sexta-feira, 28 de maio de 2010

O homem que não se irritava

Em uma cidade do interior havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém. Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém nem se aborrecia com as pessoas. Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.
Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar. Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, da qual o homem gostava muito.
A garçonete chegou próximo a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa de servir. Mas ela serviu todos os demais, e quando chegou a vez dele, foi para outra mesa.
Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.
Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma como quem havia concluído a tarefa, e retornou à cozinha.
Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos o observavam discretamente, para ver sua reação.
Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse:
- O que o senhor deseja?
Ao que ele respondeu, naturalmente:
- A senhora não me serviu a sopa.
Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o:
- Servi sim senhor!
Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos.
Todos pensaram que ele iria brigar. Suspense e silêncio total.
Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente:
- A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!
(texto de autor desconhecido, disponível aqui )

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pássaros, irmãos pássaros!

Avaliais a beleza de vossas plumas, a magia do vosso cântico, o encanto do vosso vôo? Estais livres de orgulho e vaidade, ou também precisais defender-vos dessas fraquezas que tanto nos humilham? Que alegria deveis sentir com os primeiros volteios dos vossos filhotes, e como deve ser inesquecível o ensaio de seus primeiros cantos!
Já experimentastes, certamente, no ar, em busca do horizonte, - voar, voar, voar! - até tombares de cansaço e de emoção! Que sentis quando vos prendem em gaiolas, e como conseguis cantar quando vossas asas provam que nascestes para a liberdade? Que pensais de belas vozes humanas? Chegam a aproximar-se dos vossos cânticos?
Quando um de vós morre, há tristeza! Ou acreditais que também vós ressuscitareis?
Senhor, em nome dos que não tem voz para cantar, vos ofereço os mais belos cânticos dos vossos pássaros!
E vos peço que os homens se envergonhem de lhes criar prisões. Prisões para quem recebeu de vós a missão de voar! Que os homens se envergonhem de ouvir cânticos de pássaros prisioneiros, quando o canto precisa mais da liberdade que as próprias asas!
(texto de Dom Hélder Câmara, disponível aqui )

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Louvado sejas, ó Senhor!

Louvado sejas, meu Senhor,
Pela inteligência dos homens,
Pela agilidade de suas mãos,
Pela imaginação que inventa,
Pela memória que relembra,
Pelo coração que ama.
Sim, louvado sejas,
Porque não tiveste medo
De confiar-nos o mundo!
(texto de autoria desconhecida, disponível aqui )

terça-feira, 25 de maio de 2010

Oração a Maria

Ó Senhor, nós vos agradecemos por nos terdes dado Maria por nossa Mãe.
Pela sua intercessão, ajudai-nos a viver como vossos filhos e como irmãos.
Fazei que cada um de nós saiba aceitar e respeitar os outros, com suas diferenças e limitações.
Que saibamos querer-nos bem para que haja um profundo respeito e carinho entre nós.
Que sejamos capazes de dar e receber, de compartilhar as alegrias e as tristezas dos outros e de doar-nos com generosidade.
Senhor, ajuda-nos a viver no amor e que tudo o que fizermos possa sempre ser do seu agrado. Amém.
(texto de autoria desconhecida, disponível aqui )

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vinde, Espírito Santo!!

Quando se deu o primeiro começo de tudo, por sobre o turbilhão das energias originárias e dos elementos primordiais, há muitos bilhões de anos, lá pairava o Espírito. Quando se deu o novo começo da humanidade com a entrada de Deus na carne, lá atuava o Espírito, cobrindo com sua sombra uma Mulher. Quando se inaugurou o novíssimo Adão, ressuscitado para a plenitude da vida, lá irrompia o Espírito vivificador. Quando começou a primeira comunidade dos seguidores de Jesus, lá irradiava em línguas de fogo o Espírito Santo. Quando começou o novo céu e a nova terra definitivos, lá gritava o Espírito dizendo "Vem"! Começou o novo milênio e eis que o Espírito de todos os começos já o anima com sua presença de fogo e luz. Por isso o século 21 será o século da espiritualidade, do encontro do espírito humano com o Espírito divino. Será também o século do feminino, que é a irradiação do Espírito no homem e na mulher. Pelo feminino em nós captamos a presença inefável do Espírito na natureza, na mão estendida da criança, no olhar suplicante do pobre e no menor sinal da vida. Venha, Espírito, cubra nossa Mãe Terra com sua sombra e espiritualize nossas vidas com o nascimento de Deus no coração.
(texto de Leonardo Boff, disponível aqui )

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Testemunhas através da esperança e da confiança (SOUC 5)

Durante sua caminhada na vida e na fé, os cristãos experimentam momentos de dúvida. Quando os cristãos não conseguem reconhecer a presença do Cristo ressuscitado, estar juntos às vezes torna suas dúvidas mais pesadas em vez de aliviá-las. O desafio que se coloca diante dos cristãos é continuar a acreditar que, mesmo quando não veem ou não sentem a presença divina, Deus continua com eles. As virtudes da fé, da esperança e da confiança permitem que eles testemunhem que sua fé vai além de suas próprias possibilidades. Essa Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos leva nossas comunidades a crescer na fé comum, na esperança e no amor. Damos testemunho a todas as pessoas do amor firme e constante de Deus e afirmamos diante de nossa própria Igreja a fidelidade a Deus. Quanto mais unidos testemunharmos, mais forte será nossa mensagem.

Oração
Deus da esperança, partilha conosco a visão de uma única Igreja, e derruba nossas dúvidas. Aumenta nossa fé na tua presença para que todos os que acreditam em ti possam te adorar juntos em espírito e verdade. Oramos especialmente por todos aqueles que estão em dúvida neste momento, ou cujas vidas se gastam nas sombras do perigo e do medo. Fica com eles e dá-lhes tua presença consoladora.

(texto adaptado dos “Subsídios para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos” elaborado pela Igreja católica, disponível aqui )

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Testemunhas através da solidariedade no sofrimento (SOUC 4)

Em anos recentes, dois acontecimentos que tiveram lugar na Escócia puseram subitamente esse pequeno país no centro das atenções dos meios de comunicação. O ataque com bomba a um avião sobre Lockerbie e o massacre de crianças numa escola chamaram a atenção para este país, que sempre guardará lembrança da terrível perda de vidas humanas. Os dois eventos causaram sofrimento e inimaginável angústia a um grande número de pessoas e as consequências foram sentidas muito além das fronteiras físicas dos dois lugares de desastre. Pessoas inocentes encontraram a morte em circunstâncias horríveis. Seguindo as pegadas do Senhor, os cristãos que buscam a plena unidade mostram sua solidariedade àqueles que entre eles se defrontam com trágicas situações de sofrimento, proclamando que o amor é mais forte do que a morte. Foi da extrema humilhação do túmulo que a ressurreição se tornou um novo sol para a humanidade, um clamoroso anúncio da vida, do perdão e da imortalidade.

Oração
Deus, nosso Pai, olha com compaixão nossas situações de pobreza, sofrimento, pecado e morte; nós te pedimos perdão, cura, conforto e apoio em nossas dificuldades. Nós te agradecemos por todos aqueles que conseguem ver a luz em sua aflição. Possa o teu Divino Espírito nos ensinar a grandeza da compaixão e nos ajudar a ficar ao lado de nossos irmãos e irmãs em dificuldade. Cheios desse Espírito, possamos unidos proclamar e partilhar com o mundo a vitória de teu Filho, que vive para sempre.

(texto adaptado dos “Subsídios para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”elaborado pela Igreja católica, disponível aqui )

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Testemunhas através da atenção aos fatos (SOUC 3)

O crescimento na fé é uma caminhada complexa. Muitas pessoas em nosso mundo de hoje enfrentam variadas pressões e responsabilidades. É fácil não perceber o amor de Deus se revelando a nós em nossa vida e nossa experiência cotidiana. Quanto mais nos rodearmos de tensões e atividades, maior é a possibilidade de não perceber que o fato está bem diante dos nossos olhos. Como os dois discípulos do Evangelho, às vezes pensamos que sabemos o que é a realidade e tentamos explicar a outros nosso ponto de vista, mas ainda assim não nos damos conta da plena verdade. Em nosso mundo de hoje somos convidados a perceber Deus nos surpreendentes e inesperados fatos da vida. Durante esta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, buscamos perceber Deus nos fatos e experiências do nosso dia a dia. Encontramos pessoas que já conhecemos e outras que ainda nos são desconhecidas. Aprendemos com as experiências espirituais uns dos outros e assim obtemos uma nova visão da realidade de Deus. Essa consciência da presença de Deus nos desafia a trabalhar pela unidade cristã.

Oração
Senhor Jesus, Bom Pastor, tu nos encontras e permaneces conosco na vida diária. Oramos pela graça de estar conscientes de tudo que fazes por nós. Pedimos que nos prepares para estarmos abertos a tudo que ofereces e que nos conduzas unidos num só rebanho.

(texto adaptado dos “Subsídios para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”elaborado pela Igreja católica, disponível aqui )

terça-feira, 18 de maio de 2010

Testemunhas através da celebração da vida (SOUC 2)

Nossa caminhada de unidade cristã está firmemente alicerçada em nossa fé comum de que, na ressurreição de Jesus Cristo, celebramos não apenas a vida que Deus nos deu, mas a oferta de nova vida através de Jesus, que vence a morte de uma vez por todas. Ao nos encontrarmos durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, testemunhamos nossa fé comum através de nosso cuidado com a vida de todos. A vida é dom de Deus para nós e, quanto mais amparamos e celebramos a vida, mais damos testemunho daquele cujo generoso amor nos trouxe inicialmente à vida. Hoje agradecemos a Deus por tudo aquilo que mostra o seu amor por nós: por toda a criação, pelos irmãos e irmãs do mundo inteiro; pela comunhão no amor; pelo perdão e pela cura, pela vida eterna.

Oração
Deus, nosso criador, nós te louvamos por todos os que dão testemunho de sua fé em palavras e atos. Vivendo plenamente a vida, encontramos tua amorosa presença nas muitas experiências que nos ofereces. Que o nosso testemunho comum de celebração da vida nos una no louvor a ti, autor de toda vida. Amém.

