de "Dia da Saudade", retirando o peso do aspecto fúnebre e enfatizando as melhores lembranças daqueles que se foram.
(adaptado de texto da UFGNet, disponível aqui )
No dia de Finados não festejamos a morte. Celebramos nossa fé na ressurreição e a esperança do encontro com Deus. No dia de Finados lembramos e agradecemos a Deus a vida de nossos ascendentes, aqueles que nos antecederam. Paramos um minuto. Acendemos uma vela. Proferimos uma oração. Vamos à missa nos cemitérios ou comunidades. Agradecemos a Deus essa cadeia da vida que nos tornou possíveis e viventes. Não somos filhos do nada, nem começamos em nós mesmos. Somos sementes do amor de Deus transmitido por avós, pais e antepassados. Essa cadeia de gerações nos transmitiu vida e fé. A luz que nos iluminou através deles não se apagou com suas mortes. Acendemos velas para lembrar que essa luz segue nos iluminando, em nossos corações. Veneramos seus exemplos e imitamos sua fé. Enfeitamos as sepulturas com flores, símbolo da ressurreição. Na morte a vida não é tirada, mas transformada. Nossa vida é eterna.
(adaptado de texto disponível aqui )
(adaptado de texto da UFGNet, disponível aqui )
No dia de Finados não festejamos a morte. Celebramos nossa fé na ressurreição e a esperança do encontro com Deus. No dia de Finados lembramos e agradecemos a Deus a vida de nossos ascendentes, aqueles que nos antecederam. Paramos um minuto. Acendemos uma vela. Proferimos uma oração. Vamos à missa nos cemitérios ou comunidades. Agradecemos a Deus essa cadeia da vida que nos tornou possíveis e viventes. Não somos filhos do nada, nem começamos em nós mesmos. Somos sementes do amor de Deus transmitido por avós, pais e antepassados. Essa cadeia de gerações nos transmitiu vida e fé. A luz que nos iluminou através deles não se apagou com suas mortes. Acendemos velas para lembrar que essa luz segue nos iluminando, em nossos corações. Veneramos seus exemplos e imitamos sua fé. Enfeitamos as sepulturas com flores, símbolo da ressurreição. Na morte a vida não é tirada, mas transformada. Nossa vida é eterna.
(adaptado de texto disponível aqui )
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Dia de Todos os Santos (1º de novembro)
Quem são os santos a quem é dedicado o dia 1º de novembro? São todas as pessoas que viveram em suas vidas os ensinamentos de Jesus de maneira plena. Além de todos os santos que foram canonizados, isto é, reconhecidos pela Igreja, há também muitos outros santos anônimos, que viveram no mundo silenciosamente, carregando com dignidade a sua cruz. Santos são todos os que nos precederam em vida na terra, perseverando na fé em Cristo, seguindo seus mandamentos e vivendo o amor ao próximo. Portanto, são multidões e multidões, porque para Deus não existe maior ou menor santidade. Ele ama todos do mesmo modo. O que vale é o nosso testemunho de fidelidade e amor na fé em seu Filho, o Cristo, e que somente Deus conhece.
Rezemos por todas essas pessoas que souberam viver a vida com amor e dignidade; e por todos nós, para que possamos seguir seus exemplos e também nos tornarmos santos, seguidores de Jesus.
(adaptado de texto disponível aqui )
Rezemos por todas essas pessoas que souberam viver a vida com amor e dignidade; e por todos nós, para que possamos seguir seus exemplos e também nos tornarmos santos, seguidores de Jesus.
(adaptado de texto disponível aqui )
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