(texto adaptado dos “Subsídios para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”elaborado pela Igreja católica, disponível aqui )

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2010: "Vocês são testemunhas dessas coisas." (Lc 24,48)

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) teve início no domingo, 16 de maio, e vai até o dia 23. Serão oito dias de muitas alegrias, com celebrações que têm como norte o ecumenismo e tudo que ele representa: diálogo, companheirismo, caminhada, fé e unidade na diversidade. A SOUC deste ano é histórica, isso porque, há 100 anos, missionários cristãos se reuniam na Escócia, por ocasião da Conferência Missionária de Edimburgo, com o objetivo de propor a unidade dos cristãos para a missão. Hoje a missão das igrejas é interna, pois evangelizam por meio do testemunho de que o diálogo intra e interreligioso são possíveis. Por isso, cristãos de todo o mundo são chamados a testemunhar o Cristo na unidade “para que o mundo creia” (João 17:21). Dessa forma, diferenças são eliminadas e objetivos fortalecidos, de modo que a busca pela unidade consegue permanecer mesmo na diversidade, enriquecendo o testemunho de fé. Na certeza de que juntos somos e podemos muito mais, desejamos a todos uma abençoada Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Em Cristo, que nos une.
(carta do Pastor Sinodal Carlos Augusto Möller, presidente do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), disponível aqui )

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Eucaristia e família (CEN 05)

“O Senhor Jesus quis instituir o sacramento da Eucaristia por ocasião de um importante encontro familiar: a Ceia pascal. E naquela ocasião sua família foram os Doze, que com Ele viviam há três anos. Por muito tempo, nos inícios da Igreja, era em casas de família que outras famílias se reuniam para a “fração do pão”. Cada altar será sempre uma mesa, em torno da qual se congrega mais ou menos numerosa uma família de irmãos”. (Homilia do Papa João Paulo II na Missa para as famílias, no Rio de Janeiro em 1º de julho de 1980).
A família cristã se revela como verdadeira igreja doméstica, autêntica célula da comunidade eucarística. Nela se celebra o amor, vive-se cotidianamente o lava-pés, onde o cuidado do Senhor por todos e cada um dos seus membros, sobretudo pelos filhos, transparece em todo o seu vigor.
Como sabemos, a principal missão da família cristã no mundo contemporâneo é colocar seus dons e talentos à disposição da construção do Reino de Deus, professando com ardor que, quando todos e cada um dos membros da família permanecem assíduos na oração, na participação na comunhão eucarística e no exercício da caridade, o Espírito Santo desce sobre nossos lares e faz de nós uma igreja doméstica, uma comunidade cristã.
Diante do Altar do Senhor, somos chamados a reconhecer que a família, célula vital da sociedade, é a fonte originária da paz no mundo. Se não há paz na família, não haverá paz no mundo. Se as famílias forem um amável remanso de paz e de alegria, o mundo converter-se-á num oceano de paz.
(adaptado de texto elaborado pelo site do Congresso Eucarístico Nacional, disponível aqui )

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Maria, mulher eucarística, espelho da unidade (CEN 04)

Olhando para Maria, percebemos que ela mantém uma ligação direta com o mistério eucarístico. “Durante nove meses, foi o tabernáculo vivo de Deus. Depois, realizou um gesto eucarístico quando apresentou o Menino Jesus aos pastores, aos magos e ao Sumo Sacerdote no Templo, enquanto oferecia o Fruto bendito do seu seio ao Povo de Deus e também aos gentios, para que O adorassem e O reconhecessem como Messias”. (Instrumentum Laboris, 77)

A devoção eucarística tem em Maria o seu modelo insuperável. Desde as primeiras celebrações eucarísticas, Maria amou a Santa Missa, cuidou com esmero dos ritos, incentivou a perseverança dos cristãos e comungou com as mais perfeitas disposições; afinal, Ela foi o primeiro sacrário da história. Humildade, docilidade, generosidade e um profundo silêncio são virtudes e atitudes que definem a pessoa de Nossa Senhora e são também virtudes e atitudes imprescindíveis em toda adoração eucarística. “Maria é mulher eucarística na totalidade da sua vida. A Igreja, vendo em Maria o seu modelo, é chamada a imitá-la também na sua relação com este mistério santíssimo”. (João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia, 53)

(adaptado de texto elaborado pelo site do Congresso Eucarístico Nacional, disponível aqui )

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Eucaristia: mistério de fé na vida dos discípulos missionários (CEN 03)

Utilizando as palavras de João Paulo II, podemos afirmar que um Congresso Eucarístico é “um grande evento eclesial que deve envolver cada Igreja Particular, cada Paróquia, cada comunidade religiosa e cada movimento eclesial. Todos devem sentir-se chamados a tomar parte no Congresso, mediante uma catequese mais intensa sobre a Eucaristia, uma participação mais consciente e ativa na Liturgia Eucarística e um sentido de adoração capaz de interiorizar a celebração do Mistério Pascal, com uma oração que transforme a vida toda numa oferta pela vida do mundo, segundo o exemplo de Cristo”. Todas as vezes que comungamos, estamos afirmando a Cristo que, apesar de nossas fraquezas e limitações, continuaremos buscando os meios que Ele nos outorgou para que também, em nós, a fé seja uma realidade vivencial em todos os momentos e em todas as situações. Para os que creem, a presença de Jesus Eucarístico oferece novo olhar sobre o mundo que os cerca; ela os convoca à missão pascal, e as situações obscuras são iluminadas pelo testemunho de vida e pelo anúncio convicto de que Jesus, vivo, permanece junto aos seus para a salvação da humanidade inteira.
(adaptado de texto elaborado pelo site do Congresso Eucarístico Nacional, disponível aqui )

terça-feira, 11 de maio de 2010

Eucaristia, Pão da Unidade dos discípulos missionários (CEN 02)

Sabemos que a Eucaristia nos impele à partilha, ao serviço e à unidade. A Eucaristia não é apenas um mistério a ser consagrado, recebido, contemplado e adorado: a Eucaristia é ainda um mistério a ser imitado! A presença eucarística dos discípulos de Jesus oferece, na unidade eclesial, as bases para uma sociedade criativa na construção da comunhão, onde cada pessoa é reconhecida em seu valor, onde toda diferença legítima encontra possibilidade de acolhimento, e se realiza uma contínua partilha de bens e de serviços. Desse modo, o tempo presente, marcado pela Eucaristia, orienta a história, na esperança da comunhão definitiva de toda a humanidade. A Santíssima Eucaristia nos oferece uma ocasião singular no momento atual para encontrar respostas verdadeiras e satisfatórias diante da cultura atual que se debate entre a força da diversidade e a ânsia de unidade, na busca de uma nova síntese para sua experiência de globalidade.
(adaptado de texto disponível no site do Congresso Eucarístico Nacional, disponível aqui )

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Congresso Eucarístico Nacional: "Fica conosco, Senhor." (Lc 24,29)

Entre os dias 13 e 16 de maio de 2010, a Igreja Católica realizará o 16º Congresso Eucarístico Nacional, na cidade de Brasília. O evento terá como tema “Eucaristia: pão da unidade dos discípulos missionários” e como lema “Fica conosco, Senhor” (Lc 24,29). Dom João Braz de Aviz, Arcebispo Metropolitano de Brasília, declarou que, “para a Igreja, a realização do Congresso Eucarístico possibilita uma maior vivência da Eucaristia e é fonte inesgotável para a vida cristão”. A programação do Congresso envolverá atividades de reflexão e estudo sobre temas atuais e relevantes para a vivência do sacramento da Eucaristia, celebrações eucarísticas, adoração ao Santíssimo Sacramento e atividades culturais. Para essa autêntica festa, toda a Igreja é convocada e o evento deverá contar com a presença de cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos, diáconos permanentes, membros de institutos de vida consagrada, leigos e representantes de todas as dioceses do país. Segundo Dom João Braz, “o Congresso Eucarístico deve ser a expressão de um trabalho de comunhão, que tem sua fonte na eucaristia”.
(adaptado de texto disponível no site do Congresso Eucarístico Nacional )

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Parabéns, mãe!

Tu geras a vida como a mãe-terra,
na gratuidade de um botão em flor,
que, ao menor impulso
de calor, vento, água e luz,
se abre em multiformes
surpresas de amor.

Sabes transformar todo sonho humano
em canção de ninar e esperança.
Recolhes em teus seio o mais lindo
ramalhete de vida,
pois se entrelaçam em ti
novos elos de carinho e ternura.

És peregrina do mundo
nas mil formas, expressões e cores.
Mensageira da natureza
Que sabe em quem se inspirar
no grande jardim do humano ser.

(autor desconhecido; texto disponível aqui )

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Oração universal

Pelos que buscam a Deus na incerteza: que o encontrem. Pelos que acreditam possuir a Deus: que o busquem. Pelos que têm medo do futuro; pelos que se levantaram e caíram de novo: que tenham novas forças. Pelos que se desesperam: que esperem contra toda a esperança. Pelos que vivem iludidos: que ponham os pés no chão. Pelos que duvidam: que encontrem a luz. Pelos que tem um coração tímido: que encontrem um coração amigo. Pelos que estão sozinhos: que possam encontrar alguém. Pelos que vivem na abundância: que aprendam a ter fome. Pelos que têm o coração endurecido: que alguém o abrande. Pelos que acreditam ter tudo: que se sintam vulneráveis. Pelos que não tem necessidade do Espírito: que sintam seus próprios limites. Pelos que não sabem, nem querem escutar: que ouçam o sussurro de Pentecostes.
(texto de Valter Maurício Goedert, disponível aqui )

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O bom nome de Deus

Tu não precisas de nós, ó meu Deus,
Entretanto nos segues um a um.
Tu não precisas de nós,
Mas nós precisamos de ti.
Pronunciar o teu nome
É recompor o mundo.
Falar de ti aos outros
É como acender uma luz na escuridão.
Teu nome é o fio que nos une a todos.
É em teu nome que os bons
Reflorescem o mundo.
Peço-te, pois, que me abras a boca:
Ensina-me a mim, e aos meus amigos,
Como falar de ti.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )

terça-feira, 4 de maio de 2010

História de Maria

As pessoas têm muita curiosidade a respeito de Maria. Onde ela nasceu, como se chamavam seus pais? Teve ela outros irmãos e irmãs? Como era o seu dia-a-dia? O que ela fazia antes de conhecer José e se tornar a mãe de Jesus? Como foi sua vida depois que Jesus morreu e ressuscitou? Como passou sua velhice? O que aconteceu no fim de sua vida? Essas e outras tantas perguntas ficam sem respostas. A Bíblia não nos dá informações sobre detalhes da vida de Maria. No Evangelho de Lucas encontramos muitas qualidades de Maria. Ela é o exemplo vivo do discípulo e seguidor de Jesus, que acolhe a Palavra de Deus com fé, guarda-a e medita-a no coração, e a põe em prática, produzindo bons frutos. Maria é a mulher do SIM. O SIM, pronunciado com tanta inteireza no início da juventude, se renovou muitas vezes no decorrer de sua vida. Ela não nasce como uma santa pronta e acabada. Passa por crises e situações desafiadoras, que a fazem crescer e caminhar na fé. Esses traços de Maria inspiram hoje a vida de cada cristão e da Igreja. Sentimo-nos chamados a ser discípulos fiéis de Jesus, ouvindo, acolhendo, guardando no coração e praticando sua Palavra.
(texto extraído do livro “Com Maria rumo ao novo milênio”, disponível aqui )

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dia do Trabalho (1º de maio)

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época. Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.
Em memória aos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.
No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em setembro de 1924 por um decreto do presidente Artur Bernardes.
O salário mínimo também foi criado num dia 1º de maio, no ano de 1940. O então presidente Getúlio Vargas assinou o Decreto-Lei que instituiu o salário mínimo no país, com o valor de 240 mil réis. Segundo o documento, o salário mínimo deveria ser capaz de satisfazer às necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte do trabalhador. A notícia foi recebida com euforia e, de imediato, mais de um milhão de trabalhadores foram beneficiados com a nova medida, já que na época ganhavam abaixo desse valor. O salário mínimo era uma antiga reivindicação desde a greve geral de 1917.
(texto elaborado pelo IBGE Teen, disponível aqui )

sexta-feira, 30 de abril de 2010

ISFJ - 160 anos: Assistência Social São José

A Assistência Social São José (ASSJ) atende às famílias carentes da região de Ribeirão Pires/SP desde 1976 e está ligada à Escola Nerina Adelfa Ugliengo (ENAU). Além de atendimentos emergenciais para auxiliar as pessoas em situação de pobreza, a ASSJ realiza um trabalho semanal no qual oferece formação humana, resgate da auto-estima e promoção humana para mulheres em situações mais vulneráveis e que exigem um acompanhamento mais sistemático, durante o período de um ano. Um dos projetos de destaque é o Projeto Mão na Massa, que ensina culinária e possibilita geração de renda. Além das mulheres, seus filhos também são atendidos e participam de atividades organizadas pelo Serviço de Pastoral da ENAU, com a ajuda de voluntários para as várias situações. Ao final do ano, acontece a tradicional Festa de Natal que proporciona às famílias presentes para todos os filhos, brincadeiras, almoço de confraternização e a presença do “papai-noel”, graças às doações de “padrinhos” e “madrinhas”.
(texto elaborado por José Ricardo Batista, do Serviço de Ação Pastoral da ENAU)

Celebrar 160 anos do Instituto das Filhas de São José é renovar o compromisso de Padre Luís Caburlotto com os pequenos. Hoje, as irmãs, os educadores, os colaboradores e os voluntários confirmam sua entrega pessoal ao trabalho com as crianças das escolas e das obras assistenciais, mantendo vivo o carisma do Instituto.

“A caridade é a rainha das virtudes: cultivando esta, crescem em beleza e em energia todas as outras.”
(Padre Luís Caburlotto)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

IFSJ - 160 anos: Centro Educacional Madre Paula Mayer

Situada no Jardim Marília, em Salto/SP, o Centro Educacional Madre Paula Mayer (CEMP) funciona desde 1989 e oferece atividades de semi-abrigo para meninas, totalmente gratuitas, além do serviço de Assistência Social. Entre os projetos desenvolvidos, merecem destaque: ações complementares à escola; cursos semi-profissionalizantes de Informática e Auxiliar de Escritório; artesanato (pintura em tecido, arte em biscuit e pintura em madeira); música (Coral Madre Paula Mayer). Com o apoio dos educadores leigos e dos Amigos do Caburlotto, o CEMP é a concretização de mais um “Sonho de Deus”. Com o apoio das autoridades e a solidariedade da sociedade saltense, foi possível desenvolver diversos projetos: evangelização, reforço escolar, música, artes, computação. O CEMP procura desenvolver e atualizar o carisma e a espiritualidade do Padre Luis Caburlotto junto às adolescentes e suas famílias.

(texto retirado do site do Instituto das Filhas de São José )

Que o trabalho de acolhida e educação das meninas, como acontece no Centro Educacional Madre Paula, seja sinal de que caminhamos juntos na construção do Reino de Deus.

"O amor arde de verdade se for alimentado pelas ações, não pelas palavras.” (Padre Luís Caburlotto)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

IFSJ - 160 anos: Casa Comunitária Sagrada Família

A Casa Comunitária Sagrada Família funciona desde agosto de 1989 no bairro do Tatuapé, em São Paulo/SP. Trata-se de um centro educacional totalmente gratuito e assistência social que atende crianças e adolescentes de 05 a 14 anos, com especial atenção aos mais carentes. Os projetos sociais visam o desenvolvimento da vida e da fraternidade, de educação para a cidadania, de solidariedade e exercício de amor a si e ao próximo. O envolvimento com as famílias é uma prioridade. São desenvolvidos projetos para os adultos e para as mães, de modo especial, que participam das aulas de culinária, bordado, pintura sobre tela e tecido, e macramé. Assim, o sonho das Filhas de São José vai se concretizando, envolvendo os Amigos do Caburlotto e outros voluntários nesta missão educativa.
(texto retirado do site do Instituto das Filhas de São José )

Que as obras assistenciais, como a Casa Comunitária Sagrada Família, possam ser sinal da luz de Deus para todas as pessoas que dela se aproximarem.

“É preciso primeiro viver aquilo que se prega e, para saber agir assim, é preciso rezar.” (Padre Luís Caburlotto)

terça-feira, 27 de abril de 2010

IFSJ - 160 anos: Recanto Juvenil Santa Rita

Fundado em 15/10/1987, o Recanto Juvenil Santa Rita é um espaço para atividades das crianças e adolescentes atendidas pelo Lar Dom Luís Caburlotto, da cidade de Santa Rita do Passa Quatro/SP. As atividades se dividem em: ações complementares a escola, formação humana, atividades esportivas e recreativas, oficinas culturais, artesanato (conforme as aptidões – madeira, lã ou reciclagem de papel), cursos de culinária e alimentação alternativa, horta.
(texto retirado do site do Instituto das Filhas de São José )

Que nossas obras, assim como o Recanto Juvenil Santa Rita, dêem testemunho do nosso compromisso com Deus na pessoa dos pequenos.

“Somente a caridade e a doçura conquistam o coração e o persuadem para o bem.” (Padre Luís Caburlotto)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Instituto das Filhas de São José: 160 anos

No próximo dia 30 de abril, o Instituto das Filhas de São José completa 160 anos de existência. Foi em 1850, em Veneza, na Itália, que o padre Luís Caburlotto deu início à obra educativa que hoje atinge 4 países. Preocupado com as crianças órfãs de sua cidade, padre Luís procurou uma forma de ensiná-las a garantir seu sustento e encontrar seu espaço na sociedade, como cidadãos e como cristãos. Voltando seus esforços especialmente para as meninas, criou casas de acolhimento que propiciavam moradia, alimentação e todos os cuidados necessários, a formação humana e cristã, além do aprendizado de uma atividade que pudesse garantir o sustento de sua família no futuro. Hoje, as Filhas de São José mantém o carisma de padre Luís em suas escolas e nas unidades de assistência social, que se ocupam das crianças mais necessitadas. Vamos aproveitar nossos momentos de oração nos próximos dias para conhecer melhor o trabalho realizado pelas irmãs nas obras assistenciais que elas mantêm no Brasil.

IFSJ - 160 anos: Lar Dom Luís Caburlotto

Fundado em 12 de junho de 1927, na cidade de Santa Rita do Passa Quatro/SP, esta é a primeira unidade do Instituto das Filhas de São José no Brasil. Atualmente, funciona como centro educacional totalmente gratuito e assistência social, oferecendo abrigo e semi-abrigo para meninos e meninas entre 3 e 16 anos. Nesta unidade são realizadas ações sociais para educá-los e integrá-los à família, à escola, à sociedade, possibilitando a conquista de um emprego futuro, através da capacitação semi-profissionalizante (massas, tear manual, reciclagem de papel e informática) e dos demais projetos desenvolvidos, conforme a pedagogia e a missão do Instituto.
(texto retirado do site do Instituto das Filhas de São José )

Que o Bom Pastor sustente a fé de todos aqueles que contribuem com o trabalho do Lar Dom Luís Caburlotto. Que eles continuem sua missão de melhorar a vida das crianças e jovens atendidas.

“A fé nos dá a verdadeira sabedoria e nos conduz à liberdade dos filhos de Deus.” (Padre Luís Caburlotto)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Semana da Cidadania: nosso sonho e suor

Tudo o que criamos com nossas próprias mãos e pensamentos é nosso trabalho, nossa contribuição para a obra da criação e transformação da natureza em cultura. Por isso, temos condição de fazer do trabalho um lugar de convivência saudável, de prevalência da justiça, de concretização de sonhos. Quando o fruto do nosso trabalho corresponde àquilo que sonhamos, planejamos e realizamos em comunidade, é sinal de que estamos realizando, pondo em prática, também o sonho do Deus da Vida, contribuindo com sua obra criadora. É também construção do Reino de Deus.
(texto adaptado do livreto “Semana da Cidadania 2010 – Trabalho para a vida, não para a morte”, disponível aqui )

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Semana da Cidadania: trabalho para a vida, não para a morte

A exploração do trabalho chega, em alguns casos, a gerar condições de verdadeira escravidão. Acontece também um vergonhoso tráfico de pessoas, que inclui a prostituição, inclusive de menores. Merece especial menção a situação dos refugiados, que questiona a capacidade de acolhida da sociedade e das igrejas. (DAp 73)
O discípulo-missionário, respondendo a este desígnio, promove a dignidade do trabalhador e do trabalho, o justo reconhecimento de seus direitos e de seus deveres, desenvolve a cultura do trabalho e denuncia toda injustiça. (DAp 121)
(trechos do Documento de Aparecida, citados no livreto “Semana da Cidadania 2010 – Trabalho para a vida, não para a morte”, disponível aqui )

terça-feira, 20 de abril de 2010

Semana da Cidadania: trabalhar pra quê?

Pelo trabalho o ser humano transforma o mundo e constrói a si mesmo. Trabalhando construímos o mundo que nos rodeia! Olhe a sua frente e observe: quantas coisas foram construídas pelas mãos humanas? Provavelmente a maior parte do que você vê é fruto do seu trabalho e de outras pessoas também. Mas não é só isso! O trabalho nos ajuda a construir nossa própria identidade! Já reparou que quando perguntamos a uma criança o que ela quer ser quando crescer, ela nos responde com o que ela quer fazer? Parece que o trabalho que fazemos diz alguma coisa sobre quem somos nós e qual nosso papel no mundo! Podemos não ser apenas o que fazemos, mas o que fazemos certamente diz alguma coisa sobre quem somos.
(texto adaptado do livreto “Semana da Cidadania 2010 – Trabalho para a vida, não para a morte”, disponível aqui )

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Civilização (Dia do Índio)

O que tem mais cabimento,
Deslizar de canoa
Pelo rio borbulhento
Ou ficar preso
No congestionamento?

O que é menos boboca,
Morar numa oca
Comendo paçoca
Ou viver rabugento
Num apartamento?

Qual é a melhor cena,
Crescer numa aldeia
Enfeitado de penas
Ou numa cidade
Cheia de antenas?

O que é mais civilizado,
Deitar numa rede
E ficar sossegado
Ou correr contra o tempo
Sempre apressado?

O que é mais coerente,
Viver no presente
Sempre contente
Ou viver no escuro
Planejando o futuro?

O que é menos primata,
Andar pelado
No meio da mata
Ou se apertar
Com um nó de gravata?

O que dá mais arrepio,
Tomar banho de rio
Mesmo no frio
Ou uma assombração
Chamada poluição?

O que é mais descolado,
Um cocar emplumado
E o corpo pintado
Ou ser um cara pálida
Com ar desbotado?

O que é mais sensato,
Correr pelo mato
Sem usar sapato
Ou ter chulé
E criar calo no pé?

Responda agora pra valer:
Melhor parecer
Com os alienígenas
Ou aprender
Com os povos indígenas?

(texto de Cláudio Fragata, disponível aqui )

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Semana da Cidadania: a juventude e o mundo do trabalho

Dados e informações de artigos e pesquisas sobre Juventude e Trabalho tornam possível observar que a questão do trabalho tem se apresentado como uma das grandes preocupações dos jovens. “Ser jovem, hoje, é ser afetado pelo narcotráfico, pela indústria bélica, pela maneira como funciona o mundo do trabalho.” (Regina Novaes) O trabalho é central para o ser humano, desde que seja concebido como força criadora, transformadora, como capacidade de realização pessoal, como tarefa de continuidade do projeto de Deus, de libertação individual e coletiva e não somente como forma de garantir as condições “necessárias para a sobrevivência”. O desafio para a juventude é estar presente de forma intensa na construção de um novo projeto de sociedade, de um projeto de vida que almeje o trabalho como produtor de sentidos. Não há solução individual, apenas coletiva. Por isso, somos convocados a trabalhar de forma coletiva e solidária, a olhar para a realidade de forma crítica. Somos chamados a denunciar o trabalho como forma de violência, de morte, de exploração, de desumanização; e a anunciar o trabalho que gera vida, realização, emancipação; que é criativo, solidário, fonte de desenvolvimento social e não apenas econômico. Somos convocados acima de tudo a sonhar, não o sonho dos que esperam, mas o sonho dos que trabalham e ajudam a construir um outro mundo, que já sabemos que é possível.
(texto adaptado do livreto “Semana da Cidadania 2010 – Trabalho para a vida, não para a morte”, disponível aqui )

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Semana da Cidadania: a juventude quer viver!

Na Semana da Cidadania 2010, queremos refletir sobre o trabalho como uma oportunidade de se organizar, de sonhar junto, de cuidar dos que trabalham com a gente. A dignidade humana também se realiza através do trabalho, do encontro com pessoas diferentes, do aprendizado e do crescimento coletivo, dos sonhos e da organização das lutas em favor da vida. No Evangelho de Mateus, Jesus lança o convite: “Ide vós também para a minha vinha” (Mt 20,7). É desejo do Pai que a construção do Reino também passe pelo trabalho humano - e ninguém deve ficar de fora. Nesse capítulo do Evangelho de Mateus, Jesus apresenta uma nova visão do trabalho: ele deve garantir a dignidade de todos/as e não ser instrumento que gera desigualdades. Diante dessa visão mais ampla e revolucionária é urgente superar toda forma de exploração, violência e exclusão, e pensar o trabalho como a experimentação do novo na busca de outro mundo possível, onde se gera não qualquer vida, mas uma vida plena e abundante. Até porque não podemos nos esquecer: A JUVENTUDE QUER VIVER!
(texto adaptado do livreto “Semana da Cidadania 2010 – Trabalho para a vida, não para a morte”, disponível aqui )

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Semana da Cidadania 2010

Realizada sempre entre 14 e 21 de abril, a Semana da Cidadania é elaborada pelas Pastorais da Juventude da Igreja Católica no Brasil. A Semana da Cidadania em 2010 terá como tema “Trabalho para a vida, não para a morte” e como lema “Juventude, suando e sonhando, em marcha contra a violência”. A Semana da Cidadania abordará a realidade do trabalho. Trabalhar, além de ser uma necessidade é, principalmente para a juventude, realização e crescimento. O trabalho não é apenas suor. É também sonho. Em meio ao suor e a dor do peso do trabalho está também a oportunidade de sonhar, de transformar as relações, de ser mais humano e mais feliz.
O trabalho é central para a vida humana. Por isso, é preciso denunciar quando ele se torna injusto e desumano à medida que o capital e o lucro assumem maior importância do que a vida. É preciso anunciar a possibilidade de organizarmos novas formas de trabalho, mais criativas, solidárias, fraternas e justas.
(texto adaptado do livreto “Semana da Cidadania 2010 – Trabalho para a vida, não para a morte”, disponível aqui )

terça-feira, 13 de abril de 2010

Um sistema econômico para todas as pessoas (CFE 14)

Uma economia baseada no individualismo e na acumulação de bens materiais afasta-se radicalmente do projeto de Deus, expresso em toda a Bíblia. Deus quer o bem de todos – não se poderia esperar outra coisa de alguém que é Pai, que cria todas as coisas por amor. Uma economia que ignore esse fundamento religioso não estaria só negando o sentimento religioso de nosso povo. Seria também inaceitável até para as pessoas de boa vontade, que não percebem que nenhuma denominação religiosa, mas que se percebem como membros de uma grande e única família humana, que entendem que não há alternativa: ou vivemos solidariamente como irmãos ou seremos todos infelizes num mundo trágico.
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A árvore dos problemas

Um fazendeiro contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu do seu carro furou e ele deixou de ganhar uma hora de trabalho. A sua serra elétrica quebrou, ele cortou o dedo, e finalmente, no final do dia, o seu carro não funcionou. O fazendeiro ofereceu ao carpinteiro uma carona para casa e, durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.

Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família. Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou por que ele havia tocado na planta antes de entrar em casa.
- Ah – respondeu o carpinteiro – esta é a minha árvore dos problemas. Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa. Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa e os pego no dia seguinte. E você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior...
(autor desconhecido; texto disponível aqui )

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Páscoa: a retomada de um novo dia

Páscoa: a cada manhã, um novo sol contornando as linhas do horizonte e iluminando vidas, numa apresentação diária, em que se abrem olhares para a retomada de um novo dia.
A páscoa revela-se nessa pulsação nova que cada ser vive e que reage para uma nova redenção de luz. Dessa forma transparente e numa manifestação que vivifica, a páscoa está representada na alegria daquele que recebe amor e carinho em qualquer circunstância.
A páscoa está inscrita na calma daquele que, na mansidão de sentimentos, conquista a felicidade. Ela amplia-se no sorriso daquele que, na busca de paz, encontra pelo caminho pessoas justas e fraternas Páscoa: a retomada de um novo dia e compartilham entre si a força do amor e da caridade.
A páscoa se descobre no olhar daquele que enxerga além das aparências e, através da luz, ilumina a cegueira das trevas. Ela se refaz continuamente no íntimo de quem perdoa e de quem pede perdão: é restituída na graça de renascer.
A páscoa se faz no ressurgir das flores que cada um tem dentro de si, da novidade que a essência humana transmite através do olhar, da palavra, dos dons, da fé, da esperança e de toda sabedoria e todo amor transmissível e poderoso para uma vida nova!
(texto de Zelinda Scalfoni Rodrigues, disponível aqui )

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Cada um encontra o que carrega dentro de si

Conta uma lenda popular do Oriente que um jovem chegou à beira de um oásis junto a um povoado e aproximou-se de um velho e perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoa vive neste lugar?
- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? – perguntou por sua vez o ancião.
- Oh, um grupo de egoístas e malvados. – replicou o rapaz. Estou satisfeito de haver saído de lá.
- A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui – replicou o velho.
No mesmo dia, outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião, perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoa vive neste lugar?
- Que tipo de pessoa vivia no lugar de onde você vem? – perguntou o ancião.
- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
- O mesmo encontrará por aqui. – respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?
- Cada um carrega no seu coração o meio em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares onde passou, não encontrará outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui, porque, na verdade, nossa atitude mental é a única coisa na nossa vida sobre a qual podemos manter o controle absoluto.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dia Mundial da Saúde 2010: "Urbanização e Saúde"

A Organização Mundial da Saúde (OMS) celebra todos os anos, em 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde. A cada ano um tema diferente é escolhido para que seja cenário de debates, buscando promover a sensibilização entre os países. Em 2010 o tema será urbanização e saúde, com o lema “Mil cidades, mil vidas”, que põe em evidência os efeitos que as cidades (a urbanização) tem na saúde e na qualidade de vida humanas. A campanha propõe iniciativas para que as cidades se transformem em lugares mais saudáveis.
Os objetivos mundiais da campanha são:
- Mil cidades: abrir os espaços públicos para a saúde, para realizar atividades nos parques, campanhas de limpeza ou ainda fechar parte das ruas ao trânsito de veículos motorizados.
- Mil vidas: reunir mil relatos de promotores da saúde urbana que, por suas iniciativas, tenham promovido um impacto considerável na saúde de suas cidades.
A Região da América Latina e do Caribe é a mais urbanizada do mundo, com mais de três quartos de seus habitantes (433 milhões) concentrados nas cidades. É também a região com as maiores desigualdades do mundo, com mais de 190 milhões de pessoas em situação de pobreza, que vivem em locais com problemas relacionados à urbanização rápida e não planejada.
A OMS lançou uma campanha que está sendo difundida em todo mundo, e inclui a realização de vários eventos e concursos mundiais com o objetivo de incentivar as autoridades federais, estaduais e municipais a desenvolverem ações efetivas para melhorar a saúde e a qualidade de vida de seus cidadãos.
(adaptado de textos da Organização Mundial da Saúde, disponíveis aqui e aqui )

terça-feira, 6 de abril de 2010

Recomeçar

Muitas crianças não sabem
o significado do ovo de páscoa,
não foram agraciadas com esta doutrina,
mas muitos adultos têm consciência
de seu grandioso significado:
o ressurgir da vida!

Grandes homens e mulheres,
ricos e pobres,
também cometem erros,
mas ao reconhecê-los se tornam nobres,
recomeçando suas vidas.

Líderes acreditavam
que com a morte de Jesus
suas doutrinas perigosas
de amar a todo mundo seriam esquecidas.

O amor já tinha sido semeado
no interior de cada cristão.
Dia a dia foi alimentado
e se intensifica com a ressurreição.

O amor no tempo ficou perpetuado.
Para cada ovo ofertado
seja multiplicado o verdadeiro sentido.
Que se abram os corações para receber
o que de valor lhes é ofertado:
o renascimento!

(texto de Neuza Nissen, disponível aqui )

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Páscoa, dom de Deus

Páscoa, dom de Deus feito pessoa,

dado como herança a um povo,
em tempo novo e de nascer de novo.

Ah, muito sacrifício, muita luta
e as mudanças são lentas!
Há muitos discursos e discussões
e poucas são as decisões e realizações.
Mas caminhar é preciso
para alcançarmos a tão sonhada paz.

Vamos viver o novo,
vivendo este ensinamento
na alegria de repartir e compartilhar
nesta passagem de tempo em tempo
em que damos novo sentido à Páscoa.

Páscoa, partilha sem medida e sem mágoa
do povo alegre e cheio de esperança;
o Reino de Deus é de quem tem virtude de criança.

Venham todos à mesa da boa vontade,
saiam das trincheiras escuras da inimizade,
a passagem está aberta rumo à libertação
e demos a vida no meio de tantas mortes,
pois somos partes integrais desta criação.

(texto de Agane Fibra Tello, disponível aqui )

segunda-feira, 29 de março de 2010

O valor que temos

Conta-se que o dono de um pequeno comércio, amigo do grande poeta Olavo Bilac, abordou-o na rua:
- Senhor Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Poderia redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda".
Meses depois, topa o poeta com o homem e pergunta-lhe se havia vendido o sítio.
- Nem pensei mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio que o senhor escreveu é que percebi a maravilha que tinha.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )

sexta-feira, 26 de março de 2010

As Igrejas Cristãs: Igreja Sírian Ortodoxa (CFE 13)

A Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia é uma das Igrejas Orientais e tem suas raízes na comunidade de Antioquia, fundada sobre o alicerce dos apóstolos. “Foi em Antioquia que pela primeira vez os discípulos foram designados com o nome de cristãos” (At 11, 26). A Igreja Sírian Ortodoxa confessa a fé formulada pelo Concílio de Niceia, do ano 325 d.C. Comumente conhecido como “Credo de Niceia”, conserva a verdadeira doutrina sobre Jesus Cristo, apesar das diferenças na interpretação dessa doutrina que surgiram sucessivamente. Está presente no Brasil desde 1950, através dos imigrantes orientais.
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)

Rezemos por nossos irmãos ortodoxos, para que se mantenham fiéis às raízes do cristianismo e estejam dispostos ao diálogo com as outras igrejas cristãs, para a proclamação do Evangelho de Jesus Cristo a todos os povos.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Outro modo de produzir e de pensar (CFE 12)

A ideia e a prática dominantes de desenvolvimento estão relacionadas à economia de mercado, de modelo capitalista. No entanto, esse não é o único modelo. No Brasil, a maior parte dos alimentos são cultivados por pequenos produtores, embora eles sejam prejudicados pelo agronegócio. Muitos pequenos produtores já perceberam que não conseguirão lugar entre os grandes e, mudando o rumo, avançam em direção à agroecologia. No mundo urbano, já existem redes de economia solidária, que produzem bens e serviços. Existem também empresas assumidas pelos trabalhadores, sob a forma de cooperativa. Essas iniciativas ligam-se a outras que lutam pelo direito de todos por políticas públicas que garantam direitos e qualidade de vida para todas as pessoas.
O desenvolvimento almejado por esses grupos é diferente do modelo capitalista. Suas frentes de luta tem em comum a recuperação da autonomia local; a participação igualitária de todos; a cooperação; a valorização do trabalho como realização humana; o cuidado com a Terra, considerada mãe e não objeto a ser dominado. O centro de tudo é a vida.
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Realidade difícil de mudar (CFE 11)

Na última década, um bom número de brasileiros saiu do estado definido convencionalmente como “pobreza”. Mas o Brasil confirma hoje a realidade de enorme desigualdade na distribuição de renda e elevados níveis de pobreza. Segundo o Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), em 2007 existiam no Brasil 10,7 milhões de indigentes (ou seja, famintos) e 46,3 milhões de pobres (ou seja, sem acesso às necessidades básicas: alimentação, habitação, vestuário, higiene, saúde, educação, transporte, lazer, entre outras). A população brasileira que vive em estado classificado tecnicamente como “extrema pobreza” continuará a ser indigente. Pessoas nascidas economicamente indigentes correm o risco de assim continuar. Tais pessoas não conseguem, de modo geral, quebrar esse círculo vicioso, a não ser que a sociedade se organize de outro modo, colocando o ser humano acima dos interesses do mercado.
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)

terça-feira, 23 de março de 2010

As Igrejas Cristãs: Igreja Presbiteriana (CFE 10)

A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil faz parte da Família Reformada do Protestantismo histórico e é uma das igrejas cristãs presbiterianas. Sua doutrina se baseia nas Escrituras Sagradas. A Igreja Presbiteriana Unida do Brasil foi fundada em 1978 e tem quatro características que definem sua identidade: as relações ecumênicas, o compromisso social, o pluralismo teológico e a democracia eclesiástica. Por essa razão, seu relacionamento com outras denominações e instituições religiosas é pautado pelo no respeito e na aceitação mútua. As maiores concentrações de suas igrejas estão nos estados do Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, onde fica sua sede nacional.
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)

Rezemos por nossos irmãos presbiterianos, para que estejam sempre atentos aos ensinamentos de Cristo e fiéis a seus princípios de compromisso social e relações com as outras igrejas cristãs.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cenoura, ovo ou café?

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido, um outro surgia. Seu pai, um "chef”, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver. Na primeira, ele colocou cenouras; na segunda colocou ovos; e, na última, pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra. A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma outra tigela. Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma terceira tigela. Virando-se para ela, perguntou:
- Querida, o que você está vendo?
- Cenouras, ovos e café - ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café. Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso. Ela perguntou humildemente:
- O que isto significa, pai?
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade - água fervendo - mas que cada um reagira de maneira diferente. A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. Os ovos eram frágeis. Sua casca fina protegia o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rígido. O pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.
- Qual deles é você? - ele perguntou a sua filha. - Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou um punhado de pó de café?
(autor desconhecido; adaptado de texto disponível aqui )

sexta-feira, 19 de março de 2010

José, o servidor do Senhor

Hoje é o dia que a Igreja reserva à memória de São José, aquele que assumiu a missão de acompanhar e proteger sua esposa, Maria, e o Filho de Deus, Jesus, de quem era pai adotivo. Foi um homem justo e fiel que Deus pôs como guarda de sua casa. “José, o servidor do Senhor” é o padroeiro universal da Igreja, protetor de todas as famílias e modelo dos operários. O papa Bento XVI ressalta o exemplo de São José para todos os que colocam suas vidas a serviço de Deus: “José é sempre atento à voz do Senhor, que guia os acontecimentos da história. Ele está sempre pronto em seguir suas indicações, sempre fiel, generoso e despreendido de si no serviço. Ele é mestre eficaz de oração e de trabalho na vida humilde de Nazaré. Quanto mais progredimos no caminho de consagração de nossa vida a Deus, tanto mais experimentamos a riqueza de frutos espirituais de olhar para São José e invocar o seu auxílio em nosso cotidiano.”
(adaptado de trechos do livreto “Novena de São José”, do Instituto das Filhas de São José)

Que todos nós, olhando para a vida de São José – uma vida humilde, laboriosa, confiante, própria de quem está continuamente na presença de Deus – possamos entender que essa é a vida dos verdadeiros seguidores de Cristo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

José e o trabalho como expressão de amor

José não se esquecia que tanto ele como os demais membros da Sagrada Família eram pessoas humanas e, portanto, necessitavam do pão de cada dia. Para conseguir esse sustento diário e ter o necessário para as despesas familiares, era imprescindível o trabalho do chefe da família. Maria também colaborava com seus afazeres de dona de casa: usava um pequeno instrumento de tecelagem, preparava e consertava roupas, além dos demais trabalhos domésticos. José se apoiou no ofício que conhecia, o de carpinteiro. Na época, o carpinteiro era o artífice da madeira, do ferro e da pedra. Era o homem mais solicitado para os diversos trabalhos da aldeia, seja firmando as vigas de uma casa, seja fabricando móveis para as residências. Preparava também os ferrolhos (as fechaduras) para as casas da vila; medidas para colocar o azeite; arcas para guardar o pão; silos de pedra ou caixas feitas de barro amassado com palha, para guardar cereais; arados e debulhadoras para o campo; ferramentas de ferro para cortar cevada e trigo; banquinhos e mesas. Com tudo isso, São José fez do trabalho uma verdadeira expressão de amor a Maria e a Jesus.
(texto adaptado de trecho do livro “O operário padrão”, de padre Antonio Carvalho)

Que a exemplo de São José possamos fazer de nosso trabalho, de nossas tarefas diárias, uma expressão de amor às pessoas que convivem conosco.

quarta-feira, 17 de março de 2010

José, o homem do silêncio

O silêncio de São José é permeado de contemplação do mistério de Deus, em atitude de total disponibilidade à vontade divina. Em síntese, o silêncio de São José não manifesta um vazio interior mas, ao contrário, a plenitude da fé que ele traz no coração e que orienta todos os seus pensamentos e todas as suas ações. Um silêncio graças ao qual José, em uníssono como Maria, conserva a Palavra de Deus, conhecida através das Sagradas Escrituras, comparando-a continuamente com os acontecimentos da vida de Jesus; um silêncio impregnado de oração constante, de benção do Senhor, de adoração de sua santa vontade e de confiança sem reservas na sua providência.
(trecho da Exortação Apostólica “Redemptoris Custos” – “O Guarda do Redentor”, do papa João Paulo II, citada pelo papa Bento XVI)

Que o exemplo de São José nos ajude em nossa caminhada, nos momentos em que devemos silenciar e confiar na Providência Divina.

terça-feira, 16 de março de 2010

José, o guardião da Família de Nazaré

A Sagrada Família de Nazaré é apontada como fundamento exemplar do valor comunitário e nela José é o modelo de servidor e guardião da família. José assumiu em relação a Maria os deveres de esposo e lhe proporcionou amor, sustento, proteção, consolo. Em relação a Jesus, assumiu todos os deveres de um pai: providenciou para ele alimento, segurança, educação humana, cívica e religiosa. Foi José o responsável pelos inúmeros cuidados necessários à humanidade de Jesus, especialmente em sua infância. Com o trabalho de suas mãos, José sempre procurou fornecer o necessário à vida de Jesus e de Maria.
(adaptado de trechos do livro “Como São José foi grande diante de Deus...” e do livreto “Novena de São José”, do Instituto das Filhas de São José)

Peçamos a Deus que, a exemplo da Sagrada Família, nossas famílias possam ser verdadeiros lares para as crianças e jovens, e que São José proteja principalmente aquelas famílias que passam por situações difíceis.

segunda-feira, 15 de março de 2010

As Igrejas Cristãs: Igreja Anglicana (CFE 09)

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil também faz parte do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC). É uma igreja que vem desde os tempos dos apóstolos e é herdeira dos primeiros cristãos presentes nas Ilhas Britânicas antes do século III. Em 1534, durante o reinado de Henrique VIII, a Igreja da Inglaterra (Anglicana) se separou da Igreja Católica Romana. A Comunhão Anglicana mantém sua base no Quadrilátero de Lambeth: Escrituras, Sacramentos, Credos e Episcopado Histórico. A base teológica sustenta-se nas Escrituras – Tradição e Razão. A presença anglicana no Brasil iniciou-se em 1810, com a chegada de cidadãos britânicos e depois de japoneses e missionários norte-americanos.
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)

Rezemos por nossos irmãos anglicanos, para que sejam sempre fiéis aos ensinamentos do Evangelho de Jesus Cristo e, juntos com os irmãos de outras igrejas cristãs, participem da construção do Reino de Deus.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Planeta Terra, casa de todos (CFE 08)

O planeta Terra não passa de um grão de areia na imensidão do universo. Mas é um grão de areia habitado, o único planeta conhecido onde a vida viceja exuberante. A mulher e o homem são chamados a habitar essa grande casa, a manter viva a sinfonia da criação, a cuidar, respeitar e conviver com a variedade e pluralidade das formas de vida. O ser humano foi colocado neste planeta como em um jardim do qual deve cuidar. Pela ganância, multidões adoecem e sobrevivem na indigência. A grande melodia do universo vem sendo sistematicamente rompida. Aprofundam-se a cada ano os sinais de devastação. A humanidade, com seu ritmo de devastação, está consumindo mais do que o planeta pode oferecer. Isso significa que demos início a um processo de autodestruição. O desafio agora é refazer a melodia universal. O respeito para com a criação é respeito ao Criador. Cuidar do planeta não é um slogan, mas um dever da nossa fé e um dever para com a vida.
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Economia a serviço da vida ou vidas à disposição da economia? (CFE 07)

Recebemos os bens para a vida e não a vida para a riqueza. Foi o próprio Jesus quem lembrou: “Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.” (Mt 4, 4). Como seguidores de Jesus Cristo e integrantes da vida social, somos chamados a construir uma justiça econômica maior diante da pobreza e das grandes desigualdades sociais.
Qual deveria ser o princípio fundamental da vida econômica? Para qualquer modelo econômico, o sistema deveria criar reais condições de segurança e oportunidades de desenvolvimento da vida de todas as pessoas, desde os mais pobres e vulneráveis. A sociedade, incluindo os governos, tem a obrigação moral de garantir oportunidades iguais, satisfazer as necessidades básicas das pessoas e buscar a justiça na vida econômica.
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Neste novo dia

Neste novo dia, prometa a si mesmo:
Ser tão forte que nada perturbe a paz de sua mente.
Falar de felicidade, saúde e prosperidade a cada pessoa que conhecer.
Fazer sentir aos seus amigos que há algo de valor neles.
Ver o lado brilhante de cada coisa e conseguir otimismo por meio dele.
Pensar somente o melhor, trabalhar somente pelo melhor e esperar somente o melhor.
Ser tão entusiasta pelo êxito dos demais como por seu próprio.
Esquecer os erros do passado e insistir para conseguir grandes realizações no futuro.
Exigir um aspecto atraente em todo o tempo e presentear a cada pessoa conhecida com um sorriso.
Dar tanto a seu melhoramento pessoal que não sobre tempo para criticar os outros.
Ser demasiado grande para preocupar-se, demasiado nobre para irar-se e demasiado feliz para permitir a presença de problemas que perturbem sua fé.
(texto de Cristian D. Larsen, disponível aqui )

terça-feira, 9 de março de 2010

Em busca do bem comum (CFE 06)

Bem comum é o conjunto de condições sociais que permitem e favorecem às pessoas o desenvolvimento integral da personalidade. O papa Pio XII dizia que a riqueza de uma nação não se mede por critérios quantitativos, mas pelo bem-estar de seu povo. O bem comum refere-se à existência dos bens necessários ao desenvolvimento da pessoa e à possibilidade real de todas as pessoas terem acesso a tais bens. Isso requer um empenho social e o desenvolvimento de grupos e das pessoas individualmente, implicando a existência de paz, estabilidade e a segurança de uma ordem justa. O bem comum envolve todos os membros da sociedade, ninguém estando isento de cooperar, participar e desenvolver, de acordo com suas próprias possibilidades.
Para se estender a conciliação entre o bem comum e o bem particular, é indispensável o exercício de duas virtudes: a caridade e a justiça. A primeira ensina a vencer o egoísmo e incute a consciência de sociedade, que une todas as pessoas. A segunda estabelece o reconhecimento e o respeito aos direitos do “outro”, seja este o indivíduo, um grupo social ou a própria sociedade.
E você, em suas atitudes, procura construir o bem comum? Na família, busca o bem de todos os seus familiares? E na escola, preocupa-se com o bem estar de seus colegas?
(texto adaptado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)

segunda-feira, 8 de março de 2010

As Igrejas Cristãs: Igreja Luterana (CFE 05)

Entre as igrejas que compõem o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), está a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Ela tem sua sede em Porto Alegre/RS e tem seu fundamento em Jesus Cristo e na fé apostólica. Na Reforma da Igreja iniciada por Martinho Lutero no século XVI, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana constituiu-se em comunidades separadas da Igreja Romana, afirmando com ênfase que o ser humano é salvo por graça e fé e não por obras meritórias. O luteranismo chegou no Brasil em 1824 com a imigração alemã e, embora tenha permanecido mais concentrado no Sul e no Sudeste do Brasil por mais de um século, hoje há comunidades luteranas espalhadas em todos os estados brasileiros
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)

Rezemos por nossos irmãos luteranos, para que mantenham-se fiéis aos ensinamentos de Jesus Cristo e possam juntar-se aos irmãos de outras igrejas cristãs na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Rosto de Deus

Se a estrela perguntasse ao céu: onde posso encontrar o amor, o céu responderia: contemple-se!
Se a flor perguntasse ao jardim: onde posso encontrar o amor, o jardim responderia: contemple-se!
Se a fonte perguntasse ao rio: onde posso encontrar o amor, o rio responderia: contemple-se!
E se, por fim, você perguntasse a Deus: onde posso encontrar o amor, Deus responderia: contemple-se!
Que você tenha sempre a inspiração de se contemplar, para ser a fisionomia do amor brotar dessa contemplação.
Sua contemplação vai mostrar que você é a maneira humana que Deus escolheu para nos revelar o seu rosto.
(texto de José Acácio Santana, disponível aqui )

quinta-feira, 4 de março de 2010

Construindo pontes

Certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro. Durante anos percorreram uma estreita e comprida estrada que corria ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutarem um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam-no com prazer, pois se amavam. Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta. Ao abrí-la, notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro em sua mão, que lhe disse:

- Estou procurando por trabalho, talvez você tenha um pequeno serviço aqui e ali. Posso ajudá-lo?
- Sim! - disse o fazendeiro. - Claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É de meu vizinho, na realidade, meu irmão mais novo. Brigamos muito e não mais posso suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você me construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não mais precise vê-lo.
- Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro - Mostre-me onde estão o martelo e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.
Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu. O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra. O fazendeiro retornou e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca! Em seu lugar estava uma ponte que ligava um lado do riacho ao outro. O fazendeiro ficou enfurecido e exclamou:
- Você é muito insolente em construir esta ponte após tudo que lhe contei!!!
No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao erguer seus olhos para a ponte mais uma vez, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com seus braços abertos. Cada um dos irmãos permaneceu imóvel de seu lado do rio, quando, num só impulso, correram um na direção do outro, abraçando-se e chorando no meio da ponte. Emocionados, viram o carpinteiro arrumando suas ferramentas e partindo.
- Espere! - disse o mais velho - Fique conosco mais alguns dias, tenho muitos outros projetos para você.
O carpinteiro então lhe respondeu:
- Adoraria ficar. Mas, tenho muitas outras pontes para construir.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )

quarta-feira, 3 de março de 2010

Dormir enquanto os ventos sopram

Alguns anos atrás, um fazendeiro possuía terras ao longo do litoral. Ele constantemente anunciava estar precisando de empregados. A maioria de pessoas estava pouco disposta a trabalhar em fazendas ao longo do litoral. Temiam as horrorosas tempestades que varriam aquela região, fazendo estragos nas construções e nas plantações. Procurando por novos empregados, ele recebeu muitas recusas. Finalmente, um homem baixo e magro, de meia-idade, se aproximou do fazendeiro, oferecendo-se para o trabalho.
- Você é um bom lavrador? - perguntou o fazendeiro.
- Bem, eu posso dormir enquanto os ventos sopram. - respondeu o pequeno homem.
Embora confuso com a resposta, o fazendeiro, desesperado por ajuda, o empregou. O pequeno homem trabalhou bem ao redor da fazenda, mantendo-se ocupado do alvorecer até o anoitecer e o fazendeiro estava satisfeito com o trabalho do homem. Então, uma noite, o vento uivou ruidosamente. O fazendeiro pulou da cama, agarrou um lampião e correu até o alojamento dos empregados. Sacudiu o pequeno homem e gritou:
- Levanta! Uma tempestade está chegando! Amarre as coisas antes que sejam arrastadas!
O pequeno homem virou-se na cama e disse firmemente:
- Não, senhor. Eu lhe falei: eu posso dormir enquanto os ventos sopram.
Enfurecido pela resposta, o fazendeiro estava tentado a despedí-lo imediatamente. Em vez disso, ele se apressou a sair e preparar o terreno para a tempestade. Do empregado, trataria depois. Mas, para seu assombro, ele descobriu que todos os montes de feno tinham sido cobertos com lonas firmemente presas ao solo. As vacas estavam bem protegidas no celeiro, os frangos nos viveiros e todas as portas muito bem travadas. As janelas bem fechadas e seguras. Tudo foi amarrado. Nada poderia ser arrastado. O fazendeiro então entendeu o que seu empregado quis dizer. E retornou para sua cama para também dormir enquanto o vento soprava.
(autor desconhecido; texto da tradição sufi, disponível aqui )

terça-feira, 2 de março de 2010

As Igrejas Cristãs: Igreja Católica Apostólica Romana (CFE 04)

Entre as igrejas que compõem o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), está a Igreja Católica. Ela é Apostólica, pois foi fundada por Jesus Cristo sobre o alicerce dos apóstolos. Por ter sua sede principal em Roma, onde pregaram o Evangelho e foram martirizados os apóstolos Pedro e Paulo, a Igreja é também designada como Romana. Presente em todo o mundo, a Igreja Católica é governada localmente por bispos, que constituem o colégio episcopal, presidido pelo Papa, bispo de Roma, sucessor do apóstolo Pedro. No Brasil, ela se faz presente desde 1500. Os católicos acolhem e orientam-se pela Palavra de Deus expressa na Bíblia, celebram os Sacramentos como sinais eficazes da Graça de Deus e professam a fé apostólica, conservada e transmitida através dos séculos pela Tradição e pelo Magistério Eclesiástico. Justificados por Cristo, os fiéis constituem a “comunhão dos santos” e, dentre estes, veneram, de modo especial, a Virgem Maria, mãe de Deus que se fez homem, e os santos que, de maneira exemplar e até heroicamente, viveram sua fé e deram testemunho do Senhor Jesus
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)

Rezemos para que todos os fiéis católicos possam ir ao encontro de seus irmãos cristãos de outras igrejas, fazendo do que temos em comum motivo de união e perseverança em torno do Reino de Deus anunciado por Jesus Cristo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Eumenismo (CFE 03)

O termo ecumenismo vem da palavra grega “oikumene” que significa “casa de todos”. Entre as igrejas cristãs, significa a busca de pontos em comum que possam aproximar as igrejas em torno da vivência do Evangelho de Jesus Cristo e da construção de seu Reino. As divisões contrariam a vontade de Cristo, são um escândalo para o mundo e prejudicam enormemente a pregação do Evangelho. A Igreja Católica aponta que os esforços de aproximação devem ser tanto dos fiéis como dos pastores. Para podermos avançar na unidade com as outras igrejas cristãs precisamos: eliminar do nosso cotidiano palavras, juízos e ações que não correspondem à condição dos outros cristãos; compreender o pensamento de cristãos de outras Igrejas e comunidades eclesiais dando os primeiros passos em direção a eles; reconhecer com satisfação e estima os valores verdadeiramente cristãos, que emanam do patrimônio comum e que se encontram nos irmãos cristãos de outras denominações; não esquecer que tudo o que a graça do Espírito Santo realiza nos irmãos cristãos, pode contribuir também para a nossa edificação. Além disso, destacam-se temas importantes para o exercício do ecumenismo e para a vida cristã: a conversão interior, a união na oração, a oração comum, a prática do diálogo e a formação ecumênica.

(adaptado de apresentação elaborada pela Arquidiocese de São Paulo)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Leão, o Urso e a Raposa

Um Leão e um Urso capturaram um cervo e disputavam sua posse em feroz luta. Após terem lutado e já muito feridos e fracos devido aos ferimentos, eles caíram no chão completamente exaustos. Uma Raposa, que estava nas redondezas e a tudo observava a uma distância segura, vendo ambos estirados no chão e o cervo abandonado entre eles, correu entre os dois e, agarrando a presa, desapareceu no meio do mato.

O Leão e o Urso vendo aquilo, mas incapazes de impedir, disseram:
- Ai de nós, que nos ferimos um ao outro apenas para garantir o jantar da Raposa!
(texto de Esopo, disponível aqui )

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O que é o CONIC? (CFE 02)

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) é uma associação fraterna de Igrejas que confessam o Senhor Jesus Cristo como Deus e Salvador, segundo as Escrituras e, por isso, procuram cumprir sua vocação comum para a glória de Deus Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, em cujo nome administram o Santo Batismo. Fundado em 1982, em Porto Alegre/RS, o CONIC tem hoje a sua sede em Brasília/DF. Seus objetivos envolvem a promoção das relações ecumênicas entre as Igrejas cristãs e o testemunho conjunto das Igrejas membros na defesa dos direitos humanos como exigência de fidelidade ao Evangelho. Em suas atividades, as Igrejas membros vivenciam concretamente a parceria, o diálogo, a valorização humana mútua, o crescimento da amizade fraterna; aprendem a se conhecer e vão se descobrindo como aliadas. Tudo isso se faz dentro do máximo respeito à identidade de cada Igreja: cada uma contribui para o diálogo sendo exatamente como é. A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, realizada anualmente entre os domingos de Ascensão e Pentecostes é uma de suas promoções importantes. Seis igrejas fazem parte do CONIC: Católica Apostólica Romana; Cristã Reformada; Episcopal Anglicana; Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Ortodoxa Sírian do Brasil; Presbiteriana Unida.
(texto disponível no site do CONIC)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O burro

No tempo em que não havia automóveis, na cocheira de um famoso palácio real, um burro de carga curtia imensa amargura, em vista das gozações dos companheiros. Um formoso cavalo árabe, ganhador de muitos prêmios, reparando o pêlo maltratado, as cicatrizes do lombo e a cara tristonha do burro, aproximou-se e disse, orgulhoso:

- Triste sina a que recebeste! Não invejas minha posição nas corridas? Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos reis!
- Imagina! - exclamou um potro de origem inglesa - Como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça?
O burro recebia os sarcasmos, resignadamente. Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto:
- Há dez anos, quando me ausentei de pastagem vizinha, vi este miserável sofrendo rudemente nas mãos do bruto amansador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia.
As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei entrou no recinto.
- Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade - informou o monarca ao chefe das cavalariças - um animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança.
- Que tal o cavalo árabe, Majestade? – perguntou o empregado.
- Não, não - falou o soberano - é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.
- Não quer o potro inglês?
- De modo algum. É muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.
- E o húngaro?
- Não, não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.
Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:
- Onde está meu burro de carga?
O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais. O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou enfeitá-lo com as armas resplandecentes de sua Casa e confiou-lhe o filho ainda criança, para longa viagem. E ficou tranqüilo, sabendo que poderia colocar toda a sua confiança naquele animal...
(autor desconhecido;adaptado de texto disponível aqui )

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Lição de fé

Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o pico mais alto de sua região. Mas queria a glória somente para ele e resolveu escalar sozinho, sem nenhum companheiro. Começou a subir a montanha e foi ficando cada vez mais tarde. Como ele não havia se preparado para acampar, resolveu seguir a escalada decidido a atingir o topo. Escureceu e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha. Não era possível enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens. Subindo por uma “parede" a apenas 100m do topo, ele escorregou e caiu. Caía a uma velocidade vertiginosa e somente conseguia ver manchas que passavam cada vez mais rápidas na escuridão. Sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade. Nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que já havia vivido em sua vida. De repente, ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade. Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura. Ficou pendurado, suspendo na completa escuridão. Naqueles momentos de silêncio, não havia nada a fazer a não ser gritar:
- Ó meu Deus, me ajude!
De repente uma voz grave e profunda vinda dos céus, respondeu: - O que você quer de mim, meu filho?
- Me salve meu Deus, por favor!!!
- Você realmente acredita que Eu possa te salvar?
- Eu tenho certeza, meu Deus.
- Então, corte a corda que te mantém pendurado.
Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda à corda e refletiu que se fizesse isso morreria... O grupo de resgate conta que encontrou um alpinista congelado, morto, agarrado com força com as duas mãos a uma corda... a somente meio metro do chão.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 (CFE 01)

Neste ano, a Campanha da Fraternidade será realizada de forma ecumênica, reunindo as Igrejas que fazem parte do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Terá como tema “Economia e Vida” e como lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24). O principal objetivo é “colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura e da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum, em vista de uma sociedade sem exclusão”. É necessário conclamar a todos e a todas para construir uma nova sociedade, educar essa mesma sociedade afirmando que um novo modelo econômico é possível, e denunciar as distorções da realidade econômica existente, para que a economia esteja a serviço da vida.
(texto retirado do Manual da Campanha da Fraternidade 2010)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Quaresma

Desde o início do Cristianismo, a Quaresma marca para os cristãos um tempo de graça, oração, penitência e jejum, com o objetivo de chegar à conversão. A Quaresma nos oferece esse “tempo favorável” para deixar o pecado e voltar para Deus. E para isso fazemos penitência. O objetivo da penitência não é nos fazer sofrer ou nos privar de algo que nos agrada, mas ser um meio de purificação de nossa alma. Sabemos o que devemos fazer e como viver para agradar a Deus, mas somos fracos; a penitência é feita para nos dar forças espirituais na luta contra o pecado.
Além do Sacramento da Penitência, a Igreja nos oferece outras penitências que nos ajudam a buscar a santidade, sobretudo, as que Jesus recomendou no Sermão da Montanha: “o jejum, a caridade e a oração”. Cristo jejuou e rezou durante quarenta dias (um longo tempo) antes de enfrentar as tentações do demônio no deserto e nos ensinou a vencê-lo pela oração e pelo jejum. Da mesma forma, a Igreja quer nos ensinar como vencer as tentações de hoje. Vencemos o pecado praticando a virtude oposta a ele. Assim, para vencer o orgulho, devemos viver a humildade; para vencer a ganância devemos ser caridosos; para vencer a impureza, praticar a castidade; para vencer a gula, jejuar; para vencer a ira, aprender a perdoar; para vencer a inveja, ser bom; para vencer a preguiça, levantar-se e ajudar os outros. Essas são boas penitências para a Quaresma.
Então, cada um deve fazer na Quaresma um “programa” espiritual, procurando em sua vida cotidiana formas de fortalecer o espírito para que ele não fique sufocado e esmagado pelo corpo e pela matéria. A penitência não é um fim em si mesmo; é um meio de purificação e santificação; por isso deve ser feita com alegria.
(adaptado de texto de Felipe Aquino, disponível aqui )

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Quarta-feira de Cinzas

Com a cerimônia de imposição das cinzas se inicia um período muito importante para todo cristão que quer se preparar para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus. Este tempo se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: "Convertei-vos". Este imperativo é proposto aos fiéis no rito da imposição das cinzas com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás", e nos convida a refletirmos sobre a fragilidade da vida humana, sujeita à morte, e a necessidade da conversão, de voltar-se para Deus.

Na Igreja primitiva, os cristãos jejuavam por quarenta dias para imitar o jejum de Cristo no deserto. Os penitentes eram salpicados de cinzas, vestidos com uma roupa especial e obrigados a manter-se afastados. Quando essas práticas caíram em desuso, o início da Quaresma passou a ser simbolizado pela imposição de cinzas: o cristão recebe uma cruz na fronte, com as cinzas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior.
(adaptado de texto produzido pela Agência Católica de Informação - ACI Digital, disponível aqui )

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Asas para voar

Uma águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho. Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões. “Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair?”, pensou ela.
O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. “E, se justamente agora, isto não funcionar?”, ela pensou. Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final: o empurrão. A águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia. O empurrão era o melhor presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor. Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram!
Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel de águia. São elas que nos empurram para o abismo. E quem sabe não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos asas para voar.
(autor desconhecido; texto disponível aqui )

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Entendimento

Tales de Mileto, filósofo grego, o mais antigo dos Sete Sábios da Grécia (640 a 550 d.C.), durante parte de sua vida foi um bom comerciante. Após enriquecer, retirou-se dos negócios e pôde dedicar-se aos estudos, adquirindo muitos conhecimentos através de viagens. Aprendeu Geometria com sacerdotes egípcios, previu o primeiro eclipse solar no ano de 500 a.C. e determinou a duração do ano. Ainda em vida, foi considerado o pai da Astronomia, da Geometria e da Aritmética. Em certa ocasião, foi inquirido sobre 9 questões. Ei-las, seguidas da respostas de Tales:

1. QUAL A COISA MAIS VELHA DE TODAS AS COISAS? Deus, porque Ele sempre existiu.
2. QUAL A MAIS BELA DE TODAS AS COISAS? O Universo, porque é trabalho de Deus.
3. QUAL A MAIOR DE TODAS COISAS? O Espaço, porque ele contém o que foi criado.
4. QUAL A MAIS CONSTANTE DE TODAS AS COISAS? A Esperança, porque ela permanece nos homens mesmo depois de terem perdido tudo.
5. QUAL É A MELHOR DE TODAS AS COISAS? A Liberdade, porque sem ela não há nada de bom.
6. QUAL É A MAIS RÁPIDA DE TODAS AS COISAS? O Pensamento, porque em um segundo pode voar para o extremo do Universo.
7. QUAL É A MAIS FORTE DE TODAS AS COISAS? A Necessidade, porque ela faz os homens enfrentarem os perigos da vida.
8. QUAL É A MAIS FÁCIL DE TODAS AS COISAS? Dar conselhos.
9. QUAL A MAIS DIFÍCIL DE TODAS AS COISAS? Conhecer a si mesmo.
(autor desconhecido; disponível aqui )

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A oração do alfabeto

Tarde da noite, um pobre lavrador viu-se sem o livro de orações, no caminho de volta do mercado. A roda da carroça tinha se soltado justo no meio da floresta e ele estava aflito porque o dia ia se acabar sem que tivesse feito suas orações. Por isso, fez esta oração: “Senhor, fiz uma coisa muito imprudente. Esta manhã, saí de casa sem meu livro de orações e não consigo dizer uma única oração sem ele. Por isso, recitarei cinco vezes o alfabeto, bem devagar e o Senhor, que conhece todas as orações, poderá juntar as letras para formar as orações que não consigo lembrar”. E o Senhor disse aos seus anjos: “De todas as orações que ouvi hoje, essa foi, sem dúvida, a melhor, porque veio de um coração simples e sincero”.

(texto de padre Anthony de Mello, sj; colaboração da Equipe de Pastoral da ENAU)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A formiga e a pomba

Uma formiga foi à margem do rio para beber água e, sendo arrastada pela forte correnteza, estava prestes a se afogar. Uma pomba que estava numa árvore sobre a água, arrancou uma folha e a deixou cair na correnteza. A formiga subiu na folha e flutuou em segurança até a margem. Pouco tempo depois, um caçador de pássaros, veio por baixo da árvore e se preparava para colocar varas com visgo perto da pomba que repousava nos galhos. A formiga, percebendo a intenção do homem, deu-lhe uma ferroada no pé. Ele repentinamente deixou cair sua armadilha e isso deu chance para que a pomba voasse para longe.
O grato de coração sempre encontrará oportunidades para mostrar sua gratidão.

(adaptado das fábulas de Esopo; texto disponível aqui )

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O frio que vem de dentro

Conta-se que seis homens ficaram presos numa caverna por causa de uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer para receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Eles sabiam que se o fogo apagasse todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Cada um deveria colocar sua lenha na fogueira, a única maneira de sobreviverem. O primeiro homem era racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então, raciocinou consigo mesmo: “Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro”. E guardou-a, protegendo-a dos olhares dos demais. O segundo homem era um rico avarento. Estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um homem da montanha que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele calculava o valor da sua lenha e, enquanto sonhava com o seu lucro, pensou: “eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso, nem pensar!” O terceiro homem era negro. Seus olhos faiscavam de ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou de resignação que o sofrimento ensina. Seu pensamento era muito prático: “é bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem”. E guardou sua lenha com cuidado. O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Este pensou: “esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha.” O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas, nem lhe passou pela cabeça oferecer a lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil. O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido: “Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos gravetos”. Com esses pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira finalmente apagou. Quando os homens do socorro chegaram à caverna, encontraram seis cadáveres congelados, cada um segurando seu feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse: “o frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro”.

(autor desconhecido; colaboração da Equipe de Pastoral da ENAU)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Correndo juntos

Há alguns anos, nas Olimpíadas Especiais de Seattle, nos Estados Unidos, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para o início da corrida dos 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram, com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Todos correram muito, com exceção de um garoto que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então eles viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas, com Síndrome de Down, ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: "Pronto, agora vai sarar". E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos.

(autor desconhecido; texto disponível aqui )

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Que no dia de hoje...

Que no dia de hoje, o trabalho gere fraternidade, a humildade serene o orgulho, as prepotências e agressões. O perdão apague as mágoas, os ressentimentos e cicatrizes. A paz envolva os corações em conflito. A riqueza espiritual seja maior que a pobreza material. A caridade aqueça o coração dos que não crêem e dos indiferentes. E a esperança ilumine nosso existir.

(texto retirado da Agenda da Felicidade, de padre Roque Schneider, SJ, Edições Loyola; colaboração da Equipe de Pastoral da ENAU)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A enchente

Em um ano de muitas tempestades, o nível do rio de uma pequena cidade subiu tanto que a água chegou a cobrir diversas casas. Nesse cenário, os bombeiros iam, de lancha, retirando pessoas das casas alagadas. Um rapaz estava em cima do telhado de uma das casas, observando a água subir cada vez mais. Ao ver a situação em que ele se encontrava, os bombeiros se aproximaram com a lancha e pediram-lhe que saltasse:
- Venha, rapaz, entre na lancha! A sua casa em breve vai ser levada pela correnteza! Venha logo! E o rapaz, que estava ajoelhado, orando, disse:
- Não, eu não vou. O Senhor vai me salvar... estou orando para isso!
Como havia muitas pessoas em perigo, os bombeiros foram resgatar outras vítimas. Então, um helicóptero, também do corpo de bombeiros, avistou o mesmo rapaz orando no telhado. Vendo que ele corria perigo, a equipe de resgate jogou a escada para que ele subisse e se livrasse do perigo. Mas, mais uma vez, o rapaz gritou:
- Não, eu não vou. O Senhor já vai me salvar...
Diante dessa resposta, esses bombeiros também foram resgatar outras vítimas, já que o rapaz continuava resistindo à ajuda. De repente, a enxurrada levou a casa e, junto, o rapaz que se encontrava no telhado; ele morreu. No céu, percebendo que estava morto, o rapaz pediu para falar com Deus. Levado à presença do Senhor, o rapaz perguntou-lhe, irritado:
- Senhor, me disseste que se eu tivesse uma fé do tamanho de um grão de mostarda eu poderia mover uma montanha... Minha fé era muito maior do que isso, Senhor, e me deixaste morrer! Mentiste para mim, Senhor!
E Deus lhe respondeu:
- Meu filho, eu é que estou aborrecido com você. Como é que pode?! Eu fiz a minha parte: mandei uma lancha, mandei até um helicóptero, mas você não fez a sua parte! Deveria ter aceitado a ajuda de um dos dois! Afinal, você queria o quê? Que eu tivesse descido lá pessoalmente para te salvar?
(autor desconhecido; texto disponível aqui )

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O cão de caça e a lebre

Um cão de caça espantou uma lebre para fora de sua toca, mas depois de longa perseguição ele parou a caçada. Uma cabra, vendo-o parar, ridicularizou-o dizendo: “Aquele pequeno animal é melhor corredor que você”. O cão de caça respondeu: “Você não vê a diferença entre nós: eu estava correndo por um jantar, mas ela para salvar a vida”.
O motivo pelo qual realizamos uma tarefa é que vai determinar sua qualidade final.

(texto adaptado das fábulas de Esopo; colaboração da Equipe de Pastoral da Escola Nerina Adelfo Ugliengo – ENAU, de Ribeirão Pires/SP, que também faz parte do Instituto das Filhas de São José )

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Dá-nos a paz que se dá!

Quando te pedimos paz, devolve-nos o pedido, que é fácil pedir sem dar...
Ensina-nos a passar da tolerância ao amor; de sermos notas dispersas a sermos uma canção.
Quando entregamos as armas, ajuda-nos a entregar também, abertas, as almas, que a paz apenas sem guerra é pouca paz para nós.
Necessitamos da terra com casa, trabalho e pão, contigo no coração, com todos os povos, juntos, forjando o novo amanhã.
Dá-nos a paz que se faz!
Dá-nos a paz que se dá!

(texto de dom Pedro Casaldáliga, bispo católico, disponível aqui )

Recomeçar (2)

Hoje recomeçamos nossos momentos diários de reflexão. Todo dia, no início do período, vamos reservar um tempinho para pensar, refletir, rezar, pedir, agradecer. Sempre haverá um pequeno texto, especialmente selecionado para ajudar sua reflexão. Aproveite esse momento de contato com Deus. Você vai perceber que seu dia ficará mais alegre, mais cheio de paz.
(Serviço de Ação Pastoral)